PEC dos Jornalistas é aprovada na CCJC do Senado

A PEC 33/09, que restitui a exigência do diploma de jornalista, foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado nesta quarta-feira (02/12).

A apreciação da matéria na CCJ começou às 11h, com pronunciamento de vários senadores. Posta em votação às 14h15, a PEC 33/09 foi aprovada por 20 votos contra dois. Posicionaram-se contra apenas os senadores Demóstenes Torres (DEM/GO) e ACM Júnior (DEM/BA). A matéria agora segue para apreciação em plenário.

Segundo Sérgio Murillo de Andrade, presidente da FENAJ – Federação Nacional dos Jornalistas, a presença de representantes do empresariado reforçou que a questão do diploma não está ligada às liberdades de expressão e de imprensa, mas sim às relações trabalhistas entre empregados e patrões. “Foi mais uma vitória importante do movimento pela qualificação do jornalismo”, disse o presidente da FENAJ. “Mas ainda temos muito trabalho pela frente”, completou, controlando o tom comemorativo de outros dirigentes da entidade e de Sindicatos de Jornalistas que o acompanhavam.

Nesta semana deve ocorrer, ainda, uma reunião entre os autores e relatores das PECs que tramitam na Câmara dos Deputados e do Senado, juntamente com a coordenação da Frente Parlamentar em Defesa do Diploma e com dirigentes da FENAJ. A o objetivo da reunião é estabelecer ações para que a tramitação das matérias avance ainda mais em 2009.

Fonte: Fenaj e Senado Federal

Elección- Nuestros hermanos de Bolívia

Bolivianas no FSM / Belém - PA, 2009

No próximo domingo (06/12), acontecem na Bolívia as eleições presidenciais na Bolívia. O atual presidente, EVO MORALES, concorre à reeleição e estima obter 70% do eleitorado. Caso o resultado seja confirmado, Morales já adiantou algumas plataformas para o próximo governo. Entre elas, está a reforma do Judiciário. Além de eleger o presidente, os bolivianos irão votar em 36 senadores e 130  deputados para a Assembleia Plurinacional Legislativa, a casa que substituirá o Congresso.

Conversei com a Vânia Rodriguez, boliviana que está há cerca de 5 anos no Brasil. Doutoranda em Toxicologia pela FCF/USP, Vânia fala um pouco de suas expectativas e preocupações quanto ao rumo da Bolívia.

“Estou na incerteza com relação as eleições do domingo, aparentemente a vitória de Evo Morales é certa, o que não necessariamente tem a ver com a preferência dos votantes. Infelizmente tem muita coisa envolvida, desde a carência de um candidato opositor que de fato faça frente à campanha de Evo, as denúncias de possíveis fraudes, dinheiro de fora que financia a campanha prometendo céu e terra para os mais humildes em fim”

Vânia participará das eleições de São Paulo, cidade onde mora. Esta é a primeira vez que a Corte Nacional Eleitoral da Bolívia, concede o direito de voto aos bolivianos que vivem em Brasil, Espanha, Argentina e nos Estados Unidos.

“Eu tentarei exercer o meu direito de votar aqui, somente espero que independente do resultado, venham dias melhores para o meu país e principalmente para minha região (Santa Cruz de La Sierra), que tem sido muito castigada pelo atual governo. Não é a toa que milhares de bolivianos saíram do país nos últimos 5 anos, ou seja, embora internacionalmente o Evo Morales represente a classe mais “oprimida”, na verdade o que tem acontecido é uma inversão de papeis e os que ele chama de “burgueses” são os que estão pagando as consequencias dessa reivindicação”, desabafou Vânia Rodriguez.