Hora do Planeta: apague as luzes e acenda uma esperança

divulgação
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Hoje, dia 28 de março às 20h30, a WWF-Brazil, nos convida a paticipar de um ato simbólico, no qual governos, empresas e a população de todo o mundo  apagarão as luzes para demonstrar sua preocupação com o aquecimento global.

O gesto simples de apagar as luzes por sessenta minutos, possível em todos os lugares do planeta, tem como objetivo chamar para uma reflexão sobre a ameaça das mudanças climáticas. O aquecimento global – com as consequentes mudanças climáticas – é, sem dúvida, um dos principais problemas globais a serem enfrentados pela humanidade neste século.

A Hora do Planeta é o primeiro passo desta demonstração globalizada rumo ao que estamos chamando da “Hora da Verdade”, em dezembro deste ano, na Dinamarca. O mundo espera de nossos líderes a coragem para enfrentar e reverter este problema.

Aquecimento Global
O aumento da temperatura média do planeta é causado pelo acúmulo excessivo de gases oriundos da queima de combustíveis fósseis e da remoção das florestas que formam um ‘cobertor’ cada vez mais espesso ao redor da Terra.

A luz do sol entra na atmosfera, mas este ‘cobertor’ não permite que ela se dissipe no universo, retendo a energia em forma de calor, mecanismo semelhante a uma estufa para plantas, daí o nome “gases de efeito estufa”.
Este comportamento efeito estufa, no entanto, é um fenômeno natural que garante, de forma equilibrada, a vida no planeta. Mas a velocidade das emissões e a quantidade de gases jogados na atmosfera pelas atividades humanas desde a revolução industrial são os grandes vilões do aquecimento global.

O Brasil, o desmatamento e o aquecimento Global

desmatamentoNo quebra-cabeça do clima, as florestas são um importante regulador global. Elas estabilizam os ciclos de água (hídricos) através da sua transpiração, resfriando e mantendo a circulação de água e nutrientes pelo planeta. São esses ciclos que garantem a água em nossas torneiras e os alimentos em nossa mesa. Outro aspecto importante é a influência na alteração da pressão atmosférica e padrões de chuva (precipitação).

  • A derrubada das florestas no Brasil faz o nosso país ocupar a 4ª posição no ranking global de emissores de gases do efeito estufa. Hoje, o desmatamento é responsável por cerca de 75% de nossas emissões de CO2. Produtos como carne e madeira são consumidos em sua grande parte pelo mercado nacional. O Brasil, portanto, tem parcela importante de responsabilidade na redução do aquecimento global. O Brasil, sendo a 9ª maior economia do planeta, é uma potência dentre os países emergentes e um líder nas negociações internacionais sobre mudanças climáticas. Devemos ser exemplo para um desenvolvimento justo e sustentável.

    As áreas desmatadas ficam cada vez mais distantes do Brasil urbano. Entretanto, é nas cidades que está a maior parte da população brasileira, e é nas cidades que os produtos extraídos de forma insustentável ou produzidos a partir da sua derrubada são consumidos.

fonte: WWF Brasil

A irresponsabilidade diária com os pequenos  consumos, o descarte irregular dos resíduos e o estímulo às práticas de degradação do meio-ambiente, podem gerar o fim da humanidade, o fim do recursos para vida na terra.

A Nasa continua estudando como chegar nos outros planetas…será um sinal?

A conquista da Raposa Serra do Sol

“Já acabou de passar o índio para trás, já acabou de passar o índio na escravidão, já acabou o índio de viver na miséria, na migalha, isso não existe mais. Tem que colocar uma política mais séria para os povos indígenas”. Dionito de Souza em entrevista no 9° FSM, em Belém, PA.

durante o 9° FSM, Belém do Pará. foto de Karla Maria
durante o 9° FSM, Belém do Pará. foto de Karla Maria

A Raposa Serra do Sol, após 30 anos de muitas lutas e mortes, conseguiu a demarcação contínua de suas terras. Segue abaixo a carta do Dionito José de Souza, Coordenador Geral do CIR, o Conselho Indígena de Roraima, em agradecimento a todos, que vestiram a camisa da Raposa Serra do Sol:

A Carta

O Conselho Indígena de Roraima (CIR), em nome de todas as comunidades da Raposa Serra do Sol e do Estado de Roraima, vem a público registrar o seu contentamento pela conclusão do julgamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF), da constitucionalidade da demarcação administrativa da referida terra indígena.

Para os povos indígenas de Roraima e de todo o Brasil, a decisão dos Ministros da Suprema Corte, coloca um ponto final num conflito que arrasta-se há mais de 30 anos e tornou-se caso emblemático da política indigenista nacional.

Reconhecer a demarcação em terras contínuas da Raposa Serra do Sol é garantir a vida física e cultural dos povos macuxi, wapichana, ingarikó, taurepang e patamona, habitantes ancestrais do norte do Brasil. Os índios da Raposa Serra do Sol, cidadão brasileiros culturalmente diferenciados, depositam toda a sua confiança no Estado Democrático de Direito e na Constituição da República Federativa do Brasil, que os ampara como povos detentores de direitos originários.

O CIR agradece aos Ministros do Supremo Tribunal Federal pelo julgamento, às organizações indígenas e indigenistas, e, instituições religiosas, que durante décadas acreditaram e apoiaram a luta pelo reconhecimento da terra, além das organizações do próprio Estado Brasileiro, especialmente a FUNAI, Ministério da Justiça, Ministério Público Federal e Presidência da República. Com a conclusão do julgamento, e a retirada dos ocupantes ilegais, o CIR acredita que as comunidades viverão em paz e poderão construir um futuro de desenvolvimento sustentável e harmônico com a natureza.

Parabéns a todos que acreditaram na justa luta pelo reconhecimento de Raposa Serra do Sol.

Dionito durante painel dos Missionários da Consolata, no FSM de Belém, PA. foto de Jaime Patias
Dionito durante painel dos Missionários da Consolata, no 9° FSM de Belém, PA. foto de Jaime Patias

Conheci Dionito no 9° FSM, pude ver em seus olhos,  e nos de tantos outros indígenas que lá se encontravam, que esta era uma luta por sobrevivência humana e cultural.

Ao lado da Universidade Federal Rural de Belém, havia uma escola que serviu de alojamento  para s cerca de 1350 indígenas, que participaram do fórum. Dionito estava lá e pude entrevistá-lo. Acomopanhe:

Dionito, você é coordenador do CIR – Conselho Indigenista de Roraima, qual o trabalho deste conselho?

O CIR trabalha em defesa da terra, com a saúde e educação, contra a violênvia, dizendo não à bebida alcoólica. O CIR é uma organização indígena sem fins lucrativos

 

Quantos indígenas há no Estado de Roraima?

Há 70 mil indígenas no Estado de Roraima entre eles, macuxi, wapichana, igaripó, pataman, sapará, yanomani…nós temos. Na Raposa Serra do Sol, nós temos uma população de19 mil indígenas.

 

Qual a sua expectativa quanto à decisão do Supremo Tribunal Federal, na demarcação contínua das terras da Raposa Serra do Sol?

Os povos indígenas não vão abrir mão das terras, o Supremo Tribunal Federal só tem que reconhecer o que já está na Constituição. Nós temos que ser ouvidos, somos pessoas, somos seres humanos, e precisamos conversar com o governo federal. Acreditamos que conversando, dialogando nós teremos um país mais justo e os povos terão seus direitos respeitados de fato.

 

E como se dá o convívio com os indígenas que não concordam com a demarcação contínua das terras da Raposa?

Essa é uma mentira que sai na mídia que tem indígena contra a Raposa Serra do Sol, o que existe lá são os invasores, os não indígenas, os arrozeiros que manipularam meia dúzia de indígenas, jogando uma garrafa de cachaça, dinheiro, meio quilo de arroz, aí eles se manifestam contra a Raposa Serra do Sol.

 

Como está a segurança na Raposa Serra do Sol?

A segurança não existe, a polícia estave lá no tiroteio de cinco de maio, no atentado do Paulo César, mas não fez nada.

 

entrevista de Karla Maria

Missionários à caminho do sul de Minas…

camiseta_consolata1Um grupo de Leigos Missionários da Consolata – LMC, se prepara para viver uma breve experiência de Missão, durante a Semana Santa. Entre os dias 04 e 12 de abril, sete leigos da Paróquia Nossa Senhora Consolata no Rio de Janeiro e de São Paulo, acompanhados por dois seminaristas IMC da Teologia, partirão para as cidades de Baependi e Varginha, no Sul de Minas, para celebrarem a Páscoa com as comunidades locais.

A atividade faz parte do programa de formação dos LMC e foi organizada em colaboração com os padres José Roberto da paróquia Santa Maria de Baependi, Jean Poul Hansen de São Sebastião em Varginha e Jaime C. Patias, responsável pela formação dos leigos no Instituto Missões Consolata – IMC. Para os trabalhos os leigos estão organizados em dois grupos.

O primeiro ficará em Baependi, cidade de aproximadamente 18 mil habitantes, de economia agropecuária, famosa pelo seu artesanato de bambú e palha, conhecida também por suas mais de 50 cachoeiras. A “cidade presépio”, que conserva seus casarões é destino de romarias de todo o Brasil. A antiga capela da Imaculada Conceição, construída por Nhá Chica, deu lugar ao Santuário de Nossa Senhora da Conceição, e hoje acolhe milhões de fiéis. Lá jazem os restos mortais da Serva de Deus, Nhá Chica, que em vida se dedicou à oração e à caridade e em breve será beatificada.

Já o outro grupo irá para Varginha, cidade “descoberta” por tropeiros e fundada em 1882, que hoje conta com aproximadamente 125 mil habitantes. O seu principal produto de comercialização e exportação é o café. O objetivo desta Missão é proporcionar aos leigos, que se encontram em formação, uma breve experiência em situações fora do seu convívio habitual. Partir para outras realidades faz parte do espírito da Páscoa de Jesus que, Ressuscitado, enviou seus discípulos em Missão. Além de auxiliar e participar nas celebrações da Semana Santa, a programação prevê visita às famílias, aos doentes e encontros de formação. Seguidores da espiritualidade do Bem-aventurado José Allamano, os Leigos Missionários da Consolata no Brasil estão organizados em três comunidades, no Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba.

Participam do grupo leigos e leigas, lideranças e agentes de pastoral nas comunidades, que se sentem chamados à vida missionária além-fronteiras.

As diferentes vozes da Igreja, amém!

Comparo a “minha” igreja católica, como um grande partido político e me desculpem meus amigos padres, religiosos e religiosas, pela falta de teoria baseada em nossos grandes teólogos, mas preciso esclarecer alguns pontos a todos aqueles e aquelas que insitem em julgar a Igreja católica Apostólica Romana, como uma Instituição acéfala e de apenas um ponto de vista, uma visão de mundo.

A Igreja constituída como tal, a mais de 2 mil anos possui pessoas de várias origens, culturas e percepções do que é ser cristão e de como ele deve agir e onde atuar na sociedade: “alguém que faz parte de uma pastoral comprometida com lutas sociais, como a Comissão da Pastoral da Terra (CPT) tem uma prática e opções diferentes de um membro de Opus Dei”, como afirma o estudioso Luiz Alberto Gómes de Souza, em seu artigo: As várias faces da Igreja Católica, publicado no Scielo.

Luiz tem muito mais propriedade do que eu para falar destas diferenças, que me parecem ser desconhecida pelos grandes meios de comunicação e consequentemente, pela população brasileira, que culturalmente se julga católica, mas mal sabe que “o tal” código canônico utilizado pelos bispos, em especial o reficense dom Dimas Lara Barbosa, não passa por uma reforma há muitos anos, e conta com a interpretação de cada, que o utiliza.

Sou a favor do aborto para os casos de risco de morte para a mãe, e quando a gravidez é fruto de uma violência brutal, assim como prevê a lei brasileura. Acredito ainda, que cada caso deve ser estudado pela justiça brasileira e não pela Igreja, uma vez que estamos num estado laico, constituído por cidadãos de várias religiões e ateus. 

Isso não impede, todavia, da Igreja através de suas vozes se colocar diante dos fatos, se opondo ao que julgar incorreto e apoiando aquilo que lhe convir, ou não estamos num Estado democrático?

Uma das vozes da Igreja se coloca ao lado da equipe médica que realizou o aborto, abaixo segue a posição da direção Nacional do CEBI – Centro de Estudos Bíblicos.

CEBI divulga nota sobre caso da menina de Recife
Segunda-feira, 9 de março de 2009 – 7h43min
por CEBI

Escolhe, pois a vida! Violência contra mulheres e crianças e excomunhão.

 A Direção Nacional do Centro de Estudos Bíblicos (CEBI) manifesta-se solidária com a mãe, os médicos e demais pessoas envolvidas na interrupção da gravidez de uma menina de 9 anos, que foram excomungados da Igreja Católica Apostólica Romana (ICAR) pelo arcebispo de Olinda e Recife, D. José Sobrinho.

A intervenção médica, neste caso, está duplamente amparada pela legislação brasileira: além da situação de estupro pelo padrasto, a criança corria risco de danos irreparáveis à saúde e até mesmo de morte.
A interrupção da gravidez foi uma decisão tomada para uma situação extraordinária, e, portanto, foi uma escolha inquestionável a favor da vida. Nesse sentido, vale lembrar as palavras de Jesus ao ensinar que as instituições existem para as pessoas e não o contrário. Jesus sempre lembra de que “a pessoa não foi feita para o sábado, mas o sábado para a pessoa” (Mc 2,27).

A igreja, como disse o bispo “não pode trair o princípio de defender a vida desde o seu início até o seu fim”. Neste caso, todas aquelas pessoas que defenderam a menina de 9 anos, realizando o procedimento cirúrgico, mantiveram-se fiéis a este princípio, oferecendo-lhe a oportunidade de continuar sendo criança e de buscar refazer a sua vida tão brutalmente atingida por uma pessoa de sua convivência íntima.

O CEBI entende também que, ao dar acento para o ato unilateral da excomunhão, esvazia-se a verdadeira questão que o caso da menina revela: que a violência masculina intrafamiliar continua a vitimar milhões de mulheres e crianças todos os dias neste país.

Este aliás é o tema da CF-2009 da ICAR neste ano! É contra esta violência, que aniquila a vida e a dignidade femininas, que se devem levantar as vozes e ser tomadas as medidas necessárias para seu combate, tanto pelo poder público como por toda a sociedade e sua mídia e, inclusive, as igrejas.

“Escolhe, pois, a vida” (Dt 30,19). E viverás….
São Leopoldo, 8 de março de 2009

Mulher…

“Não sou atriz, modelo, dançarina…meu buraco é mais em cima..porque nem toda feiticeira é corcunda, nem toda brasileira é bunda, meu peito não é de silicone…sou mais macho que muito homem”

O endereço deste blog é kmspagu, traduzindo meu nome + pagu, uma homenagem a uma mulher que se destacou em seu tempo, enfrentou alguns tabus e não teve medo, ou melhor teve coragem de ser simplesmente quem era.

Fica também minha homenagem à todas as PAGUS deste país, que lutam por seus filhos, por sua terra, por seus empregos e trabalhos, por seus sonhos e desejos, por seus homens e por suas mulheres, por sua dignidade e felicidade, pela justiça e pela paz, pela natureza e pela certeza de que ser mulher é acordar a cada dia disposta a florir um deserto.

Folha de S. Paulo admite: uso da expressão ditabranda foi um erro

“Vim aqui em nome de meus filhos e netos, que precisam saber a verdade. Ditadura é ditadura. Ditabranda é a porra”, leitor da folha Adílson Sérgio.
O diretor de redação do jornal Folha de São Paulo, Otavio Frias Filho, afirmou que o uso da expressão “ditabranda”, no editorial do dia 17 de fevereiro, foi um erro. A Folha de São Paulo havia usado a expressão para caracterizar o regime militar brasileiro, vigente de 1964 a 1985. Mas, após uma manifestação feita no último sábado (7), em frente à sede do jornal, Frias admitiu o erro e afirmou que “todas as ditaduras são igualmente abomináveis”.

A Manifestação, 07 de marçosite da Adital

de André Cintra.

Cerca de 500 pessoas denunciaram os laços íntimos entre a família Frias, proprietária do jornal, e a ditadura militar (1964-1985). Fizeram mais: renderam homenagens às vítimas dos “anos de chumbo” e rechaçaram o termo “ditabranda”, evocado pela Folha para relativizar o regime totalitário. Eram ex-presos políticos e familiares de vítimas da ditadura, lideranças partidárias, ativistas dos mais diversos movimentos da sociedade civil e de organizações não-governamentais.

“Vim aqui em nome de meus filhos e netos, que precisam saber a verdade. Ditadura é ditadura. Ditabranda é a porra”, disparou, indignado Adilson Sérgio.

Antes do ato, a Rua Barão de Limeira já estava tomada por faixas e cartazes que antecipavam o tom do protesto. “Folha, ditabranda nunca existiu. Ditadura nunca mais”, dizia uma das faixas. “De rabo preso com o feitor”, ironizava um cartaz. “‘Ditabranda’? No dos outros é refresco”, enunciava uma mensagem mais audaciosa.

“Com esse ato, queremos estimular a sociedade a sair da afasia, da letargia”, explicou o presidente do MSM, Eduardo Guimarães, antes de ler para o público o manifesto “Pela Justiça e pela Paz no Brasil”. Segundo Eduardo, “depois de 20 anos de ditadura, as pessoas no Brasil têm medo de se manifestar. Mas não podemos ficar quietos”.

fonte: adital.org.br, RádioagêncianciaNP

Cebs em defesa da vida, em defesa da Amazônia

12° Intereclesial de CEBs...que ouçam o grito que brota da Amazônia
12° Intereclesial de CEBs...que ouçam o grito que brota da Amazônia

Neste final de semana  (7 e 8 de março) estarei em Itatiba participando e cobrindo o Encontro Regional das CEBs – Comunidades Eclesiais de Base, do Estado de São Paulo.

São esperadas aproximadamente 350, que irão se encontrar em preparação para o 12° Encontro Nacional, chamado de Intereclesial, que acontecerá de 21 a 25 de julho em Porto Velho, nesta ocasião, as CEBs de todo o Brasil estarão representadas e vão refletir sobre o tema “CEBs Ecologia e Missão – Do Ventre da Terra o grito que vem da Amazônia”.

Os Intereclesiais mantém viva a memória da caminhada da Igreja e suas lutas.” A partir deles, historiadores futuros poderão recuperar muito da trajetória concreta da vida de nossa Igreja num dos seus tecidos mais vivos.” Secretariado do 10° Intereclesial.

CEBS – Comunidade Eclesiais de Base

Encontro de Formação das CEBs - São José dos Campos
Encontro de Formação das CEBs - São José dos Campos / foto Karla Maria

As CEBs surgiram das decisões do Concílio Vaticano II, realizado na primeira metade da década de 60, que colocou como prioridade para a igreja a “opção preferencial pelos pobres”. Estas comunidades se posicionam no cenário eclesial e político sempre em defesa dos mais pobres, fortalecendo um perfil de Igreja mais encarnada, comprometida com a vida e a libertação do Povo de Deus.

“Embora experimentando tensões, não se isolaram da Igreja Católica e procuraram permanecer fiéis aos princípios evangélicos. A fidelidade à Instituição não implica, todavia, ausência de análises críticas a seus modelos tradicionais” site das CEBs Sul 1.

Hoje, dados oficiais da CNBB indicam que existem mais de 100 mil CEBs espalhadas no Brasil; seus encontros refletem a atuação do cristão diantes das situações e problemáticas em que a sociedade está inserida. Temas como a responsabilidade ecológica, escolha de políticos entre tantas outras lutas de trabalhadores, camponeses e indígenas.

fontes: CNBB, CebsSul1

Queimem os livros porque o Collor assume presidência da Comissão de Infraestrutura do Senado

O ex presidente, afastado Fernando Collor de Mello (PTB-AL) venceu nesta quarta-feira a queda-de-braço com a senadora Ideli Salvatti (PT-SC) pela presidência da Comissão de Infraestrutura do Senado. Collor foi eleito com 13 votos contra dez recebidos por Ideli, numa disputa que dividiu aliados do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) e o grupo de Ideli.

o que fizeram com os livros da hitória recente deste país?
o que fizeram com os livros da história recente deste país?

Para digerir mais esta “dança” entre os lobos…vamos ler o Notícias do Planalto”, do Mario Sergio Conti, jornalista que mostra quem decide o quê – e como – na grande imprensa brasileira.

O livor analisa de que maneira os principais jornais, revistas e emissoras de TV do país cobriram a ascensão e a queda de Fernando Collor. Onde estão os professores de história? Será que eu deveria terminar este curso…

fonte: FolhaOnline, Reuters.br

um esclarecimento pertinente…Jackson Lago X Roseana Sarney

Jackson Lago e Roseana Sarney, a política a serviço do poder. Foto de março de 2008
Jackson Lago e Roseana Sarney, a política a serviço do poder. Foto de março de 2008

Por cinco votos a dois, o Tribunal Superior Eleitoral cassou o mandato do até então, governador do Maranhão Jackson Lago. O tribunal concluiu por prática de abuso de poder econômico e compra de votos na campanha eleitoral realizada por ele em 2006, quando se elegeu governador.

A denúncia contra Lago foi feita pela coligação que apoiou a candidata Roseana Sarney, filiada à época no PFL e hoje no PMDB. A senadora, filha do presidente do Senado José Sarney (PMDB-AP), é atualmente líder do governo Lula no Congresso e assumirá o governo do Maranhão, por ter conquistado o 2° lugar nas eleições anteriores.

A denúncia contra Lago menciona doações irregulares de cestas básicas e kit salva-vidas para moradores da baía de São Marcos, em São José de Ribamar, além de transferência de recursos públicos, de mais de R$ 700 mil, para uma associação de moradores de Grajaú.

Há também menção a uma suposta apreensão de R$ 17 mil pela Polícia Federal, em Imperatriz. O valor, segundo a coligação de Roseana, teria sido utilizado para a compra de votos. Distribuição de combustível e material de construção completam a lista das irregularidades eleitorais.

Os “poderosos” insistem com a dança das cadeiras no poder e nós pobres eleitores é quem temos que segurar o rebolado dia-a-dia.

Entidades da sociedade civil e movimentos sociais, entretanto, denunciam que o processo de cassação seria uma tentativa de golpe da família do presidente do Senado, pois, com Lago deixando o cargo, Roseana assume e recupera o poder da família no Maranhão.

Apoio popular

A fim de denunciar a tentativa de golpe, diversas organizações do Maranhão têm se mobilizado e demonstrado apoio a Lago. A ação mais forte ocorreu em dezembro de 2008, quando foi montado o acampamento “Balaiada” em frente ao Palácio dos Leões.

fonte: Reuters.br, FolhaOnline, Brasil de Fato