133 anos da abolição da escravatura e CPI da Covid-19

Está no ar o segundo episódio do Ká entre Nós, agora em podcast

A semana passou que nem vimos. Rápido demais pra um tempo que parece não ter fim. Continuamos contabilizando mortes em decorrência da Covid-19. Até aqui são mais de 430 mil mortes. Imaginem… E nossas armas contra esse vírus continuam fragilizadas e ameaçadas. Os cuidados pessoais como uso de máscaras e distanciamento social são diariamente banalizados pelo líder da nação que já está em campanha para sua reeleição.

Uma campanha de morte, uma estratégia para desviar a atenção da sociedade sobre os encaminhamentos e depoimentos recolhidos pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19. É sobre isso que falo em meu segundo episódio Ká entre Nós agora em podcast, mas não só. Chamo a atenção para os 133 da abolição da escravatura em nosso país e sobre os impactos culturais que a escravidão, um sistema econômico adotado pela Estado brasileiro, causaram e provocaram em nossa sociedade tão, tão racista culturalmente.

As heranças da escravidão continuam flagelando so corpos pretos. Basta abrir os olhos para enxergar. Falo mais sobre isso no podcast.

Conta Comigo

Começo a semana compartilhando com você minha participação no programa Conta Comigo da Rede Vida. Conversei com Dalcides sobre meu livro “O Peso do Jumbo, histórias de uma repórter de dentro e fora do cárcere” (Paulus Editora), e me alegrei pela abordagem com que meu colega conduziu a entrevista. De um modo humano e que certamente provocou seus telespectadores.

Assista, compartilhe, compre o livro... Amplie seu olhar sobre o sistema carcerário, sobre políticas de combate às drogas, posse de armas, segurança pública, maternidade, esperança… Sim, uma entrevista bonita e complexa, assim como este livro e tema que te apresento.

Comente aqui o que achou da entrevista.

Agora, temos podcast

Inauguro hoje meu podcast Ká entre Nós. Toda sexta-feira, trarei uma provocação, um tema, uma lágrima ou um sorriso. Trarei livros, colegas, e enfim, um espaço nosso. Inicio hoje com minha reflexão sobre as tantas culpas que uma mãe carrega, em especial, as mães que estão presas, baseada na apuração de meu livro O Peso do Jumbo.

Seja bem-vindo, seja bem-vinda 😉#opesodojumbo

as tantas culpas de uma mãe

Foto de capa original do meu livro. Tirada por mim, enquanto acompanhava uma mãe que visitava sua filha no cárcere. Lúcia e O Peso do Jumbo.

Como e onde as gestantes encarceradas têm seus bebês? Pensei nisso relendo algumas páginas de meu livro nestes dias de bombardeio de publicidades sobre o Dia das Mães.

Nos cárceres em São Paulo e no Rio Grande do Sul, percebi que o cumprimento de pena das mulheres é mais pesado, porque a elas recai um sentimento de culpa por não poder cumprir todos os papéis que assumem na rua, no dia a dia.

Ser mãe, amamentar, acalentar, ensinar as primeiras palavras. Criar, cuidar, prover…Essa culpa nem sempre acompanha os homens. Poucas vezes registrei.

A culpa é um sentimento que acompanha todas nós mulheres. Livres ou não. Como pena, sem direito de defesa, foi-nos imputada desde crianças por uma sociedade nem sempre gentil com nossa saúde mental, com nossos corpos e sonhos.

Culpa por não ser isso, não ser aquilo, ser algo inesperado, fora da caixinha pré-estabelecida, por não estar à altura, por estar acima etc. etc.

Agora imaginem a culpa na cabeça das mulheres presas? Não falo sobre seus crimes, mas sobre os papéis não vividos, suspensos, aniquilados.

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Segunda-feira é dia de correio, dia em que me dedico pessoalmente a enviar minhas obras até você. Se quiser saber mais sobre a vida das mulheres no cárcere e receber meu terceiro livro com dedicatória e muito carinho, basta me escrever nos comentários ou em minhas redes sociais.

Livro: O Peso do Jumbo, histórias de uma repórter de dentro e fora do cárcere (Paulus Editora)
Você também pode comprar no site e nas livrarias espalhadas pelo país, respeitando os cuidados de afastamento, uso de máscara etc.

A batalha contra a covid-19 é grande e precisamos fazer nossa parte.