Mulher…

“Não sou atriz, modelo, dançarina…meu buraco é mais em cima..porque nem toda feiticeira é corcunda, nem toda brasileira é bunda, meu peito não é de silicone…sou mais macho que muito homem”

O endereço deste blog é kmspagu, traduzindo meu nome + pagu, uma homenagem a uma mulher que se destacou em seu tempo, enfrentou alguns tabus e não teve medo, ou melhor teve coragem de ser simplesmente quem era.

Fica também minha homenagem à todas as PAGUS deste país, que lutam por seus filhos, por sua terra, por seus empregos e trabalhos, por seus sonhos e desejos, por seus homens e por suas mulheres, por sua dignidade e felicidade, pela justiça e pela paz, pela natureza e pela certeza de que ser mulher é acordar a cada dia disposta a florir um deserto.

Folha de S. Paulo admite: uso da expressão ditabranda foi um erro

“Vim aqui em nome de meus filhos e netos, que precisam saber a verdade. Ditadura é ditadura. Ditabranda é a porra”, leitor da folha Adílson Sérgio.
O diretor de redação do jornal Folha de São Paulo, Otavio Frias Filho, afirmou que o uso da expressão “ditabranda”, no editorial do dia 17 de fevereiro, foi um erro. A Folha de São Paulo havia usado a expressão para caracterizar o regime militar brasileiro, vigente de 1964 a 1985. Mas, após uma manifestação feita no último sábado (7), em frente à sede do jornal, Frias admitiu o erro e afirmou que “todas as ditaduras são igualmente abomináveis”.

A Manifestação, 07 de marçosite da Adital

de André Cintra.

Cerca de 500 pessoas denunciaram os laços íntimos entre a família Frias, proprietária do jornal, e a ditadura militar (1964-1985). Fizeram mais: renderam homenagens às vítimas dos “anos de chumbo” e rechaçaram o termo “ditabranda”, evocado pela Folha para relativizar o regime totalitário. Eram ex-presos políticos e familiares de vítimas da ditadura, lideranças partidárias, ativistas dos mais diversos movimentos da sociedade civil e de organizações não-governamentais.

“Vim aqui em nome de meus filhos e netos, que precisam saber a verdade. Ditadura é ditadura. Ditabranda é a porra”, disparou, indignado Adilson Sérgio.

Antes do ato, a Rua Barão de Limeira já estava tomada por faixas e cartazes que antecipavam o tom do protesto. “Folha, ditabranda nunca existiu. Ditadura nunca mais”, dizia uma das faixas. “De rabo preso com o feitor”, ironizava um cartaz. “‘Ditabranda’? No dos outros é refresco”, enunciava uma mensagem mais audaciosa.

“Com esse ato, queremos estimular a sociedade a sair da afasia, da letargia”, explicou o presidente do MSM, Eduardo Guimarães, antes de ler para o público o manifesto “Pela Justiça e pela Paz no Brasil”. Segundo Eduardo, “depois de 20 anos de ditadura, as pessoas no Brasil têm medo de se manifestar. Mas não podemos ficar quietos”.

fonte: adital.org.br, RádioagêncianciaNP