Foi lançada, pela Associação Juízes para a Democracia em parceria com outras entidades e membros da sociedade civil, a Campanha Contra a Anistia dos Torturadores que praticaram crimes durante o período da ditadura militar brasileira e atuaram com autorização, apoio ou consentimento do Estado.A Campanha procura impossibilitar a anistia de agentes do Estado, pessoas ou grupos de pessoas acusados de crimes de tortura, assassinatos e desaparecimentos forçados. Mais informações acesse www.ajd.org.br/contraanistia_port.php.
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Campanha contra a anistia dos torturadores lança petição on line
Publicado Dezembro 21, 2009 r Comportamento , Cultura , Política(s) Deixar um ComentárioTags: Campanha Contra a Anistia dos Torturadores, Juízes para a Democracia
Foi lançada, pela Associação Juízes para a Democracia em parceria com outras entidades e membros da sociedade civil, a Campanha Contra a Anistia dos Torturadores que praticaram crimes durante o período da ditadura militar brasileira e atuaram com autorização, apoio ou consentimento do Estado.A Campanha procura impossibilitar a anistia de agentes do Estado, pessoas ou grupos de pessoas acusados de crimes de tortura, assassinatos e desaparecimentos forçados. Mais informações acesse www.ajd.org.br/contraanistia_port.php.
Mais dois vereadores são cassados em São Paulo
Publicado Dezembro 18, 2009 r Comportamento , Cultura , Política(s) , São Paulo Deixar um ComentárioTags: 13 vereadores cassados, corrupção, Jooji Hato, Paulo Jesus Frange
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo divulgou hoje (18) a cassação de mais dois vereadores de São Paulo por recebimento ilícito de recursos. São eles: Jooji Hato (PMDB) e Paulo Jesus Frange (PTB). Em outubro deste ano, o juiz Aloisio Sérgio Rezende Silveira, da 1ª Zona Eleitoral, já havia determinado a cassação de outros 14 vereadores pelo mesmo motivo.
Hato recebeu doações irregulares da Associação Imobiliária Brasileira (AIB) e da Empresa Industrial e Técnica (EIT), que totalizaram 27,8% dos recursos arrecadados em sua campanha de 2008, valor que supera orientação da legislação eleitoral.
Já o vereador Paulo Frange foi cassado por ter recebido – da mesma AIB – 35,86% do total que arrecadou em sua campanha política em 2008.
Os vereadores terão o prazo até 11 de janeiro para recorrerem da decisão de primeira instância ao TRE.
Ainda que ambos recorram e possam continuar exercendo sua função legislativa, creio ser de suma importância, nós eleitores conhecermos o rosto de cada um destes, que não tiveram conduta para nos representar. O resultado nas urnas é reflexo, daquilos que sabemos de nossos candidatos, portanto, registrem estes nomes e os dos 13 vereadores já cassados este ano. Veja matéria.
Convoco os titãs para uma “reflexão”…
Fontes: Tribunal Regional Eleitoral, Agência Brasil
Afeganistão: Direitos das mulheres em perigo
Publicado Dezembro 14, 2009 r Comportamento , Correndo o mundo... , Cultura , Mulher , Política(s) Deixar um ComentárioTags: Afeganistão, Direitos Humanos, Human Rights Watch, Mulheres
Organização de direitos humanos norte-americana alerta para a situação das mulheres no Afeganistão. Estão em risco os direitos que conquistaram desde 2001.
Oito anos após a queda do regime talibã, as mulheres e jovens afegãs continuam a ser vítimas de violência e discriminação. Num recente relatório, «Temos as promessas do mundo inteiro: os direitos das mulheres no Afeganistão», a organização Human Rights Watch (HRW) denuncia o acesso desigual aos serviços de saúde e educação. No estudo, a organização revela que os assassinos de várias mulheres – reconhecidas na sociedade afegã – continuam à solta. Aumenta assim o sentimento de impunidade em relação aos crimes contra as mulheres.
«A situação das mulheres e jovens afegãs é alarmante e pode piorar», assegura Rachel Reid, investigadora da HRW, no país. O mundo está atento à nova estratégia da administração Obama em matéria de segurança neste país. «É essencial assegurar que os direitos das mulheres e raparigas não permaneçam um simples desejo e sejam uma prioridade tanto dos governos, como dos doadores», defende.
Os direitos que conseguiram conquistar desde 2001, em matéria de educação, trabalho e liberdade estão em perigo – avança o relatório. As mulheres com visibilidade no país, activistas dos direitos humanos ou políticas, são frequentemente ameaçadas de morte e vivem temendo pela sua vida e da sua família. «As mulheres não são prioridade do nosso governo, nem da comunidade internacional», confiou Shinkai Karokhail, membro do parlamento, à organização. «Fomos esquecidas», lamenta.
Fonte: Fátima Missionária, de Cristina Santos.
“Onde não há utopia não há futuro”
Publicado Dezembro 11, 2009 r Comportamento , Cultura , Política(s) , Religião , São Paulo Deixar um ComentárioTags: 12° Intereclesial de CEBs, Arquidiocese de São Paulo, Brasilândia, CEBs
Desde Porto Velho – RO, no 12° Intereclesial de CEBs, assumi com a iniciativa, indicação e benção do padre José Renato a missão de reaticular as CEBs e Grupos de Rua do setor Pereira Barreto. Com o apoio e confiança dos padres do setor realizamos momentos de partilha da experiência que vivi por lá. Partilhei também os anseios, dúvidas, lutas e reflexões que as comunidades do nosso Brasil estão vivendo.
Para minha grata surpresa, percebi que nossas comunidades, do Oiapoque ao Chuí, são iguais. Guardados os “deliciosos” sotaques, a maneira de celebrar, a cultura local e a realidade econômica: somos todos povos de Deus, preocupados essencialmente em alimentar os irmãos com a Palavra de Deus e com o pão de cada dia. E como é bonito enxergar isso.
Como primeiro gesto deste “novo tempo”, de rearticulação no Setor vamos realizar, hoje sexta-feira, (11/12), às 20h, na Par. Nossa Sra. de Fátima, a Missa de Encerramento da Novena de Natal das Comunidade e Grupos de Rua do Setor Pereira Barreto. Presidirá a missa dom Angélico Bernadino Sândalo, bispo emérito de Blumenau.
Nosso compromisso para 2010 é caminhar juntos, com o pé fincado na realidade do povo, realidade que envolve formação cristã, pastoral, cidadã, na área de comunicação, no cuidado com o meio-ambiente, com a juvetude, no cuidado com a vida em todos os sentidos. Para começar vamos refletir com toda a Região Brasilândia, sobre a CF-2010, com o tema: “Economia e Vida”. Anote na sua agenda:
- 30/01- Formação sobre a Campanha da Fraternidade (local ainda a ser definido)
- 21/02 – Abertura da Campanha da Fraternidade 2010 (local ainda a ser definido)
Você que recebeu este e-mail certamente está envolvido, de uma forma ou de outra com a Caminhada da Igreja, com os Meios de Comunicação alternativos e/ou com os Movimentos Sociais. Portanto, está convidado a celebrar conosco este bonito e por que não, histórico momento no Setor Pereira Barreto. Estarei por lá, compareça!
A Par. Nossa Sra. de Fátima, fica na Av. Paula Ferreira, 1522 Vila Bonilha, São Paulo – SP. Ela faz parte do Setor Pereira Barreto, um dos setores que compõem a Região Episcopal Brasilândia, que por sua vez está localizada dentro da Arquidiocese de São Paulo.
“Onde não há utopia não há futuro”, Dom Pedro Casaldáliga
Karla Maria
Comissão de CEBs e Pascom- Região Episcopal Brasilândia
11 8831-8485
11 3978-5254
http://kmspagu.wordpress.com
http://cebsbrasilandia.blogspot.com
Encontro de Fé e Política discute questão de “Gênero, Raça e Religião”
Publicado Dezembro 2, 2009 r Comportamento , Cultura , Política(s) , Religião Deixar um ComentárioTags: Religião, Gênero, Raça, racismo, sexismo, 7° Encontro Nacional Fé e Política
O 7° Encontro Nacional de Fé e Política, que aconteceu em Ipatinga, MG, de 27 a 29 de novembro, reservou a tarde de sábado (28/11) para a realização de plenárias temáticas com destaque para a de tema: “Gênero, Raça e Religião”, que aconteceu na Câmara Municipal e apontou questões latentes na sociedade e na Igreja como o racismo e o sexismo. Com a participação de mais de cem pessoas, em sua maioria mulheres negras, a plenária contou com as assessorias de Maria Emilia da Silva e Iradj Roberto Eghari, ambos militantes, ligados à Defesa dos Direitos Humanos.
Em sua explanação, Maria Emilia, missionária, ex-religiosa, negra de sorriso largo, falou do sonho da sociedade igualitária, e que para conquistá-la é necessário uma outra sociedade: a pluriétnica, porque a sociedade uniética monopoliza Deus. Reforçou que espaços de debate, como o Encontro de Fé e Política, são propícios para pensar novas teologias que possam criar novos papeis da mulher e do negro(a) na Igreja. Os participantes da Plenária, vindos dos estados de Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, denunciaram que dentro da Igreja Católica, diferente de outras denominações, os elementos da cultura afro ainda não foram aceitos e respeitados e que a mulher é colocada em segundo plano.
“A organização religiosa só pode ser possível com a liberdade de expressão. Nos quilombos, em Palmares, já havia esta liberdade, o domínio do pensar político e religioso. Ali eles procuravam integrar os elementos da religião católica com a cultura quilombola, eles já entendiam como normal e natural o sacerdócio casado, o sacerdócio feminino. Era um espaço onde negros, índios e brancos gestavam o Brasil.
Uma simbiose lingüística, sem discriminação planejada”, afirmou Maria Emília. Para Iradj Roberto, bahai, filho de iraniano, perseguido pelo governo do Irã é imperativo mudar a ordem social e vê as religiões como instrumentos para tal. ‘Todas as religiões norteiam o caminho, com base no fato, de que a alma humana desconhece raça”, afirmou Iradji. “O racismo é um dos males mais persistentes da humanidade, um mal que impede que uma enorme parcela da humanidade revele seu potencial como ser humano”, concluiu.
Da plenária surge uma voz, direto da Diocese de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro. Seu nome é Sonia, 40 anos, católica: “Nós negros sofremos muito dentro da igreja católica, o discurso é de irmão, mas nós sofremos demais dentro desta estrutura. O cotidiano nos remete a um retrocesso. Continuo à margem do processo de evolução da história”, desabafou ao som dos aplausos.
A Plenária: Gênero, Raça e Religião”, foi uma das 20 plenárias, que compõem a Programação do 7° Encontro Nacional de Fé e Política, que encerra-se hoje (29/11), após envio Ecumênico.
“Estou na batalha e não vou desanimar”
Publicado Novembro 23, 2009 r Comportamento , Cultura , Educação , Política(s) , São Paulo Deixar um ComentárioTags: Peniteciária Franco da Rocha, reeducando, reinserção
Recebi um comentário neste blog, sobre uma matéria que fiz na P2 – Penitenciária de Franco da Rocha em 31 de agosto, com o título O amor persiste, além das grades em Franco da Rocha.
O comentário foi escrito por um ex-preso, que no modo politicamente correto, chamamos de reeducando. Eu estou falando do Paulo, que agora procura se reinserir na sociedade. Ele tá mandando um recado, minha obrigação é repassar:
Paulo M. dos Santos Jr. Novembro 23, 2009 às 12:44
Adorei sua matéria sobre a P2 de Franco da Rocha. O sofrimento lá é grande, só sabe quem passou por lá, ainda mais quem não tem ninguém ao seu lado para acompanhar e compartilhar os seus sonhos de vida. A sociedade julga e fala que não tem retorno, mas não dá uma chance para nós, reeducandos monstrarmos ao contrário. Eu sei disso porque passei por lá, em meados de 2007 e hoje, graças a Deus estou deste lado, tentando me reintegrar na sociedade, mas como sempre no aguardo de uma oportunidade, estou na batalha e não vou desanimar. Agradeço por matérias sobre nós, reenducandos.
É isso ai Paulo, obrigada por ser leitor do Ká entre nós… e está feito o convite eim, vamos contar a tua história! Abraços. KM
Luiz Melodia embala Cosciência Negra na Sé
Publicado Novembro 20, 2009 r Comportamento , Cultura , São Paulo Deixar um ComentárioTags: Dia da Consciência Negra, Luiz Melodia, Zumbi dos Palmares
A Praça da Sé foi palco de uma festa nesta sexta-feira (20), feriado do Dia da Consciência Negra. Em memória a Zumbi dos Palmares, maior líder da história dos negros no Brasil.
Às 19h desta sexta-feira, paulistanos de todo o canto da capital, aplaudiam o cantor Luiz Melodia e Quinteto em Branco e Preto, com repertório de musicas clássicas e tradicionais.
Acompanhavam homens e mulheres de todas as cores, brasileiros: brancos, negros, amarelos e mulatos. Havia ainda, jovens, terceira idade, bolivianos, gente bem vestida e gente muito pobre. Uma festa, de fato democrática, com gente de toda a cor e de toda a história. Espelho de São Paulo, espelho do Brasil.
O público, mesmo com a chuva fina, aguardava ainda a presença de Elza Soares.
Tomada de Consciência
Publicado Novembro 20, 2009 r Comportamento , Jornalismo , Política(s) , São Paulo Deixar um ComentárioTags: Conferência Estadual de Comunicação, Dia Nacional da Consciência Negra
O dia 20 de novembro, é um covite para a tomada de consciência. Feriado em centenas de cidades pelo Brasil e em todo o estado do Rio de Janeiro, a data é uma tentativa de reparar os séculos de preconceito e hipocrisia com os afrodescendentes deste país, mas mais do que isso, é dia de debate e reflexão. Quem somos nós, povo brasileiro? Que país queremos para aqueles que virão e assumirão nossos lugares?
É nesta data tão relevante para a construção da identidade do brasileiro, que os movimentos sociais do Estado de São Paulo, organizados sem o apoio de seu governo, iniciam os trabalhos da 1° Conferência Estadual de Comunicação. A Etapa é preparatória para a Conferência Nacional, que acontecerá de 14 a 17 de dezembro, em Brasília.
Nesta sexta-feira (20/11) será realizado o ato solene de abertura da Etapa, na Quadra dos Bancários, localizado à Rua Tabatinguera, n° 192, Centro. Já nos dias 21 e 22/11, sábado e domingo, a Conferência será na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP), na Avenida Pedro Álvares Cabral, n° 201, próximo ao Parque Ibirapuera, em São Paulo.
Programação da 1ª Conferência Paulista de Comunicação
Dia 20/11 (Quadra dos Bancários) 16h – Abertura do credenciamento 18h – Abertura da Etapa com leitura e a aprovação do regulamento interno da Confecom-SP. 20h – Ato solene de abertura, com falas dos três segmentos (poder público, sociedade civil empresarial e sociedade civil não-empresarial) e celebração do Dia da Consciência Negra.
Dia 21/11 – ALESP Das 8h às 12h – credenciamento 8h30 às 10h – Painel sobre princípios da comunicação 10h às 12h – Painéis simultâneos e debate sobre cada um dos três eixos temáticos (três mini-plenárias com representantes dos três segmentos em cada uma). 12h – Almoço 13h30 às 18h30 – Grupos de Trabalho (GT’s) por eixo temático – debates e levantamento de propostas. 18h30 às 20h – Reunião da relatoria (sistematização das propostas por eixo).
Dia 22/11 – ALESP 8h30 às 11h – Finalização dos GTs – Debate das propostas de âmbito estadual e nacional. 11h – Eleição e homologação dos delegados à 1ª Confecom Nacional. 12h – Almoço 13h30 às 16h – Plenária para apresentação das propostas e aprovação das moções.
A vítima foi transformada em ré, os agressores impunes”
Publicado Novembro 9, 2009 r Comportamento , Cultura , Educação , Mulher , Política(s) , São Paulo 3 ComentáriosTags: feministas, Geisy Arruda, Marcha Mundial para Mulheres, UNE, UNIBAN
A decisão da UNIBAN, de expulsar a estudante de turismo, Geisy Arruda, de 20 anos causou indignação entre os intelectuais, movimentos feministas e estudantes. A universidade tem dez dias úteis, a partir desta terça-feira, para explicar ao MEC – Ministério da Educação, o motivo da expulsão da aluna Geisy Arruda, após o episódio em que ela foi humilhada por outros alunos por usar um vestido curto.
Caso as explicações não sejam sufcientes, o MEC deverá instaurar um processo de supervisão especial, para avaliar se a aluna teve direito a ampla defesa.
Geisy, no último dia 22, foi xingada nos corredores da universidade em São Bernardo do Campo, por usar um microvestido cor-de-rosa. O tumulto foi filmado e os vídeos acabaram na internet. A Uniban expulsou a aluna por meio de anúncio nas edições deste domingo em jornais de São Paulo. Segundo a nota da universidade, foram colhidos depoimentos de alunos, professores e funcionários, além da própria Geisy, para embasar a sindicância. Em seu depoimento, a Uniban diz que “a aluna mostrou um comportamento instável, que oscilava entre a euforia e o desinteresse”.
A UNE, a Marcha Mundial para Mulheres, os Movimentos Feminista e Sindical, convocam todos a participarem, a partir das 18h de HOJE, para uma manifestação contra a expulsão da aluna em frente à UNIBAN, que fica na Av. Rudge Ramos, 1.501, em São Bernardo do Campo.
“A vítima foi transformada em ré, os agressores impunes. Com esta conduta, a Uniban banaliza, estimula e justifica a violência contra a mulher’.
Nota da UNE: “Episódio de violência sexista acaba em mais uma demonstração de machismo”
No dia 22 de outubro, o Brasil assistiu cenas de selvageria. Uma estudante de turismo da Universidade Bandeirante (São Paulo) foi vítima de um dos crimes mais combatidos na sociedade, a violência sexista, que é aquela cometida contra as mulheres pelo fato de serem tratadas como objetos, sob uma relação de poder desigual na qual estão subordinadas aos homens. Nesse episódio, a estudante foi perseguida e agredida pelos colegas, hipoteticamente pelo tamanho de vestido que usava, e só pôde deixar o campus escoltada pela polícia. Alguns dos alunos que a insultaram gritavam que queriam estuprá-la. Desde quando há justificativa para o estupro ou toleramos esse tipo de violência?
Pasmem, essa história absurda teve um desfecho ainda mais esdrúxulo. A Universidade, espaço de diálogo onde deveriam ser construídas relações sociais livres de opressões e preconceitos, termina por reproduzir lamentavelmente as contradições da sociedade, dando sinais de que vive na era das cavernas.
Além de não punir os estudantes envolvidos na violência sexista, responsabiliza a aluna pelo crime cometido contra ela e a expulsa da universidade de forma arbitrária, como se dissessem que, para manter a ordem, as mulheres devem continuar no lugar que estão, secundárias à história e marginalizadas do espaço do conhecimento.
É naturalizado, fruto de uma construção cultural, e não biológica, que os homens não podem controlar seus instintos sexuais e as mulheres devem se resguardar em roupas que não ponham seus corpos à mostra. Os homens podem até andar sem camisa, mas as mulheres devem seguir regras de conduta e comportamento ideais, a partir de um padrão estético que a condiciona a viver sob as rédeas da sociedade, que por sua vez é controlada pelos homens.
Esse desfecho, somado às diversas abordagens destorcidas do fato na mídia, demonstram a situação de opressão que todas nós, mulheres, vivemos em nosso cotidiano. Situação em que mulheres e tudo o que está relacionado a elas são desvalorizados e depreciados. A mulher é vista como uma mercadoria – ora utilizada para vender algum produto, ora tolhida de autonomia e direitos, ora violentada, estigmatizada e depreciada. É essa concepção que acaba por produzir e reproduzir o machismo, violência e sexismo, próprios do patriarcado. Tal concepção permitiu o desrespeito a estudante.
Nós, mulheres estudantes brasileiras, em contraposição a essa situação, estamos constantemente em luta até que todas as mulheres sejam livres do machismo, da violência, do desrespeito e da opressão que nos cerca.
Repudiamos o ato de violência dos alunos contra a estudante de turismo, repudiamos a reação da mídia que insiste em mistificar o fato e não colocar a violência de cunho sexista no centro do debate e denunciamos a atitude da universidade de punir a estudante ao invés daqueles que provocaram tal situação.
Exigimos que a matrícula da estudante seja mantida, que a Universidade se retrate publicamente e que todos os agressores sejam julgados e condenados não somente pela instituição, a Uniban, mas também pela Justiça brasileira.
Vestidas de branco, lavam a rampa do Congresso Nacional
Publicado Setembro 23, 2009 r Comportamento , Cultura , Política(s) , Religião Deixar um ComentárioTags: 1ª Caminhada das Comunidades de Terreiro do DF, Congresso Nacional, Oxalá

foto J. Freitas
Integrantes do Forum Permanente das Religiões de Matriz Africana e Afro-brasileiras do Distrito Federal e Entorno participaram, nesta quarta-feira (23), da “1ª Caminhada das Comunidades de Terreiro do Distrito Federal e Entorno”, manifestando-se contra a intolerância religiosa e em defesa de políticas públicas em favor do grupo. A concentração se deu em frente ao Museu da República, e a caminhada se encerrou com uma lavagem da rampa do Congresso Nacional.
“Elas caminham trajadas tipicamente, vestidas de branco para representar o Oxalá, carregam um vaso com água de cheiro na cabeça e flores. A escadaria é lavada com as águas carregadas pelas baianas, é um processo de purificação, ou seja, lavagem dos pecados.”
Pois, assim seja…
Amém, axé, awerê, aleluia!
Fonte: Agência Senado




