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Porto Alegre será palco de discussão sobre a Comunicação na América Latina

“A grande festa da comunicação”bandeira, assim definiu dom Raymundo Damasceno Assis, arcebispo de Aparecida, ao se referir ao Muticom – Mutirão de Comunicação da América Latina e Caribe, que acontecerá de 3 a 7 de fevereiro de 2010, na Pontifícia Universidade Católica (PUCRS), em Porto Alegre, RS.

“A comunicação permeia a essência e os deveres da Igreja; a comunicação deve ser compreendida como um processo de relações e em este processo é Cristo que nos une e que dá sentida a nossa vida”, afirmou dom Damasceno, presidente do CELAM (entidade organizadora do evento), em entrevista ao site oficial do Mutirão.

Organizado para acontecer em julho de 2009, o Encontro foi adiado, seguindo orientação da Secretaria de Saúde do estado Rio Grande do Sul, que temia a propagação da gripe h1n1 na América do Sul, tendo em vista a origem de seus participantes.

O objetivo do Muticom é promover espaços de diálogo sobre os processos de comunicação à luz da cultura solidária, na construção de uma sociedade comprometida com a justiça, a liberdade e a paz. Sua programação está organizada em torno de três eixos temáticos: Novos cenários políticos e sociais latino-americanos e os processos de comunicação, Economia e comunicação na era digital e Comunicação no diálogo das culturas. Estão previstas conferências, seminários, oficinas e apresentação de trabalhos acadêmicos.

A abertura do evento contará com a presença de Ismael González González, coordenador da ALBA Cultural, ex-vice-ministro de Cultura e ex-diretor da RTV cubana; Fernando Checa Montúfar, diretor do CIESPAL – Centro Internacional de Estudos Superiores de Comunicação para a América Latina; Beto Almeida, Jornalista da TV Senado, diretor da Telesur/Brasil; Carlos Augusto dos Santos, Ministro de Comunicação do Paraguai e Frank La Rue, relator para a Liberdade de Expressão das Nações Unidas.

Para assessorar as conferências e seminários, o Muticom conta com os seguintes palestrantes: Carlos Eduardo Cortés S., Paulo Suess, Martín Becerra, Leomar Antonio Brustolin, María Cristina Mata, Agenor Brighenti, Pedro de Assis Ribeiro de Oliveira, Luciano Sathler Rosa Guimarães, Pe. Gabriel Jaime Pérez Montoy, S.J., Guillermo Mastrini, María Rosa Alayza Mujica, Dennis Smith.

chimarrao_webA agenda do evento oferece também mostra retrospectiva de filmes brasileiros premiados pela CNBB – Curtas e médias metragens, celebrações eucarística, ecumênicas, feira de livros e artesanato, exposições de arte sacra e contemporânea, e apresentações artísticas e shows musicais.

No último dia do Mutirão, acontece o Encontro Nacional da Pascom – a Pastoral da Comunicação, assessorado por dom Orani Pestana, arcebispo do Rio de Janeiro.

Para realizar sua inscrição, enviar trabalhos a serem apresentados ou mais informações no site.  O Muticom é promovido pela CNBB – Conferência Episcopal dos Bispos do Brasil, a OCLACC – Organização Católica Latino-Americana de Comunicação e o CELAM – Conferência Episcopal Latino Americana e Caribenha.

Estarei por lá partilhando o chimarrão e acompanhando as reflexões, debates e propostas para uma comunicação mais democrática, humana e comprometida com aquele tal e tão, justamente,  sonhado Outro Mundo Possível.

Gripe Suína na versão José Serra

Esta é antiga, mas merece entrar para a história.

O Governador de São Paulo, José Serra e ex-ministro da Saúde, esclarece a população sobre a “GRIPRE SUÍNA”, em entrevista de 27 de abril de 2009, em Ribeirão Preto.

“A gripe suína é transmitida pelos porquinhos e pela pessoas quando espirram ou quando se chega perto do nariz do porco. O providencial é não chegar perto do porquinho. E o segundo lugar é de pessoa para pessoa. (…) Quero dizer que essa gripe não é transmitida pela carne de porco cozida. É importante para que não se gere uma paranoia em relação aos porquinhos.”

O Ministério da Saúde alerta, que a popularmente chamada de Gripe Suína, a Influenza A (H1N1) é uma doença respiratória causada pelo vírus A. Devido a mutações no vírus e transmissão de pessoa a pessoa, principalmente por meio de tosse, espirro ou de secreções respiratórias de pessoas infectadas.

A ) Aos viajantes que se destinam às áreas afetadas:
• Usar máscaras cirúrgicas descartáveis durante toda a permanência em áreas afetadas.
Substituir as máscaras sempre que necessário.
• Ao tossir ou espirrar, cobrir o nariz e a boca com um lenço, preferencialmente descartável.
• Evitar locais com aglomeração de pessoas.
• Evitar o contato direto com pessoas doentes.
• Não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal.
• Evitar tocar olhos, nariz ou boca.
• Lavar as mãos frequentemente com água e sabão, especialmente depois de tossir ou espirrar.
• Em caso de adoecimento, procurar assistência médica e informar história de contato com doentes
e roteiro de viagens recentes às áreas afetadas.
• Não usar medicamentos sem orientação médica.
B ) Aos viajantes procedentes de áreas afetadas:
Viajantes procedentes, nos últimos 10 dias, de áreas com casos confirmados de influenza A (H1N1)
em humanos e que apresentem febre alta repentina, superior a 38ºC, acompanhada de tosse
e/ou dores de cabeça, musculares e nas articulações, devem:
• Procurar assistência médica na unidade de saúde mais próxima.
• Informar ao profissional de saúde o seu roteiro de viagem.

Para informações adicionais sobre medidas preventivas estabelecidas pelas autoridades de saúde das áreas afetadas, acesse:
INFLUENZA A (H1N1)
Outras informações:
Organização Pan-americana de Saúde (em espanhol)
http://new.paho.org/hq/index.php?lang=es
Organização Mundial da Saúde (em inglês)
http://www.who.int/csr/disease/swineflu/en/index.html

As diferentes vozes da Igreja, amém!

Comparo a “minha” igreja católica, como um grande partido político e me desculpem meus amigos padres, religiosos e religiosas, pela falta de teoria baseada em nossos grandes teólogos, mas preciso esclarecer alguns pontos a todos aqueles e aquelas que insitem em julgar a Igreja católica Apostólica Romana, como uma Instituição acéfala e de apenas um ponto de vista, uma visão de mundo.

A Igreja constituída como tal, a mais de 2 mil anos possui pessoas de várias origens, culturas e percepções do que é ser cristão e de como ele deve agir e onde atuar na sociedade: “alguém que faz parte de uma pastoral comprometida com lutas sociais, como a Comissão da Pastoral da Terra (CPT) tem uma prática e opções diferentes de um membro de Opus Dei”, como afirma o estudioso Luiz Alberto Gómes de Souza, em seu artigo: As várias faces da Igreja Católica, publicado no Scielo.

Luiz tem muito mais propriedade do que eu para falar destas diferenças, que me parecem ser desconhecida pelos grandes meios de comunicação e consequentemente, pela população brasileira, que culturalmente se julga católica, mas mal sabe que “o tal” código canônico utilizado pelos bispos, em especial o reficense dom Dimas Lara Barbosa, não passa por uma reforma há muitos anos, e conta com a interpretação de cada, que o utiliza.

Sou a favor do aborto para os casos de risco de morte para a mãe, e quando a gravidez é fruto de uma violência brutal, assim como prevê a lei brasileura. Acredito ainda, que cada caso deve ser estudado pela justiça brasileira e não pela Igreja, uma vez que estamos num estado laico, constituído por cidadãos de várias religiões e ateus. 

Isso não impede, todavia, da Igreja através de suas vozes se colocar diante dos fatos, se opondo ao que julgar incorreto e apoiando aquilo que lhe convir, ou não estamos num Estado democrático?

Uma das vozes da Igreja se coloca ao lado da equipe médica que realizou o aborto, abaixo segue a posição da direção Nacional do CEBI – Centro de Estudos Bíblicos.

CEBI divulga nota sobre caso da menina de Recife
Segunda-feira, 9 de março de 2009 – 7h43min
por CEBI

Escolhe, pois a vida! Violência contra mulheres e crianças e excomunhão.

 A Direção Nacional do Centro de Estudos Bíblicos (CEBI) manifesta-se solidária com a mãe, os médicos e demais pessoas envolvidas na interrupção da gravidez de uma menina de 9 anos, que foram excomungados da Igreja Católica Apostólica Romana (ICAR) pelo arcebispo de Olinda e Recife, D. José Sobrinho.

A intervenção médica, neste caso, está duplamente amparada pela legislação brasileira: além da situação de estupro pelo padrasto, a criança corria risco de danos irreparáveis à saúde e até mesmo de morte.
A interrupção da gravidez foi uma decisão tomada para uma situação extraordinária, e, portanto, foi uma escolha inquestionável a favor da vida. Nesse sentido, vale lembrar as palavras de Jesus ao ensinar que as instituições existem para as pessoas e não o contrário. Jesus sempre lembra de que “a pessoa não foi feita para o sábado, mas o sábado para a pessoa” (Mc 2,27).

A igreja, como disse o bispo “não pode trair o princípio de defender a vida desde o seu início até o seu fim”. Neste caso, todas aquelas pessoas que defenderam a menina de 9 anos, realizando o procedimento cirúrgico, mantiveram-se fiéis a este princípio, oferecendo-lhe a oportunidade de continuar sendo criança e de buscar refazer a sua vida tão brutalmente atingida por uma pessoa de sua convivência íntima.

O CEBI entende também que, ao dar acento para o ato unilateral da excomunhão, esvazia-se a verdadeira questão que o caso da menina revela: que a violência masculina intrafamiliar continua a vitimar milhões de mulheres e crianças todos os dias neste país.

Este aliás é o tema da CF-2009 da ICAR neste ano! É contra esta violência, que aniquila a vida e a dignidade femininas, que se devem levantar as vozes e ser tomadas as medidas necessárias para seu combate, tanto pelo poder público como por toda a sociedade e sua mídia e, inclusive, as igrejas.

“Escolhe, pois, a vida” (Dt 30,19). E viverás….
São Leopoldo, 8 de março de 2009

Pessoas organizadas vivem mais, indica estudo da Universidade da Califórnia em Riverside.

Pesquisa da Universidade da Califórnia em Riverside sugere que pessoas organizadas e disciplinadas tendem a viver até quatro anos mais do que as mais impulsivas.

image_miniSe você quer longevidade e qualidade de vida, prepare sua agenda 2009, etiquetas organizadoras, acerte seu relógio e seja disciplinado, porque segundo estudos da Universidade da Califórnia, ao organizar sua vida, tarefas e cabeça, você viverá até quatro anos mais que pessoas, digamos mais impulsivas…. Acompanhe a nota que saiu no site da BCCBrasil.com.

“Pessoas mais conscienciosas têm melhores hábitos em relação a sua saúde, se arriscam menos, e tendem a ter empregos e casamentos mais estáveis”, disse o psicólogo Howard Friedman, um dos autores do estudo. Segundo os cientisata, as pessoas mais discliplinadas tendem a ser mais felizes, e consomem menos drogas e álcool.

Características positivas

Para o estudo, publicado na revista da Associação Americana de Psicologia, Friedman e sua equipe analisaram dados de 20 pesquisas que se concentravam em características típicas de pessoas conscienciosas e que envolveram mais de 8,9 mil voluntários de países desenvolvidos.

Os cientistas examinaram em particular três características: o auto-controle, a organização e a diligência. Eles descobriram que os dois últimos aspectos são os mais ligados à longevidade.

Entre outras características consideradas saudáveis estão o perfeccionismo, a confiança, a determinação, a competência e a obediência.

“Existem algumas provas de que as pessoas podem se tornar mais conscienciosas, principalmente quando elas se sentem seguras e estáveis em um emprego ou no casamento”, disse Margaret Kern, outra autora do estudo.

Pesquisas anteriores se concentravam mais em ressaltar os malefícios de estados psicológicos negativos, como a depressão ou a hostilidade.

Salada com chimarrão

Quem não gosta de um churrasco? Meus amigos gaúchos que me desculpem, mas tenho pensado neste dias, se o prazer do sabor e daquele ritual com os amigos aos domingos, se sobrepõe à crueldade a que são levados os animais. Desde pequena me questionava quanto ao coração de galinha, imaginava que aquele pedaço gostoso de carne era um coração e que algum dia já havia bateido dentro de algum peito…aquilo sempre me incomodou.
Hoje, anos depois, talvez tardiamente passo a considerar de fato a não ingestão de carnes? A crueldade com que os animais são tratados é desumana: no matadouro, no corredor da morte, o gado espera a sua vez de ser assassinado por uma pistola pneumática, que atinge o cérebro, há outros métodos em que o gado tem sua jugular cortada ainda vivo….sangram até a morte, agonizam….sofrem.
Quando pintinhos, os frangos são manipulados como coisas, tem seu bico queimado para que não sejam mais capazes de fazer a seleção de seus alimentos, para que consumam a ração e os antibióticos. Outra função da queima do bico é evitar que eles se firam e se comam; isso graças ao nível de extresse dos frangos presos em jaulas.
Isso sem falar nos porcos, nos “baby beef”, nos peixes, baleias…enfim são muitas as formas de crueldade que os animais sofrem para suprir “nossa fome”. E o mais intrigante, o mundo passa por uma crise de baixa na oferta de alimentos, na África há milhares de pessoas que plantam cereais, estes se tornam ração, vao para os grandes exportadores de carne do mundo e alimentam o gado que nos alimentam, sem contar na contaminação que o gado provoca à água.
Não quero aqui ser radical, quero sim provocar uma reflexão diante do tema… sinto que esta guria aqui vai se vestir de prenda e garantir o chimarrão, porque o churrasco ficou para trás.</br>

Eu respeito a liberdade…da vida.

A humanidade vem lutando para reconquistar seus direitos individuais frente aos contextos sociais já vividos, como em ditaduras opressivas e em se romper tabus, um dos principais deles é o respeito à vida. O modo como o homem lida com a vida e a morte se modificaram ao longo do tempo, a própria definição de vida nunca foi constante. Quem tem o poder de escolha sobre ela e de quando ela se inicia, são questões que têm sido discutidas e gerado manifestações em torno da liberação da proibição do aborto.
Interromper a gravidez, na Roma Antiga, era uma questão de autonomia da mulher sobre seu corpo, o embrião era considerado como uma parte da mãe e, por isso, quem abortava fazia-o dispondo do seu corpo; na Grécia, grandes filósofos, como Aristóteles, justificavam o aborto por diversos motivos, fossem porque a gravidez se encontrava nos seus primeiros meses, não caracterizando vida.
A Constituição Federal do Brasil de 1988, em seu Capítulo 1° e art. 5°, garante a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade e à segurança, o direito à vida; o art. 124° do Código Penal brasileiro pune de 1 a 3 anos mulheres que provoquem aborto em si mesmas, ou consintam que outros o façam, já o art. 128° não pune a prática do aborto quando não há outro meio de salvar a vida da gestante, ou ainda se a gravidez for resultado de estupro.
Uma em cada quatro mulheres da América Latina já realizou aborto
Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, seis milhões de mulheres praticam aborto induzido na América Latina todos os anos, destas, 1,4 milhão são brasileiras e uma em cada mil morre em decorrência do aborto. Em países desenvolvidos, nota-se, que não há uma correlação entre a legalidade do aborto e os índices de mortalidade materna. A Rússia, com uma das legislações mais amplas, tem uma taxa de mortalidade materna alta (67 por 100.000 nascidos vivos – NV), seis vezes superior à média. Em contraste, a Irlanda, onde o aborto é ilegal, praticamente em todos os casos, possui uma das taxas de mortalidade materna mais baixas do mundo (5 por 100.000 nascidos vivos), três vezes inferior à do Reino Unido (13 por 100.000 NV) e à dos Estados Unidos (17 por 100.000 NV), países onde o aborto é amplamente permitido e os padrões de saúde são altos, dados empíricos têm demonstrado que a legislação anti-abortiva, no mundo, não tem reduzido o aborto; pelo contrário, tem estimulado os abortos clandestinos e a morte de mulheres.
Na maioria dos países democráticos, as discussões em torno dos direitos individuais vêm se destacando na mídia e a manifestação dos movimentos sociais têm se solidificado frente às legislações dos países.
O Comitê de Luta pela legalização do aborto, foi criado em maio de 2007, por um grupo de mulheres que defendem um atendimento digno às mulheres na rede pública de saúde, exigindo às mulheres o direito à educação sexual, o direito ao planejamento familiar, à informação e o acesso a todos os métodos anticoncepcionais. O Comitê retoma a discussão, de que o Estado brasileiro é laico e democrático, devendo, portanto, respeitar as diferentes opiniões.
Ainda que o Estado brasileiro seja laico, é inegável a influência do catolicismo no país; segundo o censo de 2000, do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, calcula-se que 73,8% dos brasileiros – cerca de 125 milhões de pessoas – sejam católicos. No Brasil a voz da Igreja Católica é a CNBB – Conferência Nacional dos Bispos, que têm a seguinte posição diante do tema: “Respeitar, defender e promover os direitos da mulher é um dever de todos os que afirmam a dignidade inviolável dos seres humanos.Com a mesma convicção defendemos e apoiamos os direitos do nascituro. Sabemos, por testemunho de credenciados cientistas, que o ser humano, desde a sua concepção, possui o seu próprio patrimônio genético e o seu sistema imunológico. Trata-se de um outro ser humano gerado, de modo que mãe e embrião constituem seres humanos distintos”.
A discussão em torno do aborto é respaldada e fomentada por questões religiosas, científicas, éticas, sociais e econômicas. As profundas transformações sociais que se verificaram nos últimos 50 anos, como a entrada da mulher no mercado de trabalho, as políticas de controle de natalidade e a conseqüente redução das famílias, contribuíram para que a sociedade passasse a separar a vida sexual da mulher da reprodução humana, e ainda a banalizar as relações amorosas, onde o comprometimento e o respeito ao outro, não são precípuos para o relacionamento, tal comportamento tem vitimizado vidas inocentes.


O TEMPO PASSA…

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