Textos categorizados 'lixo'

1º Simpósio Sobre ‘O Lixo Nosso De Cada Dia’

O Primeiro Simpósio sobre o “Lixo” da Região Episcopal Brasilândia acontece amanhã, 25 de abril de 2009, das 8h30 às 17h, no salão da Igreja dos Santos Apóstolos, Jardim Maracanã (Igreja de Zinco), Av. Itaberaba, 3.907 – Região Noroeste da Capital.

Com o objetivo de debater e apresentar propostas para uma nova Política de coleta e aproveitamento dos resíduos do ‘lixo nosso de cada dia’ em substituição à atual política que tem custos gigantescos. Levantamento realizado aponta em torno de um bilhão de reais, que são pagos às empresas privadas que transportam o lixo das portas das casas até os aterros sanitários.

Para atingir esse objetivo serão realizados debates sobre:

1. a maneira de se coletar e reciclar o lixo da Cidade minimizando gastos, afastando agentes disseminadores de doenças e detendo a deterioração e a piora do entorno natural nas vizinhanças dos aterros sanitários.

2. a correta compostagem e destinação do lixo orgânico a fim de diminuir o volume de resíduos que são depositados em aterros sanitários, sem tratamento.

3. a contribuição da coleta seletiva dos resíduos recicláveis pela Prefeitura Municipal e por cooperativas de trabalho populares.
Para estimular o debate e fomentá-lo com informações, estarão presentes Alexandre de Moraes, Secretário Municipal da Secretaria de Serviços e Obras, Minoru Kodama, Técnico Ambientalista , Leonardo Aguiar Morelli, Organização Paulistana Defensoria da Água.

Entrevista coletiva – às 13h.  O 1º Simpósio ‘O lixo nosso de cada dia’ é promovido pelo Núcleo de Fé Política, Comissão das Pastorais Sociais, Pastoral da Ecologia e CRP (Conselho Regional de Pastoral) da Região Episcopal da Brasilândia da Arquidiocese de São Paulo.

Coordenação: Cilto José Rosembach / contato: 3971 6408 e 9393 9407
Assessoria de  imprensa: José Eduardo de Souza / contato: 3209 7945 e  9154 5261

Plástico um vilão ambiental

Durabilidade, estabilidade e resistência a desintegração. As propriedades que fazem do plástico um dos produtos com maiores aplicações e utilidades ao consumidor final, também o tornam um dos maiores vilões ambientais. Anualmente são produzidos cerca de 100 milhões de toneladas de plástico e destes, cerca de 10% acabam nos oceanos, 80% desta fração vem de terra firme.

No oceano pacífico há uma enorme camada flutuante de plástico, que já é considerada a maior concentração de lixo do mundo, com cerca de 1000 km de extensão, vai da costa da Califórnia, atravessa o Havaí e chega a meio caminho do Japão e atinge uma profundidade de mais ou menos 10 metros . Acredita-se que haja neste vórtex de lixo cerca de 100 milhões de toneladas de plásticos de todos os tipos.

Pedaços de redes, garrafas, tampas, bolas , bonecas, patos de borracha, tênis, isqueiros, sacolas plásticas, caiaques, malas e todo exemplar possível feito com plástico. Segundo seus descobridores, a mancha de lixo, ou sopa plástica tem quase duas vezes o tamanho dos Estados Unidos.
O oceanógrafo Curtis Ebbesmeyer, que pesquisa esta mancha há 15 anos compara este vórtex a uma entidade viva, um grande animal se movimentando livremente pelo pacifico. E quando passa perto do continente, você tem praias cobertas de lixo plástico de ponta a ponta.

 Tartaruga deformada por aro plástico 
A bolha plástica atualmente está em duas grandes áreas ligadas por uma parte estreita. Referem-se a elas como bolha oriental e bolha ocidental. Um marinheiro que navegou pela área no final dos anos 90 disse que ficou atordoado com a visão do oceano de lixo plástico a sua frente. ‘Como foi possível fazermos isso?’ – ‘Naveguei por mais de uma semana sobre todo esse lixo’.
Pesquisadores alertam para o fato de que toda peça plástica que foi manufaturada desde que descobrimos este material, e que não foram recicladas, ainda estão em algum lugar. E ainda há o problema das partículas decompostas deste plástico. Segundo dados de Curtis Ebbesmeyer, em algumas áreas do oceano pacifico podem se encontrar uma concentração de polímeros de até seis vezes mais do que o fitoplâncton, base da cadeia alimentar marinha.

Segundo PNUMA – Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, este plástico é responsável pela morte de mais de um milhão de aves marinha todos os anos. Sem contar toda a outra fauna que vive nesta área, como tartarugas marinhas, tubarões, e centenas de espécies de peixes.

E para piorar essa sopa plástica pode funcionar como uma esponja, que concentraria todo tipo de poluentes persistentes, ou seja, qualquer animal que se alimentar nestas regiões estará ingerindo altos índices de venenos, que podem ser introduzidos, através da pesca, na cadeia alimentar humana, fechando-se o ciclo, na mais pura verdade de que o que fazemos à terra retorna à nós, seres humanos.

 

 

 

 

 

 

 fontes: The Independent, Greenpeace e Mindfully 
 

 

 


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