Textos categorizados 'CEBs'

Colegiada das CEBs de São Paulo se reúne e recebe a visita de dom Odilo

A Colegiada das CEBS – Comunidades Eclesiais de Base do estado de São Paulo, esteve reunida no Centro Pastoral Santa Fé – Anhanguera, nos dias 22 e 23 de agosto para avaliar o 12° Intereclesial, realizao em Porto Velho-RO, de 21 a 25 de julho.

Karla Maria | Colegiada das CEBs - SP1

Karla Maria | Colegiada das CEBs - SP1

O encontro reuniu representantes das oito sub-regiões que agregam as 43 dioceses do estado. Acompanhados por dom Maurício Grotto de Camargo, arcebispo de Botucatu, além da avaliação do Intereclesial, os representantes avaliaram a participação do estado no encontro e traçaram calendário e projetos das comunidades de base a partir dos compromissos traçados em Porto Velho.

Com a assessoria do padre Aécio Cordeiro da Silva, pároco na Região Episcopal Brasilândia, foi feita uma análise de conjuntura e resgate da memória das lutas das CEBs na Arquidiocese de São Paulo (SP1).

Karla Maria | dom Odilo, arcebispo de São Paulo

Karla Maria | dom Odilo, arcebispo de São Paulo

No domingo pela manhã, dom Odilo Pedro Sherer, arcebispo de São Paulo, se reuniu à colegiada das CEBs e deixou seu recado. “Eu espero que as CEBs estejam bem vivas, bem ligadas às comunidades paroquiais para poderem manter a sua motivação eclesial e receberem também os impulsos que vem da Igreja e possam traduzr na sua prática e na sua vida. Suscitem novas e mais comunidades”, afirmou o arcebispo, que questionou à colegiada quais os rumos e projetos das CEBs.

Em resposta os representantes destacaram a necessidade de repensar a pastoral urbana, fortalecer a Missão Continental e os grupos de rua, motivar a formação nas comunidades eclesiais, assumir o Grito dos Excluídos, a Romaria da Terra e da Água, estar presente com as pastorais sociais e ser Igreja na sociedade para construir o Reino de Deus.

“As CEBs tem esta característica de estar com o pé fincado na realidade local próxima da vida do povo, nós temos nas nossas cidades, uma série de questões e há enormes possibilidades de atuação e envolvimento, é preciso se unir aos demais organismos, sejam católicos ou não, para mudar as situações de desrespeito à dignidade humana”, afirmou dom Odilo ao se despedir.

A Colegiada estadual das CEBs também se mostrou indignada quanto à atual situação política do país. “Estamos indignados com a postura do Senado Federal e por isso estamos intensificando a coleta de assinaturas para a Campanha Ficha Limpa. Queremos que este projeto de lei funcione já nas próximas eleições. O que estamos vivendo é uma vergonha e falta de ética, afirmou Liz Maria Marques, representante da Região Belém na Arquidiocese de São Paulo.

A Colegiada das CEBs se reúne quatro vezes ao ano e é composta por cerca de 32 representantes de cada uma das sub-regiões (Aparecida, Botucatu, Campinas, RP1, RP2, SP1, SP2 e Sorocaba.

Cebs em defesa da vida, em defesa da Amazônia

12° Intereclesial de CEBs...que ouçam o grito que brota da Amazônia

12° Intereclesial de CEBs...que ouçam o grito que brota da Amazônia

Neste final de semana  (7 e 8 de março) estarei em Itatiba participando e cobrindo o Encontro Regional das CEBs – Comunidades Eclesiais de Base, do Estado de São Paulo.

São esperadas aproximadamente 350, que irão se encontrar em preparação para o 12° Encontro Nacional, chamado de Intereclesial, que acontecerá de 21 a 25 de julho em Porto Velho, nesta ocasião, as CEBs de todo o Brasil estarão representadas e vão refletir sobre o tema “CEBs Ecologia e Missão – Do Ventre da Terra o grito que vem da Amazônia”.

Os Intereclesiais mantém viva a memória da caminhada da Igreja e suas lutas.” A partir deles, historiadores futuros poderão recuperar muito da trajetória concreta da vida de nossa Igreja num dos seus tecidos mais vivos.” Secretariado do 10° Intereclesial.

CEBS – Comunidade Eclesiais de Base

Encontro de Formação das CEBs - São José dos Campos

Encontro de Formação das CEBs - São José dos Campos / foto Karla Maria

As CEBs surgiram das decisões do Concílio Vaticano II, realizado na primeira metade da década de 60, que colocou como prioridade para a igreja a “opção preferencial pelos pobres”. Estas comunidades se posicionam no cenário eclesial e político sempre em defesa dos mais pobres, fortalecendo um perfil de Igreja mais encarnada, comprometida com a vida e a libertação do Povo de Deus.

“Embora experimentando tensões, não se isolaram da Igreja Católica e procuraram permanecer fiéis aos princípios evangélicos. A fidelidade à Instituição não implica, todavia, ausência de análises críticas a seus modelos tradicionais” site das CEBs Sul 1.

Hoje, dados oficiais da CNBB indicam que existem mais de 100 mil CEBs espalhadas no Brasil; seus encontros refletem a atuação do cristão diantes das situações e problemáticas em que a sociedade está inserida. Temas como a responsabilidade ecológica, escolha de políticos entre tantas outras lutas de trabalhadores, camponeses e indígenas.

fontes: CNBB, CebsSul1

A Região Brasilândia e o 10° Plano Pastoral para a Igreja de São Paulo

 é necessário superar os pecados da ação pastoral, aquela de manutenção e sair para a missão, num comportamento de transformação social” Antonio Manzatto. 

os "morros da Brasilândia / foto Karla Maria

os "morros" da Brasilândia / foto Karla Maria

Formação permanente para as lideranças, este é um dos destaques do padre Antonio Manzatto, Doutor em teologia pela Universidade de Lovaina, Bélgica, sobre o 10° Plano Pastoral da Arquidiocese de São Paulo, e é também o objetivo da Região Episcopal Brasilândia, ao promover uma noite de formação sobre o plano pastoral para suas lideranças comunitárias e clero.

Aproximadamente cem pessoas se reuniram no último dia 27, no salão da Paróquia Santos Apóstolos, sob o olhar e encaminhamento do padre Antonio Manzatto, para tomarem conhecimento do 10° Plano Pastoral. Este documento, à luz do Documento de Aparecida traz as diretrizes gerais para as ações pastorais para a cidade de São Paulo, o documento, contudo, não anula as deliberações locais dos setores, paróquias e comunidades. 

Segundo padre Manzatto, o plano se estrutura no método ver, julgar e agir; no encontro com Jesus, no Discipulado de ação missionária e na conversão pastoral, e é diante destes pilares que a Igreja olha para a cidade de São Paulo e julga necessário agir, reiterando sua opção pelos pobres, que se espalham pelas periferias e sofrem com a ausência e omissão do Estado.  

 

Antonio Manzatto, assessor na formação da Região Brasilândia

Antonio Manzatto, assessor na formação da Região Brasilândia

Vê a necessidade “de superar a lógica de mercado e das religiões que promovem apenas o bem estar das pessoas, é necessário superar os pecados da ação pastoral, aquela de manutenção e sair para a missão, num comportamento de transformação social”, afirma Manzatto.

 Outros destaques do plano pastoral, na visão do teólogo são: a orientação para se repensar a participação dos leigos e leigas na Igreja e para que ela recupere o modelo CEBs – Comunidades Eclesiais de Base – de ser igreja. Para que as paróquias sejam como redes de comunidades e que se reinsira na vida eclesial, as preocupações sociais. Uma formação permanente teológica e específica para as lideranças e o clero também foi destacada, porém, formações capazes de refletir a fé e fomentar ações segundo o Evangelho. 

Em sua conclusão padre Manzatto lembrou que este é mais um documento, que só terá valor, se de fato, tanto aqueles que o assinam, quanto o clero e lideranças regionais, colocarem em prática suas palavras, para que os frutos sejam ações pastorais em defesa dos mais pobres de São Paulo.

A Região Episcopal Brasilândia… como Igreja surgiu em 1989 a partir da reorganização da Arquidiocese de São Paulo e da Região Episcopal Lapa. Abrange as sub-prefeituras de Perus, Pirituba, Freguesia/Brasilândia e casa Verde/Cachoeirinha, totalizando 1.258.922.

  População por Distritos…

 Pirituba/Jaraguá…………………….413.120 habitantes

Perus/Anhanguera…………………131.713 habitantes

Freguesia / Brasilândia…………..402.437 habitantes 

Casa Verde / Cachoeirinha……..311.652 habitantes

Cebs na Diocese de São José dos Campos, há 20 anos nas trilhas do seu povo

 

bola1

O ano de 2008 foi marcado por datas bastante significativas para a história do Brasil, para a sua cultura e seu povo. Recordou-se a chegada da família real ao Brasil, em 1808, os centenários da morte de Machado de Assis, da imigração japonesa e do aniversário da Arquidiocese de São Paulo. Neste ano, o ano de 1968, foi recordado e os 40 anos da instalação do AI-5 (Ato Institucional) fomentou inúmeros debates e reflexões por todo o Brasil, quanto ao cerceamento vivido àquela época e ao que se espera por democracia e direitos individuais de cada cidadão. Em 2008, comemorou-se também, 40 anos da Conferência de Medellín, 25 anos da Diocese de São José dos Campos, e ainda, 20 anos da Constituição brasileira e do surgimento das Cebs na Diocese de São José.
 
Para comemorar os 20 anos de caminhada das Cebs, a diocese reuniu no dia 30 de novembro, às 8h da manhã, na Igreja Matriz de São Vicente, suas seis regiões pastorais: Igaratá, Jacareí, Monteiro Lobato, Paraíbuna, Santa Branca e São José dos Campos. De lá o povo partiu em romaria até a Comunidade São João Batista, no Jardim Santa Inês 2 onde foi acolhido pela Sinfônica Monteiro Lobato. Após partilhar o café-da-manhã houve um momento de formação, com o assessor diocesano das Cebs, padre Ronildo Aparecido Rosa.
 
Em seguida, os cerca de 700 participantes reuniram-se em torno do Pão e da Palavra de Deus. Na hora do almoço observa-se a prática da responsabilidade ambiental, de cada um diante de um cenário tão crítico para a sociedade pós-moderna: a devastação do meio ambiente. Nas reuniões das Cebs, procura-se criar a cultura, de que cada participante traga consigo seu prato, copo e talheres; um modo de minimizar os resíduos plásticos. Há ainda a confecção e distribuição de sabões caseiros, feitos à base de restos de óleo de cozinha.
 
Para recepcionar a multidão, a paróquia São Vicente de Paula, formada por suas 22 comunidades mobilizou mais de 50 pessoas nos diversos trabalhos, “um evento dessa proporção motiva os visitantes a continuarem comprometidos e os que acolhem são animados a enfrentarem os desafios”, afirmou padre Célio Antônio de Almeida, à frente da paróquia.
“Nós somos solidários com a caminhada das Comunidades Eclesiais de Base. Sabemos que é difícil, mas os incentivamos para que continuem o trabalho”, e continua “segundo pesquisa realizada como parte da programação do Sínodo diocesano em curso, as comunidades pedem mais compromisso da Igreja em favor dos pobres”, disse padre Célio, que junto às comunidades  fundou uma cooperativa, hoje modelo na reciclagem, cultivo de hortaliças e assistência básica à população mais necessitada.
Nas décadas de 50 e 60 no Brasil, as Cebs eram chamadas de Comunidades Cristãs de Base, até que em 1968, portanto, há 40 anos, recebeu o nome de Comunidades Eclesiais de Base, sendo o “primeiro e fundamental núcleo eclesial, que deve, em seu próprio nível, responsabilizar-se pela riqueza e expansão da fé, como também pelo culto que é sua expressão. É ela, portanto, célula inicial de estruturação eclesial e foco de evangelização e atualmente fator primordial de promoção humana e desenvolvimento” (Medellín).
Promover a vida e lutar por sua dignidade é o compromisso das Cebs, que se confirmou em Puebla, em 1979, quando muitos dos países latino-americanos passavam por ditaduras. As comunidades eclesiais tornaram-se espaços de debates, diálogo, vida e encontro entre irmãos e irmãs. “As comunidades eclesiais de base que em 1968 eram apenas uma experiência incipiente amadureceram e multiplicaram-se sobretudo em alguns países. Em comunhão com seus bispos e como o pedia Medellín, converteram-se em centros de evangelização e em motores de libertação e de desenvolvimento” (Puebla) .
Na década de 80, as Cebs são vistas, como “um novo modo de ser Igreja”, e que ao redor dela nasceriam as ações pastorais e evangelizadoras. E de fato é o que se vê: um povo que se reúne para dialogar e viver em torno da Palavra, que age à luz do Evangelho, defendendo a vida, a juventude, o idoso, a mulher, a mãe natureza, a criança, todos aqueles que estão à margem da sociedade.
Quanto ao futuro das Cebs na Diocese de São José dos Campos e do Brasil, não resta duvida: o trem não pode parar: “as Cebs estão no rumo certo e não podem desanimar não, apesar das dificuldades elas devem continuar”, afirma Graça Maria, da cidade de Jacareí – Comunidade Nossa Sra. do Paraíso, que há 15 anos participa da caminhada.

CEBs defende os Ecossistemas de São Paulo

No último fim de semana estive em Campinas - cidade de 1 milhão de habitantese , vivenciei ali algo de novo. Estive participando e cobrindo o Encontro Estadual das CEBS – Comunidades Eclesiais de Base, que têm como proposta e objetivo, fazer uma Igreja mais próxima e voltada aos pobres e excluídos. A exeperiência de vivenciar o Evangelho no dia-a-dia, assusta aos católicos mais ortodoxos, o que é uma pena.

Durante aquele final de semana fui acolhida por uma família jovem, porém muito animada, divide com a IR. Maria Alberta – presidente emérita da CPT, Comissão Pastoral da Terra. O acolhimento caloroso, o comprometimento com o nosso cuidado, conforto e alimentação, destoam completamente da lógica individualista de nossos dias.

O Encontro das CEBs trabalhou com o tema – “CEBs em defesa dos ecossistemas do Esado de São Paulo”; palestras proferidas por cientistas, teólogos e intectuais, contando com a atenção de uma multidão de líderes comunitários, agentes de pastorais, membros e assentados do MST – Movimento dos trabalhadores rurais, bem como interessados no tema e na maneira como a CEBs trabalha e promove a igualdade.

Surpreendi-me durante as oficinas de trabalho, com a clareza, e aividades exercidas pelos participantes em suas regiões locais, o cuidado com a natureza, a responsabiolidade no coonsumi e descarte de cada produto. Neste espaço vi mais consciência social e ambiental, do que nos bancos da faculdade.

Enfim…este jeito de ser e fazer Igreja, aproxima as pessoas, faz delas discípulos responsáveis por suas ações e assim, comprometidos com a causa do “outro”. Otrem das CEBs não pára, e esta à caminho de Porto Velhor, para o Grande Encontro Nacional.

http://it.ismico.org/content/view/3751/27/


O TEMPO PASSA…

Novembro 2009
S T Q Q S S D
« Out    
 1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
30  

RSS BBC Brasil.com