Podcast no ar também no Spotify

Chegamos ao quinto episódio do podcast Ká entre Nós, e com uma notícia boa! Estamos também no Spotify. Siga-nos por lá… Neste episódio, faço uma análise da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 e sobre o combate à doença no país.

Fã de futebol que sou, falo também sobre a realização da Copa América no Brasil e da bola fora do Exército brasileiro em aliviar a barra do ex-ministro Eduardo Pazuello, mas há notícias bacanas também como a vacinação de grávidas e puérperas no Estado de SP, as oportunidades para artistas no setor cultural, além de dicas de leitura.

Ouça o podcast e diga o que achou. Vamos juntos espalhar notícia verdadeira e checada. O Brasil e nós merecemos. Até mais!

133 anos da abolição da escravatura e CPI da Covid-19

Está no ar o segundo episódio do Ká entre Nós, agora em podcast

A semana passou que nem vimos. Rápido demais pra um tempo que parece não ter fim. Continuamos contabilizando mortes em decorrência da Covid-19. Até aqui são mais de 430 mil mortes. Imaginem… E nossas armas contra esse vírus continuam fragilizadas e ameaçadas. Os cuidados pessoais como uso de máscaras e distanciamento social são diariamente banalizados pelo líder da nação que já está em campanha para sua reeleição.

Uma campanha de morte, uma estratégia para desviar a atenção da sociedade sobre os encaminhamentos e depoimentos recolhidos pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19. É sobre isso que falo em meu segundo episódio Ká entre Nós agora em podcast, mas não só. Chamo a atenção para os 133 da abolição da escravatura em nosso país e sobre os impactos culturais que a escravidão, um sistema econômico adotado pela Estado brasileiro, causaram e provocaram em nossa sociedade tão, tão racista culturalmente.

As heranças da escravidão continuam flagelando so corpos pretos. Basta abrir os olhos para enxergar. Falo mais sobre isso no podcast.

Conta Comigo

Começo a semana compartilhando com você minha participação no programa Conta Comigo da Rede Vida. Conversei com Dalcides sobre meu livro “O Peso do Jumbo, histórias de uma repórter de dentro e fora do cárcere” (Paulus Editora), e me alegrei pela abordagem com que meu colega conduziu a entrevista. De um modo humano e que certamente provocou seus telespectadores.

Assista, compartilhe, compre o livro... Amplie seu olhar sobre o sistema carcerário, sobre políticas de combate às drogas, posse de armas, segurança pública, maternidade, esperança… Sim, uma entrevista bonita e complexa, assim como este livro e tema que te apresento.

Comente aqui o que achou da entrevista.

Agora, temos podcast

Inauguro hoje meu podcast Ká entre Nós. Toda sexta-feira, trarei uma provocação, um tema, uma lágrima ou um sorriso. Trarei livros, colegas, e enfim, um espaço nosso. Inicio hoje com minha reflexão sobre as tantas culpas que uma mãe carrega, em especial, as mães que estão presas, baseada na apuração de meu livro O Peso do Jumbo.

Seja bem-vindo, seja bem-vinda 😉#opesodojumbo

as tantas culpas de uma mãe

Foto de capa original do meu livro. Tirada por mim, enquanto acompanhava uma mãe que visitava sua filha no cárcere. Lúcia e O Peso do Jumbo.

Como e onde as gestantes encarceradas têm seus bebês? Pensei nisso relendo algumas páginas de meu livro nestes dias de bombardeio de publicidades sobre o Dia das Mães.

Nos cárceres em São Paulo e no Rio Grande do Sul, percebi que o cumprimento de pena das mulheres é mais pesado, porque a elas recai um sentimento de culpa por não poder cumprir todos os papéis que assumem na rua, no dia a dia.

Ser mãe, amamentar, acalentar, ensinar as primeiras palavras. Criar, cuidar, prover…Essa culpa nem sempre acompanha os homens. Poucas vezes registrei.

A culpa é um sentimento que acompanha todas nós mulheres. Livres ou não. Como pena, sem direito de defesa, foi-nos imputada desde crianças por uma sociedade nem sempre gentil com nossa saúde mental, com nossos corpos e sonhos.

Culpa por não ser isso, não ser aquilo, ser algo inesperado, fora da caixinha pré-estabelecida, por não estar à altura, por estar acima etc. etc.

Agora imaginem a culpa na cabeça das mulheres presas? Não falo sobre seus crimes, mas sobre os papéis não vividos, suspensos, aniquilados.

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Segunda-feira é dia de correio, dia em que me dedico pessoalmente a enviar minhas obras até você. Se quiser saber mais sobre a vida das mulheres no cárcere e receber meu terceiro livro com dedicatória e muito carinho, basta me escrever nos comentários ou em minhas redes sociais.

Livro: O Peso do Jumbo, histórias de uma repórter de dentro e fora do cárcere (Paulus Editora)
Você também pode comprar no site e nas livrarias espalhadas pelo país, respeitando os cuidados de afastamento, uso de máscara etc.

A batalha contra a covid-19 é grande e precisamos fazer nossa parte.

Dias de correio são assim

Os dias de correio têm um ritual que me movimentam de um jeito único… desde o início da pandemia não encontro mais leitores pessoalmente, então faço desse momento de venda e dedicatória do livro, um momento de encontro, especial mesmo.

Busco um café quentinho. Hoje está bem cremoso. Sento no sofá e em seu braço, apoio a pequena pilha de livros. Um a um vou abrindo e relendo frases que escrevi em outros tempos. Tenho frio na barriga. Uma alegria boba encontrada entre um silêncio e outro.

Naquele sofá, onde a luz banha-nos de energia, escrevo cada uma das dedicatórias pensando em seu portador. Portadora na maioria das vezes. Acho o momento tão solene, que antes eu mesma faço minhas unhas, juro e rio de mim mesma.

Encaixo o marca-páginas com saudades da Rê, quem faz tudo o que há de bonito que acompanha as minhas palavras. E pronto, envelope, endereço e rua.

Máscara, alcool em gel e prudência até a agência do Correio, lá no centro de Guarulhos. Cruzo a praça Getúlio Vargas, cumprimento os que por ali vivem e fila.

As filas revelam traços interessantes do brasileiro, como a dificuldade de respeitar o distanciamento. O chão está marcado, mas é ignorado. Ô, povo, carente… antes fosse só de contato humano.

Nos guichês, os sorrisos são conhecidos. Eles sabem que ali estão meus livros e tratam os envelopes com cuidado. Observo. E assim, eles seguem seu percurso até os olhos, a vida de alguém.

Dias de correio são quase sempre assim… 😉
Se quiser meu terceiro livro, O Peso do Jumbo, eu os tenho aqui. Me avise, que terei o prazer em fazer sua dedicatória e enviá-lo ainda hoje.

#opesodojumbo #karlamariajornalista #correios #dedicatórias #livros

O começo de um livro

Minha ideia de escrever o livro O Peso do Jumbo surgiu após eu sentir o impacto que o livro Mulheres Extraordinárias tinha gerado nas pessoas. Admito.

Foi incrível viajar pelo país e ver as mulheres se identificando com as histórias e debatendo temas que são tão nossos como a violência doméstica, o controle, a inexistência, a violência do Estado em nossas vidas, a depender do tema… nossas relações amorosas, nossas inspirações, sonhos e lutas .

Tanto as linhas que escrevi nesse livro, quanto os encontros que elas me provocaram mexeram demais comigo.

Ao ver e sentir o impacto do livro de estreia, decidi propor a Paulus Editora que apresentássemos o sistema carcerário de um jeito humano, responsável e real para meus leitores, que envolvesse todos os seus atores, desde aquele e aquela que cumpre pena até o juiz que a sentencia.

Eu precisava cumprir minha função como jornalista, e de um modo desafiador que eu passara a experimentar: os livros.

Meu objetivo foi e é dar luz a uma questão tão ligada à segurança pública, ao tráfico de drogas, às facções criminosas, ao papel da imprensa na formação de consensos e do imaginário nosso sobre “bandido bom é bandido morto”.

Escrevi o livro norteada pelos passos de dona Lúcia, mãe de uma jovem presa por tráfico. Ela estava presa sem grades.

Lúcia me ensinou, assim como tantos outros e outras entrevistadas, e está tudo aí. E juro, que ao entregar esse livro, depois de 1 ano e sete meses escrevendo, tirei um peso das costas, mas não da alma.

Um peso que carrego desde a primeira vez que pisei em um presídio com pouco mais de 20 anos pelas mãos da Pastoral Carcerária Padre Macedo da Brasilândia.

Eu me coloquei no lugar daquelas pessoas e pensei como eu sairia do presídio sendo tratada como tudo, menos gente. Quais as consequências disso para a sociedade brasileira. O que é a justiça? O que são os direitos humanos? E a dor? A falta de humanidade de quem comete um crime?

Senti raiva. Perdi a esperança. Conheci as regras do crime. A omissão e o fracasso do Estado.

Mas encontrei esperança. Juro. O resultado está aí. Em detalhes, com cuidado, respeito e dedicação.

Você encontra meus livros no site da Paulus ou comigo 😉

#opesodojumbo #karlamariajornalista

Dia do jornalista, e…

Dia do jornalista e por isso dia de angústia também. Dia em que lembramos o nosso papel de desmentir a mentira institucionalizada, de combater a banalização da verdade, a relativização da Ciência, a criminalização dos repórteres, a precarização do nosso trabalho dia a dia, as ameaças veladas e também diárias à democracia, à liberdade de expressão.

Força aos colegas que continuam com ética e compromisso em meio ao caos que vivemos.

Foto do colega Joaquim Souza, enquanto eu cobria as cheias do Rio Madeira, em Porto Velho (RO), em abril se 2014.

#karlamariajornalista

Recomecemos honrando-nos umas às outras

Nossa vida às vezes parece um filme, não é verdade? Roteiros duros, surpreendentes, apaixonantes, cansativos… reescrevê-los é sempre necessário, porque a vida é sim um ciclo de recomeços pequenos e diários que demandam nosso protagonismo, energia e presença. É assim até a morte. Penso que recomeçar seja o verbo mais vivido por nós mulheres…. 😉

Mulheres da Brasilândia em 2007, durante caminhada da Campanha da Fraternidade_ Foto Karla Maria

Por isso recomecemos hoje também pensando que há muito a conquistar: tempo, silêncio, amor próprio, direitos, espaços e oportunidades. Recomecemos quebrando padrões, falsos moralismos, julgamentos, o patriarcalismo.

Recomecemos alimentando a empatia por aquelas mulheres sem privilégios, cujas existências foram pré-definidas pelo capitalismo selvagem, pelo racismo estrutural, pelo machismo mortal.

Recomecemos enxugando as lágrimas e abrindo sorrisos com gana, esperança, solidariedade, sempre com o pé na realidade, essa que diariamente finda ciclos entre nós.

Recomecemos, mulheres.
❤✊🏽 #diadamulher#diadeluta

Mudando de casa e vendendo livros…

Neste momento estou empacotando vários objetos, e neste empacotar também de livros decidi vir aqui te avisar que tenho exemplares de meu terceiro livro “O Peso do Jumbo, histórias de uma repórter de dentro e fora do cárcere” (Editora Paulus) para te enviar… que tal?

Comprando meus livros, comigo ou com a editora, você apoia meu trabalho como escritora, meus futuros projetos literários, e se informa com qualidade. 😉

Quer comprar comigo? Me escreve…

#opesodojumbo #karlamariajornalista #livros