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A vítima foi transformada em ré, os agressores impunes”

Lei-Maria-da-PenhaA decisão da UNIBAN, de expulsar a estudante de turismo,  Geisy Arruda, de 20 anos causou indignação entre os intelectuais, movimentos feministas e estudantes. A universidade tem dez dias úteis, a partir desta terça-feira, para explicar ao MEC – Ministério da Educação, o motivo da expulsão da aluna Geisy Arruda, após o episódio em que ela foi humilhada por outros alunos por usar um vestido curto.

Caso as explicações não sejam sufcientes, o MEC deverá instaurar um processo de supervisão especial, para avaliar se a aluna teve direito a ampla defesa.

Geisy, no último dia 22,  foi xingada nos corredores da universidade em São Bernardo do Campo, por usar um microvestido cor-de-rosa. O tumulto foi filmado e os vídeos acabaram na internet.  A Uniban expulsou a aluna por meio de anúncio nas edições deste domingo em jornais de São Paulo. Segundo a nota da universidade, foram colhidos depoimentos de alunos, professores e funcionários, além da própria Geisy, para embasar a sindicância. Em seu depoimento, a Uniban diz que “a aluna mostrou um comportamento instável, que oscilava entre a euforia e o desinteresse”.

Manifestações

A UNE, a Marcha Mundial para Mulheres, os Movimentos Feminista e Sindical, convocam todos a participarem, a partir das 18h de HOJE, para uma manifestação contra a expulsão da aluna em frente à UNIBAN, que fica na Av. Rudge Ramos, 1.501, em São Bernardo do Campo.

“A vítima foi transformada em ré, os agressores impunes. Com esta conduta, a Uniban banaliza, estimula e justifica a violência contra a mulher’.

Nota da UNE: “Episódio de violência sexista acaba em mais uma demonstração de machismo”

No dia 22 de outubro, o Brasil assistiu cenas de selvageria. Uma estudante de turismo da Universidade Bandeirante (São Paulo) foi vítima de um dos crimes mais combatidos na sociedade, a violência sexista, que é aquela cometida contra as mulheres pelo fato de serem tratadas como objetos, sob uma relação de poder desigual na qual estão subordinadas aos homens. Nesse episódio, a estudante foi perseguida e agredida pelos colegas, hipoteticamente pelo tamanho de vestido que usava, e só pôde deixar o campus escoltada pela polícia. Alguns dos alunos que a insultaram gritavam que queriam estuprá-la. Desde quando há justificativa para o estupro ou toleramos esse tipo de violência?

Pasmem, essa história absurda teve um desfecho ainda mais esdrúxulo. A Universidade, espaço de diálogo onde deveriam ser construídas relações sociais livres de opressões e preconceitos, termina por reproduzir lamentavelmente as contradições da sociedade, dando sinais de que vive na era das cavernas.

Além de não punir os estudantes envolvidos na violência sexista, responsabiliza a aluna pelo crime cometido contra ela e a expulsa da universidade de forma arbitrária, como se dissessem que, para manter a ordem, as mulheres devem continuar no lugar que estão, secundárias à história e marginalizadas do espaço do conhecimento.

É naturalizado, fruto de uma construção cultural, e não biológica, que os homens não podem controlar seus instintos sexuais e as mulheres devem se resguardar em roupas que não ponham seus corpos à mostra. Os homens podem até andar sem camisa, mas as mulheres devem seguir regras de conduta e comportamento ideais, a partir de um padrão estético que a condiciona a viver sob as rédeas da sociedade, que por sua vez é controlada pelos homens.

Esse desfecho, somado às diversas abordagens destorcidas do fato na mídia, demonstram a situação de opressão que todas nós, mulheres, vivemos em nosso cotidiano. Situação em que mulheres e tudo o que está relacionado a elas são desvalorizados e depreciados. A mulher é vista como uma mercadoria – ora utilizada para vender algum produto, ora tolhida de autonomia e direitos, ora violentada, estigmatizada e depreciada. É essa concepção que acaba por produzir e reproduzir o machismo, violência e sexismo, próprios do patriarcado. Tal concepção permitiu o desrespeito a estudante.

Nós, mulheres estudantes brasileiras, em contraposição a essa situação, estamos constantemente em luta até que todas as mulheres sejam livres do machismo, da violência, do desrespeito e da opressão que nos cerca.

Repudiamos o ato de violência dos alunos contra a estudante de turismo, repudiamos a reação da mídia que insiste em mistificar o fato e não colocar a violência de cunho sexista no centro do debate e denunciamos a atitude da universidade de punir a estudante ao invés daqueles que provocaram tal situação.

Exigimos que a matrícula­ da estudante seja mantida, que a Universidade se retrate publicamente e que todos os agressores sejam julgados e condenados não somente pela instituição, a Uniban, mas também pela Justiça brasileira.

Marcha contra os pedágios, pelo direito de ir e vir

pedagioOs moradores da região de Perus, Anhaguera, Cajamar e Santana do Parnaíba, farão uma manifestação no próximo dia 07, contra os pedágios instalados na região, que estão a menos de 35km (raio), a partir do marco zero da cidade de São Paulo. Segundo o Movimento Social Perus – Anhaguera, Santana do Parnaíba – Cajamar os pedágios são ilegais porque não cumprem a Lei Estadual nº 2481/53, ainda em vigor e reforçam que na Grande São Paulo, há 12 pedágios que estão a menos de 35 km da Praça da Sé (Rodoanel, Anhanguera e Castelo Branco).

O Movimento denuncia “os pedágios são imorais, pois as concessionárias ganham altos lucros, causando aumento nos transportes e consequentemente aumento nos produtos que circulam pelas rodovias. Não precisamos de pedágios”. Reivindicações: – acesso ao CEU Anhanguera pela rodovia; – acesso dos moradores à Vila Sulina e Sol Nascente pela marginal da Anhanguera; – acesso sem pedágio à Chácara Maria Trindade e cidades vizinhas.

Manifestação- Dia 07 de novembro, às 9 horas no Km 22,5 da Anhanguera (passarela do CEU Anhanguera)

Diploma não será votado nesta quinta-feira

zenaldo coutinho

deputado Zenaldo Coutinho (PSDB)

A CCJ – Comissão de Constituição e Justiça não votou hoje, como informado anteriormente, a PEC “dos jornalistas”. Segundo informação do gabinete do deputado Paulo Pimenta. Seu colega na Câmara, Zenaldo  Coutinho (PSDB-PA) apresentou voto em separado contra a PEC dos Jornalistas, inviabilizando a votação.

Ainda segundo o gabinete do deputado petista, o único a veicular algum tipo de informação sobre o andamento da PEC até o momento, a justificativa de Coutinho esta alinhada à ANJ – Associação Nacional dos Jornais ANJ e com os grandes empresários da comunicação brasileira,” já que utiliza os mesmos argumentos das entidades patronais”.

“É estranho que aqueles que se dizem defensores da liberdade de expressão revelem na prática exatamente o inverso, manipulando e restringindo a discussão. Desde que se começou a cogitar a votação da PEC na CCJ, iniciaram, estrategicamente, movimentos para impedir a análise da Proposta, o que considero uma prática anti-democrática. ”, critica o deputado, que também é jornalista diplomado.

O deputado Paulo Pimenta informa ainda que, juntamente com o relator da PEC dos Jornalistas na CCJ, deputado Maurício Rands (PT-PE), com a líder da Frente Parlamentar em defesa do diploma na Câmara, deputada Rebeca Garcia (PP-AM), e o deputado Mauricio Quintella Lessa (PR-AL), será estabelecida uma prática de trabalho para colocar em votação, na próxima quarta-feira (4), a Proposta na Comissão.

Fonte: Gabinete do deputado Paulo Pimenta

“PEC dos jornalistas”

manifestante no RS

Estudante de jornalismo, Porto Alegre - RS

Na próxima quarta -feira será votado, na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC),  o relatório da PEC 389/2009 – Proposta de Emenda à Constituição,  que reestabelece a obrigatoriedade do Diploma para o exercício do jornalismo no Brasil.

O deputado Paulo Pimenta (PT-RS), elaborou e apresentou a PEC em 08/07, Paim, que também é jornalista, criticou os profissionais por não abrirem o debate sobre a obrigatoriedade do diploma. “Os jornalistas discutem entre si, mas não dão uma nota sobre o assunto”, protestou. Para ser aprovada a proposta precisa obter votos favoráveis da maioria dos 57 deputados da Comissão.

Fontes: FENAJ (a favor da obrigatoriedade do Diploma) e ABJ (Associação Brasileira dos Jornalistas (contra a obrigatoriedade do Diploma), Comunique-se – www.comunique-se.com.br

No meio do meu caminho tinha uma batata

Pq. Dom Pedro, São Paulo - SP

O alimento do pobre, Pq. Dom Pedro (07/10/09)

À caminho da faculdade, quase 10h do dia 07 de outubro, olho pela janela do ônibus. Em frente ao Terminal Parque dom Pedro (antigo centro de São Paulo), há diversas barraquinhas com verduras, legumes e frutas à venda.

Observo um homem, alto, jovem, negro com aparência de 40 anos no máximo.  Ele  se serve daquilo que não é vendável, daquilo que é resto. Colhe as batatas do chão, como se estivesse na feira. No meio do caminho há “pedras” e diariamente encontramos por ali pessoas que se alimentam do lixo, pessoas que se confundem, debaixo dos panos e papelões, com os cachorros. Crianças descalças no frio dividem as calçadas com os ratos.

Há drogas? há cola, talvez para aquecer do frio ou para espantar a fome, porque para estas crianças, nem há batatas !

Estatuto da Juventude tramita na Câmara dos Deputados

titulo3Descrito no Projeto de Lei n° 4.529/2004, o Estatuto da Juventude está em tramitação na Câmara dos Deputados. Com 86 artigos, o estatuto estabelece os direitos e deveres dos brasileiros com idades entre 15 e 29 anos e determina que a família, sociedade e poder público são responsáveis pela integração do jovem na sociedade, através da participação em atividades sociais e políticas.

O Estatuto da Juventude estabelece ainda os direitos dos jovens quanto à igualdade racial e de gênero, acesso aos serviços de saúde, esporte, lazer, cultura e educação, além de representação juvenil e participação em oportunidades de profissionalização e emprego. O Projeto de Lei prevê também que os jovens têm direito a participação ativa na formulação e avaliação de políticas públicas específicas a juventude. Se você jovem quer acompanhar e participar dos debates sobre o Estatuto, a Câmara dos Deputados criou uma comunidade virtual para receber críticas e sugestões referentes ao texto do Projeto.

Acesse a página e-democracia e cadastre- se na comunidade do Estatuto Nacional da Juventude. Os debates e relatórios estaduais também podem ser acompanhados pelo portal. Participe, o Estatuto diz respeito a você, é seu!

fontelogo_cantareira

Porto Alegre será palco de discussão sobre a Comunicação na América Latina

“A grande festa da comunicação”bandeira, assim definiu dom Raymundo Damasceno Assis, arcebispo de Aparecida, ao se referir ao Muticom – Mutirão de Comunicação da América Latina e Caribe, que acontecerá de 3 a 7 de fevereiro de 2010, na Pontifícia Universidade Católica (PUCRS), em Porto Alegre, RS.

“A comunicação permeia a essência e os deveres da Igreja; a comunicação deve ser compreendida como um processo de relações e em este processo é Cristo que nos une e que dá sentida a nossa vida”, afirmou dom Damasceno, presidente do CELAM (entidade organizadora do evento), em entrevista ao site oficial do Mutirão.

Organizado para acontecer em julho de 2009, o Encontro foi adiado, seguindo orientação da Secretaria de Saúde do estado Rio Grande do Sul, que temia a propagação da gripe h1n1 na América do Sul, tendo em vista a origem de seus participantes.

O objetivo do Muticom é promover espaços de diálogo sobre os processos de comunicação à luz da cultura solidária, na construção de uma sociedade comprometida com a justiça, a liberdade e a paz. Sua programação está organizada em torno de três eixos temáticos: Novos cenários políticos e sociais latino-americanos e os processos de comunicação, Economia e comunicação na era digital e Comunicação no diálogo das culturas. Estão previstas conferências, seminários, oficinas e apresentação de trabalhos acadêmicos.

A abertura do evento contará com a presença de Ismael González González, coordenador da ALBA Cultural, ex-vice-ministro de Cultura e ex-diretor da RTV cubana; Fernando Checa Montúfar, diretor do CIESPAL – Centro Internacional de Estudos Superiores de Comunicação para a América Latina; Beto Almeida, Jornalista da TV Senado, diretor da Telesur/Brasil; Carlos Augusto dos Santos, Ministro de Comunicação do Paraguai e Frank La Rue, relator para a Liberdade de Expressão das Nações Unidas.

Para assessorar as conferências e seminários, o Muticom conta com os seguintes palestrantes: Carlos Eduardo Cortés S., Paulo Suess, Martín Becerra, Leomar Antonio Brustolin, María Cristina Mata, Agenor Brighenti, Pedro de Assis Ribeiro de Oliveira, Luciano Sathler Rosa Guimarães, Pe. Gabriel Jaime Pérez Montoy, S.J., Guillermo Mastrini, María Rosa Alayza Mujica, Dennis Smith.

chimarrao_webA agenda do evento oferece também mostra retrospectiva de filmes brasileiros premiados pela CNBB – Curtas e médias metragens, celebrações eucarística, ecumênicas, feira de livros e artesanato, exposições de arte sacra e contemporânea, e apresentações artísticas e shows musicais.

No último dia do Mutirão, acontece o Encontro Nacional da Pascom – a Pastoral da Comunicação, assessorado por dom Orani Pestana, arcebispo do Rio de Janeiro.

Para realizar sua inscrição, enviar trabalhos a serem apresentados ou mais informações no site.  O Muticom é promovido pela CNBB – Conferência Episcopal dos Bispos do Brasil, a OCLACC – Organização Católica Latino-Americana de Comunicação e o CELAM – Conferência Episcopal Latino Americana e Caribenha.

Estarei por lá partilhando o chimarrão e acompanhando as reflexões, debates e propostas para uma comunicação mais democrática, humana e comprometida com aquele tal e tão, justamente,  sonhado Outro Mundo Possível.

“Só crescemos na ousadia”, um projeto alternativo para o país

Foi lançado o Manifesto “Construir um projeto socialista para o Brasil”, apresenta a pré-candidatura de Plínio de Arruda Sampaio à Presidência da República com o objetivo de “unir a esquerda socialista e os movimentos sociais combativos”.

Entre os que assinam o Manifesto, estão Alfredo Bosi, professor da Universidade de São Paulo (USP), crítico e historiador de literatura brasileira, e membro da Academia Brasileira de Letras, Ariovaldo Umbelino, professor do Deptº de Geografia da USP, Aziz Ab´Saber, geógrafo e professor emérito da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, presidente de honra da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Caio Navarro de Toledo, professor colaborador do IFCH/Unicamp, Ciro Correia, professor do Instituto de Geociências da USP e Dom Tomás Balduíno, bispo emérito de Goiás Velho, fundadador da CPT (Comissão Pastoral da Terra) e do CIMI (Conselho Indigenista Missionário).

ABAIXO, O MANIFSTO

As trabalhadoras e os trabalhadores de todo o mundo vivem um tempo de profundas definições diante da eclosão de uma das piores crises da economia capitalista desde 1929 – crise estrutural, acentuada pelo padrão neoliberal de acumulação capitalista da era das desregulamentações, à qual se soma uma gravíssima crise ambiental cuja dimensão mais urgente é o aquecimento global.

Esta autêntica crise de civilização ameaça agravar ainda mais a situação da classe trabalhadora. Os primeiros efeitos já causaram um aumento de 200 milhões de miseráveis no mundo e põem em risco a manutenção de direitos conquistados em épocas menos adversas.

No Brasil, nenhum desses imensos desafios poderá ser adequadamente enfrentado se não houver articulação entre os partidos de esquerda anticapitalistas, os movimentos sociais anti-sistêmicos, os sindicatos autônomos e classistas e a juventude engajada na luta política e cultural.

O primeiro passo para isso consiste na formulação de um programa, um projeto para o Brasil, de combate aos efeitos perversos das crises em curso. O programa precisa estar fundamentado em medidas macroeconômicas que configurem uma estratégia de enfrentamento à crise sem aceitação das restrições que o capital e a classe dominante querem impor aos trabalhadores, e sem perda de direitos e garantias já adquiridos. Tem que enfrentar as questões da dívida pública, encaminhando a agenda do Jubileu Sul para realização de uma rigorosa auditoria, cancelando os pagamentos ilegítimos dos juros, denunciando a baixa tributação sobre o capital, objetivando assegurar menor tributação aos trabalhadores e recursos para desenvolver as políticas públicas.

Somente combatendo o padrão de acumulação expropriador e depredador será possível enfrentar a grave crise ecológica criada pela lógica irracional do mercado.

O programa deve, também, ser um instrumento contra as tendências autoritárias, xenófobas, machistas e racistas que se alimentam do agravamento do quadro social. Mais amplamente, o programa tem de expressar uma resposta conjunta dos povos de nossa região aos agravados desafios comuns colocados pela crise de civilização que vivemos. Devemos pautar também uma intensa denúncia da criminalização dos movimentos sociais e da pobreza.

Por fim, em nossa compreensão a luta dos socialistas não pode se limitar ao combate às formas de corrupção, mas o atual cenário de escândalos recoloca para nós a obrigação de defender o fim do Senado.

Alternativa anticapitalista em 2010

Um projeto anticapitalista, popular e socialista precisa ter seu programa forjado desde já nas lutas imediatas. Apenas dessa forma as forças populares terão condições de oferecer, em 2010, uma alternativa de voto aos milhões de brasileiros e brasileiras.

A classe trabalhadora não pode ficar refém da falsa polarização entre a candidatura do governo Lula versus a do bloco PSDB/DEM, pois, com pequenas diferenças, seus programas têm por mote a salvação do capital diante da crise e ataques à classe trabalhadora.

Tampouco podemos deixar de apresentar uma alternativa de projeto à possível candidatura de Marina Silva, pelo PV, que não expressa uma ruptura com o projeto global de governo que balizou os dois mandatos de Lula. Além de não superar uma visão utópica e meramente retórica de que pode haver desenvolvimento ambiental sustentável sobre bases capitalistas. Não por acaso, o partido que escolheu para se filiar se encontra na base de governos que vão do PT ao PSDB e tem Zequinha Sarney como um dos seus chefes.

Um nome a serviço de um projeto

O povo tem o direito de conhecer formas não capitalistas de sair da crise, por isso nos propomos a construir as bases de um autêntico projeto socialista para o Brasil. O nome de Plínio de Arruda Sampaio, como pré-candidato à Presidência da República pelo PSOL, afirma essa necessidade e a possibilidade deste debate.

Plínio é uma reserva moral e política da esquerda brasileira, que guarda coerência integral com os desafios da reorganização de forças no campo socialista e da classe trabalhadora neste novo momento histórico em que vivemos. E representa de forma coerente um projeto de natureza anticapitalista para o Brasil.

Além disso, é capaz de representar o perfil de uma política de alianças centrada nos partidos da Frente de Esquerda Socialista (PSOL, PCB e PSTU) e nos setores do movimento de massas que permanecem comprometidos com uma intervenção transformadora na luta de classes.

Enfim, a pré-candidatura de Plínio de Arruda Sampaio possui enorme potencial de aglutinação de forças políticas e sociais, avanço no debate programático e acúmulo estratégico na direção de um projeto socialista para o Brasil.

A partir deste manifesto propomos construir uma ampla agenda de debates e atividades com todos aqueles setores que estejam dispostos a se engajar na formulação de um novo projeto para o Brasil com as bases aqui sugeridas.

Fontes: Instituto Humanitas Unisinos

A internet vira arma do PT nas eleições presidênciais

O responsável pela campanha vitoriosa de Barack Obama na Internet, aterrisa em terras tupiniquins. Um americano, Ben Self, um típico nerd, vai trabalhar para o Partido dos Trabalhadores na eleição do ano que vem. A informação foi confirmada em entrevista ao Portal Terra.

“Sim, estamos trabalhando com o partido”, afirmou Self ao ser questionado se ele teria sido contratado pelo PT.

Self e sua empresa, a Blue State Digital, são responsáveis pela revolução que a campanha do então candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos promoveu ao utilizar a Internet. Com as ações na web, foram arrecadados mais de US$ 500 milhões em doações, o que representa 66% de toda a arrecadação.

“Não existe um candidato que pense em lançar uma campanha sem usar a internet. É a marca de um candidato sério, bem como uma ferramenta importante. Sem ela, é como participar de uma batalha sem ter uma arma. Como você poderia fazer isso?”, afirmou.

Concordo que a internet seja um instrumento indispensável para propagação de ideias, uma democratização do acesso à informação (Olha eu aqui!!). Explica-se gora o empenho de Aloízio Mercadante, líder da bancada do PT no Senado, em liberar o uso da internet nas campanhas eleitorais de 2010. Ben, o nerd dos democratas agradece.

Abaixo você acompanha a entrevista que Ben Self deu ao Portal Terra

Você tem diploma do Massachusetts Institute of Technology (MIT) e é, na realidade, um especialista em tecnologia. Como se envolveu com campanhas políticas?
O meu background é em ciência da computação e tenho diplomas de graduação e pós-graduação do MIT. Depois de me formar, trabalhei por muitos anos como especialista em tecnologia para bancos, seguradoras e grupos afins. Em 2003, me mudei para o Estado de Vermont para trabalhar na campanha presidencial de Howard Dean. Após isso, eu e três colegas fundamos a Blue State Digital, uma empresa especializada em tecnologia e política. Agora, somos uma empresa internacional com mais de 100 funcionários no mundo inteiro e servimos centenas de clientes.

Você acha que, atualmente, a internet é uma ferramenta fundamental para uma campanha eleitoral ter sucesso?
Não existe um candidato que pense em lançar uma campanha sem usar a internet. É a marca de um candidato sério, bem como uma ferramenta importante. Sem ela, é como participar de uma batalha sem ter uma arma. Como você poderia fazer isso? Portanto, acho que é importante que os candidatos usem a internet para que tenham uma campanha eficaz.

Você esteve em Brasília há duas semanas. Chegou a conversar com o presidente Lula?
Sim, estive em Brasília. Quanto a ter encontrado Lula, vou deixar que o partido dele fale sobre isso. Não me sinto à vontade para comentar sobre clientes ou clientes em potencial.

No momento, o Partido dos Trabalhadores é um cliente ou um cliente em potencial?
Estamos trabalhando com o partido agora a fim de ajudar a fazer planos para a próxima eleição presidencial.

Você foi contratado pelo PT?
Sim, estamos trabalhando com o partido.

Em nota divulgada nesta semana, o PT falou que você estava trabalhando com o publicitário João Santana e não com o partido. Isto é verdade?
Vou deixar que eles deem informações específicas sobre isso. Apenas vou dizer que estamos trabalhando com a estratégia da campanha em geral.

Você chegou a se encontrar com a candidata do PT à presidência, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff?
Não posso dar informações específicas. Para saber detalhes, é preciso falar com o partido.

Quando a campanha de Dilma Rousseff deve ter início na internet?
Não vou discutir a estratégia em geral. Não seria inteligente fazer isso neste momento.

No Brasil, as pessoas não têm tanto acesso a computadores quanto nos EUA. Uma campanha com base na internet seria ainda assim eficiente?
Claro que sim. Há milhões de pessoas no Brasil – acho que cerca de 60 milhões de pessoas – que têm acesso à internet. E quando você usa a internet, ela não é usada somente para convencer as pessoas, mas para incentivar quem apoia o candidato a ajudá-lo a ganhar a eleição. Mesmo se nem todas as pessoas têm acesso à internet, você pode usá-la para localizar seus simpatizantes que podem, então, falar com as pessoas que não têm acesso à internet. Tem mais a ver com engajar as pessoas do que com convencer as pessoas.

Você acha que será preciso que fique baseado no Brasil para conduzir a campanha ou pode fazer isso dos EUA?
Isso ainda tem de ser determinado. Eu certamente gostei da minha estada no Brasil e retornarei ao país em algumas semanas.

Você está empolgado com este novo trabalho no Brasil?
Certamente. Só de visitar o Brasil dá para notar que as pessoas estão entusiasmadas com a eleição que está por vir, são ativas na internet e estão animadas, pois os políticos podem usar a internet de modo mais eficiente. Acho que será uma grande oportunidade para o País.

Será preciso adaptar suas técnicas de campanha à realidade brasileira?
Trabalhamos com diversos países. Cada um tem tópicos diferentes que devem ser empregados. Mas os aspectos básicos, como desenvolver relacionamentos transparentes e verdadeiros com as pessoas, fazem parte da natureza humana. Eles são iguais em todos os lugares.

Você trabalharia na campanha de um partido de direita?
Provavelmente não. Não seria compatível com os princípios da nossa empresa.

Fontes: Tv Senado, Portal Terra, Comunique-se

Vestidas de branco, lavam a rampa do Congresso Nacional

foto J. Freitas

foto J. Freitas

Integrantes do Forum Permanente das Religiões de Matriz Africana e Afro-brasileiras do Distrito Federal e Entorno participaram, nesta quarta-feira (23), da “1ª Caminhada das Comunidades de Terreiro do Distrito Federal e Entorno”, manifestando-se contra a intolerância religiosa e em defesa de políticas públicas em favor do grupo. A concentração se deu em frente ao Museu da República, e a caminhada se encerrou com uma lavagem da rampa do Congresso Nacional.

“Elas caminham trajadas tipicamente, vestidas de branco para representar o Oxalá, carregam um vaso com água de cheiro na cabeça e flores. A escadaria é lavada com as águas carregadas pelas baianas, é um processo de purificação, ou seja, lavagem dos pecados.”

Pois, assim seja…

Amém, axé, awerê, aleluia!

Fonte: Agência Senado

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