Hora do livro com Santa Dulce

A partir de hoje, segunda-feira, até sexta-feira, 13 de agosto, vamos ler juntos trechos de meu livro “Irmã Dulce, a santa brasileira que fez dos Pobres sua vida” (Paulus Editora). Dia 13 celebramos a Festa Litúrgica de Santa Dulce.

Serão trechinhos curtos para você conhecer mais a vida desta santa baiana e quem sabe começar a seguir seus gestos. Não precisa ser católica/ católico para admirar essa mulher não… vem conferir e quem sabe, ler comigo.

Você compra este livro nas livrarias e site da Paulus Editora.

Obrigada, Silvia

Fui vacinada pela Silvia, agorinha, na UBS Vila Galvão, em Guarulhos. Esta é a segunda vez que me sinto salva pelo SUS. Antes foi uma neoplasia diagnosticada em uma UBS lá em Pirituba, SP. Agora, aqui contra a covid-19.

A Silvia representa grande parte da população brasileira, uma mulher negra. Profissional, ela estava toda coberta, protegida, mas enxerguei seu sorriso, senti sua gentileza, seu cuidado. Quis muito abraçá-la, mas não ousei…

Tenho seu nome registrado em minha história, ela me deu uma dose de saúde, de prevenção, de responsabilidade e carinho sim. Agradeci muito pela dose que tinha lá, não me importava qual, nunca importou, já que desde criança preencho minha carteira de vacinação assim.

Agradeci muito pela existência do SUS neste país tão desigual e miserável para tantos. Nele, como em quase nenhum outro setor, nós humanos que vivemos neste país somos todos iguais.

Tenho 37 anos e volto para a segunda dose em outubro.

#VivaoSUS #apesardevocê #Vacinajá #ubsvilagalvão #Guarulhos

Bolsonaro, um aliado da covid-19

Está no ar, mais um podcast do Ká entre Nós!

Neste episódio, Karla Maria fala da ameaça que os brasileiros têm à frente, a de enfrentar o vírus da Covid-19 que já matou mais de 500 mil pessoas, e a de conviver sob um governo que mais parece aliado do vírus do que de seu povo. Fala das novas decisões do STF, de pesquisas eleitorais e de um jeito diferente de celebrar São João e a cultura nordestina. Karla também fala de solidariedade através dos agentes da Pastoral da Saúde e de uma iniciativa em Guarulhos que arrecada absorventes para mulheres em situação de rua. Se liga neste episódio e bora olhar para a semana de uma modo mais crítico e sem fakenews.

Podcast no ar também no Spotify

Chegamos ao quinto episódio do podcast Ká entre Nós, e com uma notícia boa! Estamos também no Spotify. Siga-nos por lá… Neste episódio, faço uma análise da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 e sobre o combate à doença no país.

Fã de futebol que sou, falo também sobre a realização da Copa América no Brasil e da bola fora do Exército brasileiro em aliviar a barra do ex-ministro Eduardo Pazuello, mas há notícias bacanas também como a vacinação de grávidas e puérperas no Estado de SP, as oportunidades para artistas no setor cultural, além de dicas de leitura.

Ouça o podcast e diga o que achou. Vamos juntos espalhar notícia verdadeira e checada. O Brasil e nós merecemos. Até mais!

133 anos da abolição da escravatura e CPI da Covid-19

Está no ar o segundo episódio do Ká entre Nós, agora em podcast

A semana passou que nem vimos. Rápido demais pra um tempo que parece não ter fim. Continuamos contabilizando mortes em decorrência da Covid-19. Até aqui são mais de 430 mil mortes. Imaginem… E nossas armas contra esse vírus continuam fragilizadas e ameaçadas. Os cuidados pessoais como uso de máscaras e distanciamento social são diariamente banalizados pelo líder da nação que já está em campanha para sua reeleição.

Uma campanha de morte, uma estratégia para desviar a atenção da sociedade sobre os encaminhamentos e depoimentos recolhidos pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19. É sobre isso que falo em meu segundo episódio Ká entre Nós agora em podcast, mas não só. Chamo a atenção para os 133 da abolição da escravatura em nosso país e sobre os impactos culturais que a escravidão, um sistema econômico adotado pela Estado brasileiro, causaram e provocaram em nossa sociedade tão, tão racista culturalmente.

As heranças da escravidão continuam flagelando so corpos pretos. Basta abrir os olhos para enxergar. Falo mais sobre isso no podcast.

Conta Comigo

Começo a semana compartilhando com você minha participação no programa Conta Comigo da Rede Vida. Conversei com Dalcides sobre meu livro “O Peso do Jumbo, histórias de uma repórter de dentro e fora do cárcere” (Paulus Editora), e me alegrei pela abordagem com que meu colega conduziu a entrevista. De um modo humano e que certamente provocou seus telespectadores.

Assista, compartilhe, compre o livro... Amplie seu olhar sobre o sistema carcerário, sobre políticas de combate às drogas, posse de armas, segurança pública, maternidade, esperança… Sim, uma entrevista bonita e complexa, assim como este livro e tema que te apresento.

Comente aqui o que achou da entrevista.

Agora, temos podcast

Inauguro hoje meu podcast Ká entre Nós. Toda sexta-feira, trarei uma provocação, um tema, uma lágrima ou um sorriso. Trarei livros, colegas, e enfim, um espaço nosso. Inicio hoje com minha reflexão sobre as tantas culpas que uma mãe carrega, em especial, as mães que estão presas, baseada na apuração de meu livro O Peso do Jumbo.

Seja bem-vindo, seja bem-vinda 😉#opesodojumbo

as tantas culpas de uma mãe

Foto de capa original do meu livro. Tirada por mim, enquanto acompanhava uma mãe que visitava sua filha no cárcere. Lúcia e O Peso do Jumbo.

Como e onde as gestantes encarceradas têm seus bebês? Pensei nisso relendo algumas páginas de meu livro nestes dias de bombardeio de publicidades sobre o Dia das Mães.

Nos cárceres em São Paulo e no Rio Grande do Sul, percebi que o cumprimento de pena das mulheres é mais pesado, porque a elas recai um sentimento de culpa por não poder cumprir todos os papéis que assumem na rua, no dia a dia.

Ser mãe, amamentar, acalentar, ensinar as primeiras palavras. Criar, cuidar, prover…Essa culpa nem sempre acompanha os homens. Poucas vezes registrei.

A culpa é um sentimento que acompanha todas nós mulheres. Livres ou não. Como pena, sem direito de defesa, foi-nos imputada desde crianças por uma sociedade nem sempre gentil com nossa saúde mental, com nossos corpos e sonhos.

Culpa por não ser isso, não ser aquilo, ser algo inesperado, fora da caixinha pré-estabelecida, por não estar à altura, por estar acima etc. etc.

Agora imaginem a culpa na cabeça das mulheres presas? Não falo sobre seus crimes, mas sobre os papéis não vividos, suspensos, aniquilados.

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Segunda-feira é dia de correio, dia em que me dedico pessoalmente a enviar minhas obras até você. Se quiser saber mais sobre a vida das mulheres no cárcere e receber meu terceiro livro com dedicatória e muito carinho, basta me escrever nos comentários ou em minhas redes sociais.

Livro: O Peso do Jumbo, histórias de uma repórter de dentro e fora do cárcere (Paulus Editora)
Você também pode comprar no site e nas livrarias espalhadas pelo país, respeitando os cuidados de afastamento, uso de máscara etc.

A batalha contra a covid-19 é grande e precisamos fazer nossa parte.

Dias de correio são assim

Os dias de correio têm um ritual que me movimentam de um jeito único… desde o início da pandemia não encontro mais leitores pessoalmente, então faço desse momento de venda e dedicatória do livro, um momento de encontro, especial mesmo.

Busco um café quentinho. Hoje está bem cremoso. Sento no sofá e em seu braço, apoio a pequena pilha de livros. Um a um vou abrindo e relendo frases que escrevi em outros tempos. Tenho frio na barriga. Uma alegria boba encontrada entre um silêncio e outro.

Naquele sofá, onde a luz banha-nos de energia, escrevo cada uma das dedicatórias pensando em seu portador. Portadora na maioria das vezes. Acho o momento tão solene, que antes eu mesma faço minhas unhas, juro e rio de mim mesma.

Encaixo o marca-páginas com saudades da Rê, quem faz tudo o que há de bonito que acompanha as minhas palavras. E pronto, envelope, endereço e rua.

Máscara, alcool em gel e prudência até a agência do Correio, lá no centro de Guarulhos. Cruzo a praça Getúlio Vargas, cumprimento os que por ali vivem e fila.

As filas revelam traços interessantes do brasileiro, como a dificuldade de respeitar o distanciamento. O chão está marcado, mas é ignorado. Ô, povo, carente… antes fosse só de contato humano.

Nos guichês, os sorrisos são conhecidos. Eles sabem que ali estão meus livros e tratam os envelopes com cuidado. Observo. E assim, eles seguem seu percurso até os olhos, a vida de alguém.

Dias de correio são quase sempre assim… 😉
Se quiser meu terceiro livro, O Peso do Jumbo, eu os tenho aqui. Me avise, que terei o prazer em fazer sua dedicatória e enviá-lo ainda hoje.

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