
Jaime C. Patias
Leonardo Boff é considerado um dos mais brilhantes teólogos de nossa contemporaneidade.
Nasceu em Concórdia – SC, em 14 de dezembro de 1938, neto de imigrantes italianos, chegados ao Rio Grande do Sul no final do século passado.
Filho de família numerosa, fez seus estudos primários em casa, com o pai, comerciante e professor. Depois ingressou na vida religiosa, fazendo seus estudos superiores em Petrópolis e em Munique, na Alemanha, onde concluiu Doutorado em Teologia, em 1970.
Considerado um dos “pais” da Teologia da Libertação, Boff sacudiu a Igreja de Roma com suas idéias e indações. Em 1993 teve foi afastado das funções religiosas, mas continuou com suas atividades de intelectual comprometido com teses revolucionárias. Sua cartilha era a de líderes como Che Ghevara, Mandela, Helder Câmara, Gandhi e Jesus Cristo.
Leonardo Boff esteve presente nos fóruns realizados em Belém (Fórum Mundial de Teologia e Libertação e Fórum Social Mundial). Sua presença agitou as máquinas digitais e causou-me dúvida. Aquela tamanha exposição, flashs e poses, típicas de uma sociedade banalizada pela imagem, pode coexistir com a história de vida deste homem?
Fiquei a obsevar mais um tempo e não me contive, enfrentei na fila e fui lhe fazer uma pergunta, talvez a mais tola que ele deveria ter respondido na vida.
“O senhor gosta de tirar fotos”, perguntei um pouco envergonhada, obtive a

Jaime C. Patias
resposta: “eu não gosto minha filha, mas o povo quer, eles acham que eu sou celebridade…sou quase um papai noel” e continuou: meu médico pediu para eu parar com isso, que já machuquei minha retina, mas como parar?
Paciência é sem dúvida sua maior virtude, simpatia também. Me perguntou se eu gostaria de uma foto, eu disse que não, que me bastava acompanhar seus artigos. Final da história? ganhei três beijinhos de Leonardo Bofff.
Pudesse o povo ganhar mais do que a imagem de Boff, que ganhassem a coragem de enfrentar aquilo que é pré-estabelecido e caminhar, com fé…simplesmente caminhar e ter a corajem de sonhar.
Estou com saudades de Belém do Pará…
fonte: Jornal Online de Joinville


FSM – Belém acolhe manifestações artísticas e culturais, de grupos indígenas, movimento sociais e associaçãoes. Movimentos feministas usam criatividade e despertam olhares pelas ruas da Unversidade Federal do Pará, enquanto se manifestam pela liberdade de escolha e direitos. “Queremos ter controle do Banco Central, queremos ter controle do nosso corpo”.

Ontem eu entendi o que é que este povo do Pará tem, que em nenhum outro lugar se acha…o Carimbó. Durante o Fórum Social Mundial, há apresentações diversas da cultura local, entre elas, na Tenda Curumim, estava o ‘FAMOSO” Carimbó…pois bem, fui cobrir.
As ruas de Belém foram tomadas por uma festa democrática, na abertura do Fórum Social Mundial 2009, ontem (27). A capital do Pará ganhou cores, sorrisos, sonhos e a certeza de que, de fato, é possível se construir um mundo melhor. Nem a forte chuva que caia sem parar, desanimou os cerca de 100 mil participantes oriundos de 150 países, durante a caminhada que abriu oficialmente os trabalhos do evento. 
Na capital do Estado do Pará, tudo está pronto para o início da 9ª edição do Fórum Social Mundial – FSM, que espera receber cerca de 120 mil participantes. Na tarde do dia 26, milhares de pessoas e profissionais da imprensa compareceram às instalações da Universidade Federal Rural, para fazer o credenciamento e retirar a extensa programação, publidada em quatro idiomas.
O 2° dia será dedicado à Pan – Amazônica e suas temáticas regionais, (a Pan –Amazônica é a região que abrange Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname e Venezuela. A partir do dia 28 à tarde até dia 31 de janeiro, acontecerão as atividades autogestionadas, estendendo-se até o dia 1° de fevereiro, quando se encerra o Fórum, com a celebração do Dia das Alianças. Paralelo à essas atividades acontecerão as tendas temáticas e uma ampla programação cultural.