Fé e Política se unem em Ipatinga, MG

Nos dias 28 e 29 de novembro, a cidade de Ipatinga em Minas Gerais, acolherá o 7° Encontro Nacional de Fé e Política. Ipatinga vem da língua tupi e significa “Pouso de Água Limpa”, e é neste local que os partipantes vão refletir sobre o tema: “Cuidar da Vida: Espiritualidade, Ecologia e Economia”.

O Movimento Nacional Fé e Política espera que mais de 6.000 pessoas de todas as regiões do Brasil, participem do evento. O objetivo do do Encontro é lutar pela construção de uma sociedade alternativa ao capitalismo neoliberal, disseminando a reflexão política, a vida espiritual e a subjetividade daqueles que estão comprometidos com a prática política e social. Aqueles que abraçam a causa do movimento rejeitam os valores individualistas e de absolutização do mercado, defendendo a solidariedade, cooperação e o direito de todos à vida em plenitude. Lutam por uma sociedade socialista.

Para os militantes, as classes populares são o principal sujeito de sua história. O Movimento de Fé e Política pretende propiciar aos cristãos engajados na política um espaço de reflexão das atividades à luz da fé, dos valores evangélicos e dos deságios dessa realidade marcada pela crescente pobreza e exclusão.

O Movimento – Surgido no final da década de 80 com o intuito de reunir grupos informais de reflexão, o Movimento Nacional Fé e Política reúne grupos cristãos engajados na política à luz da fé cristã. O Movimento tem cunho ecumênico e está aberto a todas as pessoas que consideram política a dimensão fundamental da vivência de sua fé. De acordo com Teresinha Toledo, uma das coordenadoras, o movimento é um espaço de reflexão da fé e política. “Nós nunca nos preocupamos em ser entidade. Nós apenas animamos e fortalecemos a reflexão do assunto”, esclarece.

O sociólogo Pedro Ribeiro de Oliveira, membro da Coordenação Nacional explica que o Movimento Nacional Fé e Política “foi motivado pela preocupação de assessores das Comunidades de Base e das pastorais sociais entre os anos de 1985 e 1987 a partir de um texto do teólogo Clodovís Boff sobre os cristãos e a política, escrito para preparar o 6º Encontro Intereclesial das CEBs. Esse foi o começo da história. Nós já tínhamos uma preocupação sobre a questão, mas aquele artigo provocou um debate. Então pessoas ligadas ao Centro de Direitos Humanos de Petrópolis, entre eles Leonardo Boff, Márcia Miranda e Adair Rocha, promoveram alguns encontros com intelectuais, políticos e assessores de CEBs” No dia 24 de junho de 1989, realizou-se no Rio de Janeiro um encontro maior com umas 30 pessoas. Na altura foram estabelecidas três prioridades: a formação em termos de pensamento, com a criação de um Caderno de Fé e Política; a questão da espiritualidade, o nosso jeito de rezar e criar laços de solidariedade entre as pessoas.

Histórico – O 1º Encontro aberto para todos aconteceu no ano 2000, em Santo André, SP, com a participação de quase 3.000 pessoas. Em 2002, o 2º Encontro foi em Poços de Caldas, MG, com 4.o00 participantes. O 3º Encontro em 2003, em Goiânia, GO, reuniu 6.000 pessoas. Em Londrina, PR, no 4º Encontro de 2005 participaram 5.000 pessoas. Em 2006 o 5º Encontro de Fé e Política aconteceu em Vitória, ES com 4.000 participantes e o 6º foi realizado em Nova Iguaçu, Baixada Fluminense, RJ, em 2007 com 5.000 pessoas e e 2009 desembarga em Ipatinga, MG.

Estarei em Ipatinga acompanhando o Encontro, postarei por aqui  as novidades…

Ministério do Trabalho vai abrir frente de discussão sobre registro de jornalistas

Desde a decisão do Supremo Tribunal Federal, pela não obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo, o Ministério do Trabalho não emite mais registro para a categoria.  A pasta aguarda análise de sua consultoria jurídica para saber que parâmetros adotar em relação à emissão do registro profissional do jornalista.

“Vamos abrir frentes de discussão para saber que rumos devemos tomar”, conta o coordenador de Comunicação do ministério, Max Monjardim. Nesta quarta-feira, o ministro Carlos Luppi recebeu o presidente da FENAJ – Federação Nacional de Jornalistas Sérgio Murillo de Andrade, que esclareceu: o ministro deixou claro que não vai abrir mão de continuar controlando a expedição dos registros”.

Luppi, segundo o presidente da Fenaj, entende que o jornalismo é uma profissão regulamentada e por isso é prerrogativa do Poder Executivo controlar a emissão de registros.

O ministro deve receber novamente a Fenaj em 15/12, para dar continuidade à conversa.  Ele também vai consultar a Advocacia Geral da União (AGU) sobre a questão.

TRAMITAÇÃO DA PEC

Na Câmara dos Deputados, a PEC é de autoria do deputado Paulo Pimenta (PT-RS) e foi aprovada em 11/11; já no  Senado Federal a PEC não pode ser votada hoje (25/11), graças a ausência de seu autor, o senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE).

O CAMINHO DE UMA PEC: Proposta de Emenda à Constituição é uma atualização, um emendo à Constituição Federal. É uma das propostas que exige mais tempo para preparo, elaboração e votação, uma vez que modificará a Constituição Federal. Em função disso, requer quórum quase máximo e dois turnos de votação em cada uma das Casas legislativas, Câmara dos Deputados e Senado Federal.

CÂMARA DOS DEPUTADOS – 1)  CCJ

Quando uma PEC chega ou é criada na Câmara dos Deputados, ela deve ser enviada, antes de tudo, para a CCJ – Comissão de Constituição e Justiça e de Redação. É nesse ponto que começa seu caminho pela Câmara, a chamada tramitação, rumo à aprovação.

A CCJ dirá apenas em, no máximo, cinco sessões se a proposta pode ou não ser aceita. Se aceita, diz-se que sua admissibilidade foi aprovada e passa-se para, então, para a Comissão Especial.

Se não preencher os requisitos exigidos pela Constituição, a comissão decide pela sua inadmissibilidade. Quando isso ocorre, a carreira da PEC na Câmara acabou. Ela irá para o arquivo. Nesse caso, diz-se que a decisão da CCJ tem caráter terminativo, é uma proposta inconstitucional que não irá a Plenário.

A PEC em questão, deixa de ser examinada, a não ser em um único caso, quando o autor da proposta pede sua apreciação preliminar pelo Plenário. Nesse caso, ele precisará do apoio de um terço do total dos deputados que vão decidir apenas se a proposta pode ou não ser admitida.

Para dar o parecer da CCJ, isto é, para dizer se a proposta é constitucional ou não, nomeia-se um relator. Ele decidirá pela admissibilidade integral, admissibilidade com emendas ou pela inadmissibilidade. As emendas só serão aceitas se visarem apenas corrigir erros da proposta que impedem a admissibilidade. Dizemos então, que a emenda tem caráter saneador.

O relator lerá seu texto, em uma sessão da CCJ, iniciando-se logo em seguida a discussão. Os deputados podem querer mais tempo para examinar a proposta. Pedirão, para isso, concessão de vista, que será concedida pelo prazo de duas sessões. Se o plenário achar que a discussão já foi suficiente, poderá decidir pelo encerramento dela se pelo menos dez deputados já tiverem falado.

Se as sugestões forem pertinentes, o relator pode fazer alterações na proposta original e fazer as mudanças sugeridas. O parecer do relator poderá ser rejeitado, aprovado apenas em parte ou aprovado na íntegra.

Se rejeitado, o presidente da comissão nomeia outro relator, que será encarregado de redigir o texto sobre a posição majoritária da comissão. Se for aprovado apenas em parte, por meio da aprovação de destaque, isso significa que alguma emenda foi rejeitada ou que uma parte da proposta original foi suprimida porque continha erros. Se for aprovado na íntegra, será considerado o parecer oficial da comissão. Encerra-se, assim, a tramitação da proposta na CCJ.

2) Comissão Especial

Aprovada na CCJ, o presidente da Câmara cria uma Comissão Especial para o chamado exame de mérito, que tem prazo de 40 sessões ordinárias para analisar o texto. A Comissão Especial tem um presidente e três vice-presidentes, eleitos por seus pares. Entre as atribuições de uma Comissão Especial está a de analisar uma proposta de emenda à Constituição.

Nas dez primeiras sessões, os deputados têm a oportunidade de apresentar emendas ao projeto do governo apenas se tiverem apoio de pelo menos um terço da composição da Câmara (171 deputados) por emenda apresentada.

O parecer da Comissão Especial será apenas uma sugestão, uma indicação para orientar a decisão do Plenário da Câmara. Por isso, a aprovação do parecer do relator na Comissão Especial não exige o chamado quórum qualificado de três quintos obrigatórios para a votação, no Plenário, de qualquer emenda à Constituição.

Na Comissão Especial, bastará que a proposta tenha a aprovação da maioria dos votos dos presentes. Mas, para ser votado o parecer da Comissão Especial, será exigida a presença da maioria dos integrantes da comissão.

O relator faz, então, um parecer, que pode ser de aprovação total, rejeição total ou parcial, emendas pontuais e substitutivo. Se aceito, diz-se que a admissibilidade foi aprovada e, então, nomeia-se um relator.

3) Plenário da Câmara

Aprovada na comissão, a PEC está pronta para votação em plenário. Entretanto, há algumas regras a serem seguidas. É necessária a aprovação em dois turnos, com espaço de pelo menos cinco sessões entre um turno e outro. Esse prazo é chamado de interstício.

Para ser aprovada, a proposta deverá obter os votos de três quintos, no mínimo, do número total de deputados da Câmara em cada turno da votação. Ou seja, aprovação de 308 dos 513 deputados. A esse quórum que aprovar emendas à Constituição, dá-se o nome de quórum qualificado.

Após a aprovação da proposta em segundo turno, ela deverá também voltar à Comissão Especial para a redação final do que foi aprovado. Se for o caso, poderão ser propostas emendas de redação.

A votação da redação final pelo Plenário deverá ocorrer após o prazo de duas sessões, contado a partir de sua publicação ou distribuição em avulsos.

SENADO FEDERAL–  1) CCJ

O Presidente da Câmara mandará a proposta aprovada para o Senado onde tramitará segundo as regras de seu Regimento Interno que é diferente do da Câmara. No Senado, a proposta irá apenas para a Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJ), que dará parecer sobre todos os seus aspectos. O Regimento do Senado não distingue admissibilidade e mérito. A comissão tem prazo de 30 dias para dar o parecer.

Para propor emendas, a Comissão deve ter a assinatura de pelo menos um terço do Senado.

2) Plenário do Senado

Aprovada na CCJ, a proposta segue diretamente para o plenário, que abre prazo de cinco sessões para discussão. A aprovação também se dá em dois turnos, com votação favorável mínima de 60% dos senadores em cada um dos turnos. É necessário, na legislatura atual, aprovação de 49 dos 81 senadores. O intervalo entre as votações é de no mínimo cinco dias.

Durante a discussão em segundo turno apenas emendas que não alterem o mérito da proposta poderão ser apresentadas. Outras emendas poderão ser apresentadas durante a discussão da proposta no Plenário em primeiro turno. Essas emendas deverão ser assinadas pelo menos por um terço dos senadores.

O Senado poderá rejeitar a proposta, propor alterações ou aprová-la integralmente:

Rejeitar a proposta – a PEC é mandada para o arquivo e não poderá mais ser apresentada na mesma Legislatura. Dizemos que está com impedimento constitucional.

Propor alterações – a matéria retornará à Comissão Especial da Câmara para a apreciação das alterações. Volta-se, então, praticamente ao mesmo ponto de partida da tramitação, já que as emendas deverão seguir o mesmo procedimento da proposta original.

Aprová-la integralmente – a Câmara será comunicada e deverá ser convocada sessão do Congresso para a promulgação.

O ato final: a Promulgação

Caso a PEC que saiu da Câmara não tenha sido alterada pelo Senado, o texto é promulgado em sessão no Congresso pelo Presidente da República e entra, então, em vigor.

Fontes: Comunique-se, Terra.com, Senado Federal, Câmara dos Deputados

“Estou na batalha e não vou desanimar”

Recebi um comentário neste blog,  sobre uma matéria que fiz na P2 – Penitenciária de Franco da Rocha em 31 de agosto, com o título O amor persiste, além das grades em Franco da Rocha.

O comentário foi escrito por um ex-preso, que no modo politicamente correto, chamamos de reeducando. Eu estou falando do Paulo, que agora procura se reinserir na sociedade. Ele tá mandando um recado, minha obrigação é repassar:

Paulo M. dos Santos Jr. Novembro 23, 2009 às 12:44

Adorei sua matéria sobre a P2 de Franco da Rocha. O sofrimento lá é grande, só sabe quem passou por lá, ainda mais quem não tem ninguém ao seu lado para acompanhar e compartilhar os seus sonhos de vida. A sociedade julga e fala que não tem retorno, mas não dá uma chance para nós, reeducandos monstrarmos ao contrário. Eu sei disso porque passei por lá, em meados de 2007 e hoje, graças a Deus estou deste lado, tentando me reintegrar na sociedade, mas como sempre no aguardo de uma oportunidade, estou na batalha e não vou desanimar. Agradeço por matérias sobre nós, reenducandos.

É isso ai Paulo, obrigada por ser leitor do Ká entre nós… e  está feito o convite eim, vamos contar a tua história! Abraços. KM

Conferência Estadual de Comunicação de SP

Construção coletiva de políticas públicas para uma comunicação mais democrática e plural. Um exercício de cidadania.

Karla Maria| Terezinha Vicente, Sérgio Miletto e deputado Simão Pedro

Os trabalhos do segundo dia da Confecom – 1° Conferência Paulista de Comunicação foram retomados, neste sábado (21/11), no auditório Juscelino Kubistchek, da Assembléia Legislativa do estado de São Paulo. Estavam presentes representantes das conferências municipais de todo o estado, da sociedade civil empresarial e não empresarial, bem como o poder público, representados pelos deputados: Rui Falcão, Emir Chedid, Simon Pedro e Luiza Erundina, estiveram presentes também, o vereador José Américo e o senhor Marcelo Bechara, presidente da Conferência Nacional de Comunicação.

Antes dos GTs – Grupos de Trabalhos, onde foram deliberadas as propostas para a etapa nacional da Conferência de Comunicação, os participantes acompanharam painéis contextuais. O primeiro sobre os Princípios da Comunicação, contou com a assessoria de Lurdinha Rodrigues (sociedade civil não empresarial), Joaquim Palhares (sociedade civil empresarial) e o professor Laurindo Leal Filho (poder público).

Durante sua explanação, Joaquim Palhares, idealizador da revista Carta Maior,  afirmou que o Brasil precisa construir um conjunto de políticas públicas de comunicação, que sejam compatíveis à 5° economia do mundo e apresentou exemplos de políticas públicas de comunicação pelo mundo, que contribuem para a democratização de seus países, como a Lei de Rádio Difusão da Argentina, a regulação de conteúdo – “ombudsman público” – no Uruguai e a Lei Resort na Venezuela.

Por volta das 12h30, foram realizados três painéis simultâneos sobre cada um dos eixos que norteiam todo o processo da Confecom: Produção de Conteúdo, Meios de Distribuição e Cidadania: Direitos e Deveres. Depois dos painéis, os GTs reuniram-se por mais de cinco horas para o debate e a sistematização das propostas de políticas públicas para a comunicação no Brasil, que serão apresentadas na Plenária Final, que acontecerá neste domingo (22/11), às 13h.

Segundo o Regimento Interno da 1° Confecom, apenas as moções poderão serão votadas, já as propostas construídas, tanto nas conferências municipais, quanto na estadual, serão encaminhadas para a Conferência Nacional, que será realizada em Brasília de 14 a 17 de dezembro de 2009.

A Conferência de São Paulo, encerra seus trabalhos com a eleição e homologação dos delegados à 1° Confecom Nacional e Plenária para a apresentação de propostas e aprovação de moções.

Conferências de Comunicação se espalham pelo Brasil

Karla Maria | abertura da Conferência de Comunicação - SP, 20/11

Neste final de semana, 12 estados se preparam para a Conferência Nacional de Comunicação, são eles: Mato Grosso, Sergipe, Alagoas, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, São Paulo, Roraima, Goiás, Ceará e Distrito Federal. A etapa nacional acontecerá de 14 a 17 de dezembro de 2009 em Brasília.

Em São Paulo, representantes do poder público e da sociedade civil, iniciaram seus trabalhos no Sindicato dos Bancários e Financeiros, localizado no centro de São Paulo. Até as 20h da sexta-feira, a CONFECOM – Conferência Estadual de Comunicação contava com 447 participantes credenciados, sendo 148 da sociedade civil, 40 representantes do poder público e 259 representantes da sociedade civil empresarial. As atividades da Conferência paulistana acontecerão durante o fim de semana, na Assembléia Legislativa, e o credenciamento será encerrado às 12h deste sábado.

A CONFECOM é um espaço onde os cidadãos e as cidadãs, brasileiros/as apresentam suas demandas e propostas para políticas públicas de comunicação, sendo norteada por três eixos temáticos: I. Produção de Conteúdo, II. Meios de Distribuição e III. Cidadania: Direitos e Deveres.

Segundo a Comissão Pró-Conferência composta por 39 membros das mais diversas entidades sociais e empresariais ligadas à comunicação, os cerca de 40 milhões de habitantes do estado serão representados em Brasília por 84 delegados(as). Sendo que as vagas serão, de acordo com o regimento interno da CONFECOM, preenchidas por segmento: 20% para o poder público, 40% representantes da sociedade civil e outros 40% para representantes da sociedade civil empresarial.

Desde 1941 são realizadas Conferências no Brasil, e esta é a 1° vez, que uma Conferência Nacional de Comunicação se efetivará, por exigência de decreto presidencial em 20 de abril deste ano. No Estado de São Paulo, a convocação ficou a cargo da Assembléia Legislativa, uma vez que o governo se omitiu diante do processo de discussão e debate preparatório para a etapa Nacional.

Luiz Melodia embala Cosciência Negra na Sé

foto: Karla Maria| Praça da Sé, 20/11/09

A Praça da Sé foi palco de uma festa nesta sexta-feira (20),  feriado do Dia da Consciência Negra. Em memória a  Zumbi dos Palmares, maior líder da história dos negros no Brasil.

Às 19h desta sexta-feira, paulistanos de todo o canto da capital, aplaudiam o cantor Luiz Melodia e Quinteto em Branco e Preto, com repertório de musicas clássicas e tradicionais.

Acompanhavam homens e mulheres de todas as cores, brasileiros: brancos, negros, amarelos e mulatos. Havia ainda, jovens, terceira idade, bolivianos, gente bem vestida e gente muito pobre. Uma festa, de fato democrática, com gente de toda a cor e de toda a história. Espelho de São Paulo, espelho do Brasil.

O público, mesmo com a chuva fina, aguardava ainda a presença de Elza Soares.

Tomada de Consciência

O dia 20 de novembro, é um covite para a tomada de consciência. Feriado em centenas de cidades pelo Brasil e em todo o estado do Rio de Janeiro, a data é uma tentativa de reparar os séculos de preconceito e hipocrisia com os afrodescendentes deste país, mas mais do que isso, é dia de debate e reflexão. Quem somos nós, povo brasileiro? Que  país queremos para aqueles que virão e assumirão nossos lugares?

É nesta data tão relevante para a construção da identidade do brasileiro, que os movimentos sociais do Estado de São Paulo, organizados sem o apoio de seu governo, iniciam os trabalhos da 1° Conferência Estadual de Comunicação. A Etapa é preparatória para a Conferência Nacional, que acontecerá de 14 a 17 de dezembro, em Brasília.

Nesta sexta-feira (20/11) será realizado o ato solene de abertura da Etapa, na Quadra dos Bancários, localizado à Rua Tabatinguera, n° 192, Centro. Já nos dias 21 e 22/11, sábado e domingo, a Conferência será na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP), na Avenida Pedro Álvares Cabral, n° 201, próximo ao Parque Ibirapuera, em São Paulo.

Programação da 1ª Conferência Paulista de Comunicação

Dia 20/11 (Quadra dos Bancários) 16h – Abertura do credenciamento 18h – Abertura da Etapa com leitura e a aprovação do regulamento interno da Confecom-SP. 20h – Ato solene de abertura, com falas dos três segmentos (poder público, sociedade civil empresarial e sociedade civil não-empresarial) e celebração do Dia da Consciência Negra.

Dia 21/11 – ALESP Das 8h às 12h – credenciamento 8h30 às 10h – Painel sobre princípios da comunicação 10h às 12h – Painéis simultâneos e debate sobre cada um dos três eixos temáticos (três mini-plenárias com representantes dos três segmentos em cada uma). 12h – Almoço 13h30 às 18h30 – Grupos de Trabalho (GT’s) por eixo temático – debates e levantamento de propostas. 18h30 às 20h – Reunião da relatoria (sistematização das propostas por eixo).

Dia 22/11 – ALESP 8h30 às 11h – Finalização dos GTs – Debate das propostas de âmbito estadual e nacional. 11h – Eleição e homologação dos delegados à 1ª Confecom Nacional. 12h – Almoço 13h30 às 16h – Plenária para apresentação das propostas e aprovação das moções.

Lula pede o fim do monopólio midiático no Brasil

O presidente Lula afirmou que o país precisa estabelecer um sistema de meios de comunicação em que haja “menos monopólio” e mais diversidade de informação, informa a agência ANSA.

“Quanto mais televisões houver, quanto mais jornalismo e programação cultural, mais o debate político  fortalecerá a democratização da comunicação”, ressaltou Lula durante uma visita à Rede TV. As declarações do presidente foram entendidas, pelos jornais do Brasil, como uma alusão às Organizações Globo, poderoso grupo de comunicação do país – o maior da América do Sul.

Em outra matéria, a ANSA informa que Lula quer fazer uma revisão da legislação de licença para televisões. O PT considera que a regra atual é “anacrônica e autoritária”, já que “privilegia grupos comerciais em detrimento dos interesses da população”.

A preocupação do presidente, com relação à comunicação do país não é de hoje. Em abril deste ano, ele decretou a realização da 1° Conferência Nacional de Comunicação, que esta com data marcada para os dias 14, 15, 16 e 17 de dezembro de 2009, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília. Com o tema “Comunicação: meios para construção de direitos e de cidadania na era digital”, o evento conta com a participação de delegados das Conferências Estaduais, que participaram dos processos de reflexão e debate em suas conferências municipais.

Na cidade de São Paulo, a CONFECOM aconteceu na Câmara dos Vereadores. Reuniu mais de 170 pessoas da sociedade civil e representantes do poder público, como a deputada estadual Luiza Erundina, aclamada pela plenária. Se fez presente também, o presidente do Sindicato dos Jornalistas de SP, José Augusto de Oliveira Camargo, que levou consigo o apoio da CONFECOM paulistana, em relação à obrigatoriedade do diploma.

Grupo de Trabalho - Políticas Públicas de Comunicação para SPCentrado em três eixos temáticos, a Confecom fomentou dicussões e propostas em torno de: “Produção de Conteúdo”; “Meios de Distribuição”; e “Cidadania: Direitos e Deveres”.  A Confer~encia Municipal de SP, realizou também o eixo 4, voltado para as políticas de comunicação da capita. Um dos grupos (foto), teve a coordenação do Prof. Ismar de Oliveira, do Núcleo de Comunicação e Educação da USP .

Participaram desta Conferência entidades como: Instituto Patrícia Galvão – Comunicação e Mídia, Instituto da Mulher Negra, Observatório da Mulher, Articulação Mulher e Mídia, Campanha pela Ética na TV, Associação Brasileira das Emissoras de IPTV, revista Fórum, revista Missões, Intervozes, Sindicato dos Radialistas, jornal Hora do Povo, Associação Cantareira, TV Cultura entre tantas outras entidades e movimentos sociais.

A Conferência Estadual está com as inscrições encerradas e será realizada nos dias 20,21 e 22 de novembro na Assembléia Legistaviva de São Paulo, que fica na Av. Pedro Álvares Cabral, 201. São Paulo – SP.

De um bordel às luzes de Paris

coco2Ontem, pela 1° vez fui a uma sala de cinema, em um shopping projetado por gaúchos, situado em um bairro cheio de italianos, para assistir a história de uma francesa…esta é minha São Paulo.

Assisti o filme Coco antes de Chanel, dirigido por Anne Fontaine. 110 minutos de uma fotografia belíssima, que encanta pelas paisagens e pela história, desta mulher, que revolucionou o modo das mulheres se vestirem no século 20, falo de Gabrielle Coco Chanel.

Órfã de pai e mãe, criada em um internato no coração da França, Coco escreve sua história com linha, agulha e perfeição, silêncio e leituras… De um bordel às luzes de Paris. O olhar de Coco, desde os 10 anos, acompanha as mulheres, suas roupas e comportamentos. Observa atentamente os hábitos das freiras, os babados e decotes das prostitutas, as calças  e colarinhos dos homens que a cortejavam, até decidir vesti-las para facilitar a montaria.

Coco causa polêmica, ao montar cavalos, ao usar calças, ao preferir a simplicidade e elegância à efervescência dos tecidos, decotes e frufus da época. Contrariando a “normalidade” e o machismo da época (será apenas da época?), Coco seduzia os homens por sua singularidade e mistério.

Recusa-se a casar, não acredita no amor, tão pouco no príncipe encantado, gosta sim de fazer amor.

Mas como toda (ou quase toda) mulher acaba se apaixonando e vive “perfeitos dias e perfeitas noites” como a amante. Apaixona-se sobretudo, pelo trabalho e começa a fazer sucesso e fama que perdura até hoje.

Belíssima história, belíssimo filme.

unibanComo não podia deixar de tocar no assunto que está latente na mídia, volto à Geisy Arruda, a famosa estudante de turismo. Depois de ver o quanto Coco destoava daquele cenário, de como suas ideias eram distintas das demais mulheres, penso que, com relação ao julgamento que ambas receberam,  graças às suas roupas, as histórias se assemelham…

A moça de vestido rosa contrariou a normalidade de uma instituição limitada, no que diz respeito à educação universal, fechada ao diálogo e à reflexão (basta acompanhar o ranking das universidades do Brasil).  Geisy seduziu os alunos da faculdade (sempre prontos) e tocou em uma ferida histórica que perpassa os séculos da humanidade: o machismo.

UNIBAN revoga decisão

A Uniban (Universidade Bandeirante) revogou no início da noite desta segunda-feira a decisão do conselho universitário que expulsou a aluna Geisy Arruda, 20, hostilizada após usar um vestido curto. A decisão foi anunciada em nota, porém, não traz detalhes sobre o que fez a reitoria mudar de ideia.