Igreja coleta doações para a reconstrução do Haiti

Foto: Missão Belém | Missionárias de São Paulo atendem vítimas de cólera no Haiti

Cólera, pobreza, falta de estruturas administrativas, falta de água, comida, inacessibilidade à saúde e educação, 1,5 milhão de desalojados, somados às denúncias de tráfico de seres humanos para o exterior, compõem o atual cenário do Haiti, um ano depois do tremor, em 12 de janeiro de 2010, que atingiu os sete graus na escala Richter e teve seu epicentro localizado 25 quilômetros a oeste da capital Porto Príncipe.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), ONG’s e Igrejas têm enviado missionários, voluntários e quantias para tentar suprir as demandas provocadas pelo terremoto. A ONU comprometeu-se a acelerar a reconstrução do Haiti ao longo de 2011, com investimento de cerca de 3 milhões de dólares em projetos sociais.

O papa Bento 16 enviou ajuda financeira de 1 milhão e 200 mil dólares; 800 mil serão destinados à reconstrução de escolas e 400 mil dólares à reconstrução das igrejas. Porto Príncipe conta agora com novo bispo, nomeado dia 12, por Bento 16. Dom Guire Poular, o novo arcebispo da capital do Haiti, sucede dom Serge Miot, – uma das 300 mil vítimas do terremoto de 12 de janeiro de 2010.

Foto: Missão Belém | Crianças são as maiores vítimas, desde o terremoto em 12/01/2010

A Igreja católica em Porto Príncipe contará também com o bispo auxiliar, dom Glandas Marie Erick Toussaint, e com 284 sacerdotes, 1.708 religiosos(as) e dois diáconos permanentes. Em São Paulo, a solidariedade é articulada pela Cáritas Arquidiocesana, que desde o terremoto abriu uma conta para receber doações (banco Itaú, agência 0057 e conta corrente 17.627-3). Até novembro de 2010, foram arrecadados 36 mil e 500 reais, que serão destinados à construção de uma creche em Waf Jeremie, uma favela com 150 mil habitantes em Porto Príncipe.

Os cinco missionários da Missão Belém, reforçados agora por seu fundador, padre Gianpietro Carraro, chegaram no Haiti em 7 de novembro de 2010 e já se depararam com a chocante realidade da terrível doença do cólera.

“Como vocês sabem, 150 mil pobres vivem em cima de um lixão, sem um banheiro, sem higiene, sem água, sem energia elétrica, sem infraestrutura nenhuma. Somente há um pequeno posto médico montado pela querida irmã Marcela [missionária italiana] com a qual os nossos logo colaboraram”, revelou Cacilda da Silva Leste, uma das missionárias, em carta à Arquidiocese de São Paulo.

Os missionários estão no epicentro do surto de cólera, que segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), já provocou a morte de aproximadamente 4 mil pessoas. Maria Chiara Carraro, irmã do padre Gianpietro, disse que o povo do Haiti tem sofrido muito com a falta de água e o crescimento do surto de cólera, devido às precárias condições de higiene, situação agravada ainda mais pela difícil situação política que o país está passando.

Publicado no jornal O SÃO PAULO.

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