Arquivo para a categoria 'Cultura'

O tempo de Andrade

Cortar o tempo

Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,

A que se deu o nome de ano,  foi um individuo genial.

Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.

Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.  Aí entra o milagre da renovação,  e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade. De acreditar que daqui para diante vai ser diferente…

Carlos Drummond de Andrade

Futebol é coisa de mulher, sim senhor!

site Máquina do esporte | Marta, a melhor do mundo nas quatro linhas

A atacante brasileira Marta foi escolhida nesta segunda-feira a melhor jogadora do mundo pela Fifa pela quarta vez seguida, após conquistar o prêmio em 2006, 2007 e 2008. Marta,  que nesta temporada conquistou o título norte-americano pelo Los Angeles Sol e a primeira edição feminina da Copa Libertadores pelo Santos, disputava a honra de ser a melhor jogadora de futebol do planeta pela sexta vez consecutiva.  “Estou muito feliz por ter ganhado pela primeira vez quatro vezes consecutivas e (por) uma mulher ter conseguido esse título”, afirmou. “É um título individual, mas pra mim é coletivo”, declarou. “Espero que não para mim particularmente, mas para o futebol feminino de modo geral, que seja um incentivo e que cada dia mais essa modalidade possa crescer”.

Campanha contra a anistia dos torturadores lança petição on line

Foi lançada, pela Associação Juízes para a Democracia em parceria com outras entidades e membros da sociedade civil, a Campanha Contra a Anistia dos Torturadores que praticaram crimes durante o período da ditadura militar brasileira e atuaram com autorização, apoio ou consentimento do Estado.A Campanha procura impossibilitar a anistia de agentes do Estado, pessoas ou grupos de pessoas acusados de crimes de tortura, assassinatos e desaparecimentos forçados. Mais informações acesse www.ajd.org.br/contraanistia_port.php.

CEBs do setor Pereira Barreto encerram novena de Natal

Comunidades participam da missa

“Gente simples, fazendo coisas pequenas em lugares pouco importantes consegue mudanças extraordinárias”.

Foi com este provérbio africano, vindo direto de Porto Velho-RO, do 12° Intereclesial das CEBs, que nós, CEBs e Grupos de Rua do Setor Pereira Barreto, nos reunimos em 11/12, na paróquia Nossa Sra. de Fátima – Vila Bonilha, para celebrar o encerramento da Novena de Natal em nossas comunidades. A missa foi presidida por dom Angélico Bernadino Sândalo, bispo emérito de Blumenau e co-celebrada por dom Servílio Conti, imc, bispo emérito de Boa Vista – RR, e pelos padres Edmílson Gongaza, pároco de Nossa Sra. de Fátima e Jaime C. Patias, imc, diretor da revista Missões, da Região Episcopal Santana.

Mais de 150 pessoas das oito paróquias e suas comunidades, que compõem o setor, participaram da missa. Trouxeram consigo símbolos e camisetas que marcaram a caminhada de suas comunidades e grupos de rua, trouxeram também o desejo de em 2010, atuarem mais em conjunto, como Igreja Missionária em unidade. Importante registrar a presença de membros do Setor Nova Esperança, em especial Serginho, Ana Cristina e Gisele que animaram a liturgia com os cantos. Participaram da missa também membros da Comissão Regional das CEBs.

Presépio de Moçambique

Esta missa foi o primeiro passo visível da rearticulação, que nós, do Setor Pereira Barreto assumimos, desde nossa participação no 12° Intereclesial da CEBs, em julho de 2009, em Porto Velho-RO. O meu, o nosso compromisso para 2010 é caminhar mais unidos, com o pé fincado na realidade do povo, realidade que necessita de uma formação cristã, pastoral, cidadã. Usando a comunicação como instrumento de evangelização, aprendendo a cuidar do meio-ambiente, a lidar e caminhar com a juventude.

Para começar bem o ano, vamos refletir com toda a Região Brasilândia, a Campanha da Fraternidade-2010, com o tema “Economia e Vida”. Será um dia de formação, em 25/01, ainda sem local confirmado. Já no dia 13/02 teremos outro encontro do setor para acertar o calendário de atividades, de formação e a equipe de “coordenadores/comunicadores” das CEBs do Setor Pereira Barreto.

Na tarefa de registrar e dar visibilidade às atividades das CEBs da Região Brasilândia, sempre usei a 3° pessoa, contudo, hoje utilizo este texto, para agradecer aos padres do setor Pereira Barreto pela acolhida e mais uma vez pedir o apoio e a presença de vocês em nossas atividade, os padres são exemplos e estimulam a caminhada das comunidades. Ao padre José Renato, assessor regional e arquidiocesano das CEBs, o meu obrigada pelo voto de confiança, pela aposta e pelo carinho.

Nós, aqui do setor, bem como as milhares de comunidades por todo o Brasil, somos “Gente simples, fazendo coisas pequenas em lugares pouco importantes” e desejamos conseguir mudanças extraordinárias”. Os sonhos continuam, as lutas se renovam e o próprio Cristo, vem nos visitar na noite de Natal, iluminando-nos para 2010.

Feliz Natal!
beijo carinhoso
Karla Maria

Mais dois vereadores são cassados em São Paulo

O Tribunal  Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo divulgou hoje (18) a cassação de mais dois vereadores de São Paulo por recebimento ilícito de recursos. São eles:  Jooji Hato (PMDB) e Paulo Jesus Frange (PTB). Em outubro deste ano, o juiz Aloisio Sérgio Rezende Silveira, da 1ª Zona Eleitoral, já havia determinado a cassação de outros 14 vereadores pelo mesmo motivo.

Jooji Hato

Hato recebeu doações irregulares da Associação Imobiliária Brasileira (AIB) e da Empresa Industrial e Técnica (EIT), que totalizaram 27,8% dos recursos arrecadados em sua campanha de 2008, valor que supera orientação da legislação eleitoral.

Paulo Frange

Já o vereador Paulo Frange foi cassado por ter recebido – da mesma AIB – 35,86% do total que arrecadou em sua campanha política em 2008.

Os vereadores terão o prazo até 11 de janeiro para recorrerem da decisão de primeira instância ao TRE.

Ainda que ambos recorram e possam continuar exercendo sua função legislativa, creio ser de suma importância, nós eleitores conhecermos o rosto de cada um destes, que não tiveram  conduta para nos representar. O resultado nas urnas é reflexo, daquilos que sabemos de nossos candidatos, portanto, registrem estes nomes e os dos 13 vereadores já cassados este ano. Veja matéria.

Convoco os titãs para uma “reflexão”…

Fontes: Tribunal  Regional Eleitoral, Agência Brasil

Afeganistão: Direitos das mulheres em perigo

Organização de direitos humanos norte-americana alerta para a situação das mulheres no Afeganistão. Estão em risco os direitos que conquistaram desde 2001.

Oito anos após a queda do regime talibã, as mulheres e jovens afegãs continuam a ser vítimas de violência e discriminação.  Num recente relatório, «Temos as promessas do mundo inteiro: os direitos das mulheres no Afeganistão», a organização Human Rights Watch (HRW) denuncia o acesso desigual aos serviços de saúde e educação. No estudo, a organização revela que os assassinos de várias mulheres – reconhecidas na sociedade afegã – continuam à solta. Aumenta assim o sentimento de impunidade em relação aos crimes contra as mulheres.

«A situação das mulheres e jovens afegãs é alarmante e pode piorar», assegura Rachel Reid, investigadora da HRW, no país. O mundo está atento à nova estratégia da administração Obama em matéria de segurança neste país. «É essencial assegurar que os direitos das mulheres e raparigas não permaneçam um simples desejo e sejam uma prioridade tanto dos governos, como dos doadores», defende.

Os direitos que conseguiram conquistar desde 2001, em matéria de educação, trabalho e liberdade estão em perigo – avança o relatório. As mulheres com visibilidade no país, activistas dos direitos humanos ou políticas, são frequentemente ameaçadas de morte e vivem temendo pela sua vida e da sua família. «As mulheres não são prioridade do nosso governo, nem da comunidade internacional», confiou Shinkai Karokhail, membro do parlamento, à organização. «Fomos esquecidas», lamenta.

Fonte: Fátima Missionária, de Cristina Santos.

“Onde não há utopia não há futuro”

9° Fórum Social Mundial

Desde Porto Velho – RO, no 12° Intereclesial de CEBs, assumi com a iniciativa, indicação e benção do padre José Renato a missão de reaticular as CEBs e Grupos de Rua do setor Pereira Barreto. Com o apoio e confiança dos padres do setor realizamos momentos de partilha da experiência que vivi por lá. Partilhei também os anseios, dúvidas, lutas e reflexões que as comunidades do nosso Brasil estão vivendo.

Para minha grata surpresa, percebi que nossas comunidades, do Oiapoque ao Chuí, são iguais. Guardados os “deliciosos” sotaques, a maneira de celebrar, a cultura local e a realidade econômica: somos todos povos de Deus, preocupados essencialmente em alimentar os irmãos com a Palavra de Deus e com o pão de cada dia. E como é bonito enxergar isso.

Como primeiro gesto deste “novo tempo”, de rearticulação no Setor vamos realizar,  hoje sexta-feira, (11/12), às 20h, na Par. Nossa Sra. de Fátima, a Missa de Encerramento da Novena de Natal das Comunidade e Grupos de Rua do Setor Pereira Barreto. Presidirá a missa dom Angélico Bernadino Sândalo, bispo emérito de Blumenau.

Nosso compromisso para 2010 é caminhar juntos, com o pé fincado na realidade do povo, realidade que envolve formação cristã, pastoral, cidadã, na área de comunicação, no cuidado com o meio-ambiente, com a juvetude, no cuidado com a vida em todos os sentidos. Para começar vamos refletir com toda a Região Brasilândia, sobre a CF-2010, com o tema:  “Economia e Vida”. Anote na sua agenda:

  • 30/01- Formação sobre a Campanha da Fraternidade (local ainda a ser definido)
  • 21/02 – Abertura da Campanha da Fraternidade 2010 (local ainda a ser definido)

Você que recebeu este e-mail certamente está envolvido, de uma forma ou de outra com a Caminhada da Igreja, com os Meios de Comunicação alternativos e/ou com os Movimentos Sociais. Portanto, está convidado a celebrar conosco este bonito e por que não, histórico momento no Setor Pereira Barreto. Estarei por lá, compareça!

A Par. Nossa Sra. de Fátima, fica na Av. Paula Ferreira, 1522 Vila Bonilha, São Paulo – SP. Ela faz parte do Setor Pereira Barreto, um dos setores que compõem a Região Episcopal Brasilândia, que por sua vez está localizada dentro da Arquidiocese de São Paulo.

“Onde não há utopia não há futuro”, Dom Pedro Casaldáliga
Karla Maria
Comissão de CEBs e Pascom- Região Episcopal Brasilândia
11 8831-8485
11 3978-5254
http://kmspagu.wordpress.com
http://cebsbrasilandia.blogspot.com

Já são seis, os pedidos de impeachment contra Arruda

Do Diário OnLine do ABC

O PT e um grupo de movimentos sociais protocolaram na tarde desta quarta-feira (02/12), pedidos de impeachment do governador José Roberto Arruda (DEM).

Com isso, já foram apresentados ao todo seis requerimentos que pedem o afastamento do governador, que é suspeito de comandar um esquema de corrupção que inclui pagamento de propina a parlamentares.

Hoje pela manhã, já haviam pedido o impeachment de Arruda o Psol no Distrito Federal e o pastor Osésa Rodrigues de Oliveira, presidente da Ordem dos Ministros Evangélicos do Gama, cidade a 30 quilômetros de Brasília. Na quinta-feira, provavelmente, será a vez da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).

A Procuradoria da Casa vai apresentar um parecer sobre os pedidos até quinta-feira. Caso os pareceres sejam favoráveis à abertura de processo de afastamento de Arruda, os documentos seguem para análise da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e, depois, para o plenário.

Caso - A Polícia Federal apura, na Operação Caixa de Pandora, a existência de um suposto esquema de corrupção com superfaturamento de contratos, irregularidades em licitações e pagamento de um “mensalão” a parlamentares da base aliada ao governo distrital. Imagens mostram o governador José Roberto Arruda recebendo pacotes de dinheiro.

Encontro de Fé e Política discute questão de “Gênero, Raça e Religião”

Juventude presente em Ipatinga, MG

O 7° Encontro Nacional de Fé e Política, que aconteceu  em Ipatinga, MG, de 27 a 29 de novembro, reservou a tarde de sábado (28/11) para a realização de plenárias temáticas com destaque para a de tema: “Gênero, Raça e Religião”, que aconteceu na Câmara Municipal e apontou questões latentes na sociedade e na Igreja como o racismo e o sexismo. Com a participação de mais de cem pessoas, em sua maioria mulheres negras, a plenária contou com as assessorias de Maria Emilia da Silva e Iradj Roberto Eghari, ambos militantes, ligados à Defesa dos Direitos Humanos.

Em sua explanação, Maria Emilia, missionária, ex-religiosa, negra de sorriso largo, falou do sonho da sociedade igualitária, e que para conquistá-la é necessário uma outra sociedade: a pluriétnica, porque a sociedade uniética monopoliza Deus. Reforçou que espaços de debate, como o Encontro de Fé e Política, são propícios para pensar novas teologias que possam criar novos papeis da mulher e do negro(a) na Igreja. Os participantes da Plenária, vindos dos estados de Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, denunciaram que dentro da Igreja Católica, diferente de outras denominações, os elementos da cultura afro ainda não foram aceitos e respeitados e que a mulher é colocada em segundo plano.

“A organização religiosa só pode ser possível com a liberdade de expressão. Nos quilombos, em Palmares, já havia esta liberdade, o domínio do pensar político e religioso. Ali eles procuravam integrar os elementos da religião católica com a cultura quilombola, eles já entendiam como normal e natural o sacerdócio casado, o sacerdócio feminino. Era um espaço onde negros, índios e brancos gestavam o Brasil.

Uma simbiose lingüística, sem discriminação planejada”, afirmou Maria Emília. Para Iradj Roberto, bahai, filho de iraniano, perseguido pelo governo do Irã é imperativo mudar a ordem social e vê as religiões como instrumentos para tal. ‘Todas as religiões norteiam o caminho, com base no fato, de que a alma humana desconhece raça”, afirmou Iradji. “O racismo é um dos males mais persistentes da humanidade, um mal que impede que uma enorme parcela da humanidade revele seu potencial como ser humano”, concluiu.

Da plenária surge uma voz, direto da Diocese de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro. Seu nome é Sonia, 40 anos, católica: “Nós negros sofremos muito dentro da igreja católica, o discurso é de irmão, mas nós sofremos demais dentro desta estrutura. O cotidiano nos remete a um retrocesso. Continuo à margem do processo de evolução da história”, desabafou ao som dos aplausos.

A Plenária: Gênero, Raça e Religião”, foi uma das 20 plenárias, que compõem a Programação do 7° Encontro Nacional de Fé e Política, que encerra-se hoje (29/11), após envio Ecumênico.

Ministério do Trabalho vai abrir frente de discussão sobre registro de jornalistas

Desde a decisão do Supremo Tribunal Federal, pela não obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo, o Ministério do Trabalho não emite mais registro para a categoria.  A pasta aguarda análise de sua consultoria jurídica para saber que parâmetros adotar em relação à emissão do registro profissional do jornalista.

“Vamos abrir frentes de discussão para saber que rumos devemos tomar”, conta o coordenador de Comunicação do ministério, Max Monjardim. Nesta quarta-feira, o ministro Carlos Luppi recebeu o presidente da FENAJ – Federação Nacional de Jornalistas Sérgio Murillo de Andrade, que esclareceu: o ministro deixou claro que não vai abrir mão de continuar controlando a expedição dos registros”.

Luppi, segundo o presidente da Fenaj, entende que o jornalismo é uma profissão regulamentada e por isso é prerrogativa do Poder Executivo controlar a emissão de registros.

O ministro deve receber novamente a Fenaj em 15/12, para dar continuidade à conversa.  Ele também vai consultar a Advocacia Geral da União (AGU) sobre a questão.

TRAMITAÇÃO DA PEC

Na Câmara dos Deputados, a PEC é de autoria do deputado Paulo Pimenta (PT-RS) e foi aprovada em 11/11; já no  Senado Federal a PEC não pode ser votada hoje (25/11), graças a ausência de seu autor, o senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE).

O CAMINHO DE UMA PEC: Proposta de Emenda à Constituição é uma atualização, um emendo à Constituição Federal. É uma das propostas que exige mais tempo para preparo, elaboração e votação, uma vez que modificará a Constituição Federal. Em função disso, requer quórum quase máximo e dois turnos de votação em cada uma das Casas legislativas, Câmara dos Deputados e Senado Federal.

CÂMARA DOS DEPUTADOS – 1)  CCJ

Quando uma PEC chega ou é criada na Câmara dos Deputados, ela deve ser enviada, antes de tudo, para a CCJ – Comissão de Constituição e Justiça e de Redação. É nesse ponto que começa seu caminho pela Câmara, a chamada tramitação, rumo à aprovação.

A CCJ dirá apenas em, no máximo, cinco sessões se a proposta pode ou não ser aceita. Se aceita, diz-se que sua admissibilidade foi aprovada e passa-se para, então, para a Comissão Especial.

Se não preencher os requisitos exigidos pela Constituição, a comissão decide pela sua inadmissibilidade. Quando isso ocorre, a carreira da PEC na Câmara acabou. Ela irá para o arquivo. Nesse caso, diz-se que a decisão da CCJ tem caráter terminativo, é uma proposta inconstitucional que não irá a Plenário.

A PEC em questão, deixa de ser examinada, a não ser em um único caso, quando o autor da proposta pede sua apreciação preliminar pelo Plenário. Nesse caso, ele precisará do apoio de um terço do total dos deputados que vão decidir apenas se a proposta pode ou não ser admitida.

Para dar o parecer da CCJ, isto é, para dizer se a proposta é constitucional ou não, nomeia-se um relator. Ele decidirá pela admissibilidade integral, admissibilidade com emendas ou pela inadmissibilidade. As emendas só serão aceitas se visarem apenas corrigir erros da proposta que impedem a admissibilidade. Dizemos então, que a emenda tem caráter saneador.

O relator lerá seu texto, em uma sessão da CCJ, iniciando-se logo em seguida a discussão. Os deputados podem querer mais tempo para examinar a proposta. Pedirão, para isso, concessão de vista, que será concedida pelo prazo de duas sessões. Se o plenário achar que a discussão já foi suficiente, poderá decidir pelo encerramento dela se pelo menos dez deputados já tiverem falado.

Se as sugestões forem pertinentes, o relator pode fazer alterações na proposta original e fazer as mudanças sugeridas. O parecer do relator poderá ser rejeitado, aprovado apenas em parte ou aprovado na íntegra.

Se rejeitado, o presidente da comissão nomeia outro relator, que será encarregado de redigir o texto sobre a posição majoritária da comissão. Se for aprovado apenas em parte, por meio da aprovação de destaque, isso significa que alguma emenda foi rejeitada ou que uma parte da proposta original foi suprimida porque continha erros. Se for aprovado na íntegra, será considerado o parecer oficial da comissão. Encerra-se, assim, a tramitação da proposta na CCJ.

2) Comissão Especial

Aprovada na CCJ, o presidente da Câmara cria uma Comissão Especial para o chamado exame de mérito, que tem prazo de 40 sessões ordinárias para analisar o texto. A Comissão Especial tem um presidente e três vice-presidentes, eleitos por seus pares. Entre as atribuições de uma Comissão Especial está a de analisar uma proposta de emenda à Constituição.

Nas dez primeiras sessões, os deputados têm a oportunidade de apresentar emendas ao projeto do governo apenas se tiverem apoio de pelo menos um terço da composição da Câmara (171 deputados) por emenda apresentada.

O parecer da Comissão Especial será apenas uma sugestão, uma indicação para orientar a decisão do Plenário da Câmara. Por isso, a aprovação do parecer do relator na Comissão Especial não exige o chamado quórum qualificado de três quintos obrigatórios para a votação, no Plenário, de qualquer emenda à Constituição.

Na Comissão Especial, bastará que a proposta tenha a aprovação da maioria dos votos dos presentes. Mas, para ser votado o parecer da Comissão Especial, será exigida a presença da maioria dos integrantes da comissão.

O relator faz, então, um parecer, que pode ser de aprovação total, rejeição total ou parcial, emendas pontuais e substitutivo. Se aceito, diz-se que a admissibilidade foi aprovada e, então, nomeia-se um relator.

3) Plenário da Câmara

Aprovada na comissão, a PEC está pronta para votação em plenário. Entretanto, há algumas regras a serem seguidas. É necessária a aprovação em dois turnos, com espaço de pelo menos cinco sessões entre um turno e outro. Esse prazo é chamado de interstício.

Para ser aprovada, a proposta deverá obter os votos de três quintos, no mínimo, do número total de deputados da Câmara em cada turno da votação. Ou seja, aprovação de 308 dos 513 deputados. A esse quórum que aprovar emendas à Constituição, dá-se o nome de quórum qualificado.

Após a aprovação da proposta em segundo turno, ela deverá também voltar à Comissão Especial para a redação final do que foi aprovado. Se for o caso, poderão ser propostas emendas de redação.

A votação da redação final pelo Plenário deverá ocorrer após o prazo de duas sessões, contado a partir de sua publicação ou distribuição em avulsos.

SENADO FEDERAL-  1) CCJ

O Presidente da Câmara mandará a proposta aprovada para o Senado onde tramitará segundo as regras de seu Regimento Interno que é diferente do da Câmara. No Senado, a proposta irá apenas para a Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJ), que dará parecer sobre todos os seus aspectos. O Regimento do Senado não distingue admissibilidade e mérito. A comissão tem prazo de 30 dias para dar o parecer.

Para propor emendas, a Comissão deve ter a assinatura de pelo menos um terço do Senado.

2) Plenário do Senado

Aprovada na CCJ, a proposta segue diretamente para o plenário, que abre prazo de cinco sessões para discussão. A aprovação também se dá em dois turnos, com votação favorável mínima de 60% dos senadores em cada um dos turnos. É necessário, na legislatura atual, aprovação de 49 dos 81 senadores. O intervalo entre as votações é de no mínimo cinco dias.

Durante a discussão em segundo turno apenas emendas que não alterem o mérito da proposta poderão ser apresentadas. Outras emendas poderão ser apresentadas durante a discussão da proposta no Plenário em primeiro turno. Essas emendas deverão ser assinadas pelo menos por um terço dos senadores.

O Senado poderá rejeitar a proposta, propor alterações ou aprová-la integralmente:

Rejeitar a proposta – a PEC é mandada para o arquivo e não poderá mais ser apresentada na mesma Legislatura. Dizemos que está com impedimento constitucional.

Propor alterações – a matéria retornará à Comissão Especial da Câmara para a apreciação das alterações. Volta-se, então, praticamente ao mesmo ponto de partida da tramitação, já que as emendas deverão seguir o mesmo procedimento da proposta original.

Aprová-la integralmente – a Câmara será comunicada e deverá ser convocada sessão do Congresso para a promulgação.

O ato final: a Promulgação

Caso a PEC que saiu da Câmara não tenha sido alterada pelo Senado, o texto é promulgado em sessão no Congresso pelo Presidente da República e entra, então, em vigor.

Fontes: Comunique-se, Terra.com, Senado Federal, Câmara dos Deputados

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