Na escuta e na denúncia, sempre

Ainda de ressaca emocional compartilho com vocês a notícia de que venci o Prêmio Dom Helder Câmara de Imprensa da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. E o recebi porque escrevi uma série de reportagens para o Jornal O Trecheiro sobre os desafios diários e torturantes que a população em situação de rua sofreu e sofre nas cidades. A série se concentrou entre os meses de julho de 2020 a janeiro de 2021, durante a pandemia de Covid-19.

Compartilho a série de reportagens com vocês, e convido-os a continuarem seguindo o trabalho do jornal que há mais de 30 anos denuncia a ausência de políticas públicas de moradia, trabalho e ressocialização.

Foto do Luciney Martins

Conheça todos os vencedores da 53ª edição dos Prêmios de Comunicação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e observe a qualidade e o compromisso destes meus colegas em denunciar, nos mais diferentes formatos, os erros pelos quais passamos e apontar saídas pautadas na dignidade da pessoa humana.

Foi bonito. Sigo com meu terceiro Prêmio Dom Helder Câmara de Imprensa e com muita honra.

Confira entrevista que concedi ao colega e editor Luís Marques da Agência Signis de Notícias. É lá, que atualmente tenho espaço para minhas reportagens.

Prêmio da CNBB

Hoje à noite a CNBB entrega seus prêmios de comunicação e eu participo deste momento concorrendo pela terceira vez ao Prêmio Dom Helder Câmara de Imprensa na categoria jornal.

Foto de Luciney Martins

A CNBB premia trabalhos que defendam a dignidade da pessoa humana e me honra muito ser lembrada junto aos demais profissionais por realizar este trabalho. Meus anos de carreira como repórter e mais recentemente como escritora se dedicam à denúncia de tanto descaso aos direitos humanos.

Se vou ganhar ou não, veremos juntos logo mais às 21h, mas o importante é registrar como a sociedade brasileira e seus governos trataram a parte mais vulnerável da sociedade brasileira durante a resistência e combate à pandemia de covid-19. Foi e é desumano.

Escrevi uma série de reportagens para o Jornal O Trecheiro sobre o tema, e é esta série que me leva à noite de hoje. A partir dela e de muita apuração sobre o cenário político-econômico escrevi um novo livro, o “Dores Invisíveis”, também produto final de minha especialização em produção editorial e de minha denúncia sobre o estado de coisas que vivemos neste período de um Brasil que escancara sua pobreza.

O anúncio da premiação é hoje às 21h em todas as tvs católicas. Assistirei pela TV Aparecida].

O livro “Dores invisíveis” aguarda investimentos 😉

Te espero às 21h.
@premioscnbb
@cnbbnacional TV Aparecida @fapcom

#karlamariajornalista #livroreportagem #premiosdecomunicaçãocnbb

Os livros que postei…

Estes são os dois últimos exemplares de “O Peso do Jumbo, histórias de uma repórter de dentro e fora do cárcere” publicado pela @editorapaulus que vendi pessoalmente entre os 200 exemplares que recebi da editora.

Eu os postarei amanhã. Foram 200 livros “O Peso do Jumbo” que saíram aqui de casa, das minhas mãos e foram até o meu leitor/a neste país gigante. Me escreve aqui se você recebeu, comprou um destes livros…

Que especial! Além claro dos livros vendidos nas livrarias e sites pelo país. Independente do título é um privilégio saber que meus livros estão por aí…

Obrigada a cada um e cada uma que comprou, apoiou e leu este meu trabalho e todos os demais em livros ou reportagens.

Neste país, viver de palavras sobre direitos humanos, é um grande desafio, e não sem ajuda venho superando-os dia a dia.

Obrigada! E continue comprando e lendo meus trabalhos. Você já sabe, a Paulus está espalhada pelo país com suas livrarias e no site: encurtador.com.br/cfAU4

Obrigada especial ao Fê e a Do Carmo, meus dois parceiros que sempre organizaram a logística, mesmo na pandemia, pra me levar ao correio e assim, levar o livro até você ❤

PS. Os livros Mulheres Extraordinárias e Irmã Dulce, a santa brasileira que fez dos pobres sua vida também estão à venda somente nas livrarias e sites. 😉

#karlamariajornalista #livros #opesodojumbo #irmãDulce #mulheresextraordinárias

Obrigada, Silvia

Fui vacinada pela Silvia, agorinha, na UBS Vila Galvão, em Guarulhos. Esta é a segunda vez que me sinto salva pelo SUS. Antes foi uma neoplasia diagnosticada em uma UBS lá em Pirituba, SP. Agora, aqui contra a covid-19.

A Silvia representa grande parte da população brasileira, uma mulher negra. Profissional, ela estava toda coberta, protegida, mas enxerguei seu sorriso, senti sua gentileza, seu cuidado. Quis muito abraçá-la, mas não ousei…

Tenho seu nome registrado em minha história, ela me deu uma dose de saúde, de prevenção, de responsabilidade e carinho sim. Agradeci muito pela dose que tinha lá, não me importava qual, nunca importou, já que desde criança preencho minha carteira de vacinação assim.

Agradeci muito pela existência do SUS neste país tão desigual e miserável para tantos. Nele, como em quase nenhum outro setor, nós humanos que vivemos neste país somos todos iguais.

Tenho 37 anos e volto para a segunda dose em outubro.

#VivaoSUS #apesardevocê #Vacinajá #ubsvilagalvão #Guarulhos

Agora, temos podcast

Inauguro hoje meu podcast Ká entre Nós. Toda sexta-feira, trarei uma provocação, um tema, uma lágrima ou um sorriso. Trarei livros, colegas, e enfim, um espaço nosso. Inicio hoje com minha reflexão sobre as tantas culpas que uma mãe carrega, em especial, as mães que estão presas, baseada na apuração de meu livro O Peso do Jumbo.

Seja bem-vindo, seja bem-vinda 😉#opesodojumbo

Dia do jornalista, e…

Dia do jornalista e por isso dia de angústia também. Dia em que lembramos o nosso papel de desmentir a mentira institucionalizada, de combater a banalização da verdade, a relativização da Ciência, a criminalização dos repórteres, a precarização do nosso trabalho dia a dia, as ameaças veladas e também diárias à democracia, à liberdade de expressão.

Força aos colegas que continuam com ética e compromisso em meio ao caos que vivemos.

Foto do colega Joaquim Souza, enquanto eu cobria as cheias do Rio Madeira, em Porto Velho (RO), em abril se 2014.

#karlamariajornalista

Recomecemos honrando-nos umas às outras

Nossa vida às vezes parece um filme, não é verdade? Roteiros duros, surpreendentes, apaixonantes, cansativos… reescrevê-los é sempre necessário, porque a vida é sim um ciclo de recomeços pequenos e diários que demandam nosso protagonismo, energia e presença. É assim até a morte. Penso que recomeçar seja o verbo mais vivido por nós mulheres…. 😉

Mulheres da Brasilândia em 2007, durante caminhada da Campanha da Fraternidade_ Foto Karla Maria

Por isso recomecemos hoje também pensando que há muito a conquistar: tempo, silêncio, amor próprio, direitos, espaços e oportunidades. Recomecemos quebrando padrões, falsos moralismos, julgamentos, o patriarcalismo.

Recomecemos alimentando a empatia por aquelas mulheres sem privilégios, cujas existências foram pré-definidas pelo capitalismo selvagem, pelo racismo estrutural, pelo machismo mortal.

Recomecemos enxugando as lágrimas e abrindo sorrisos com gana, esperança, solidariedade, sempre com o pé na realidade, essa que diariamente finda ciclos entre nós.

Recomecemos, mulheres.
❤✊🏽 #diadamulher#diadeluta

Mudando de casa e vendendo livros…

Neste momento estou empacotando vários objetos, e neste empacotar também de livros decidi vir aqui te avisar que tenho exemplares de meu terceiro livro “O Peso do Jumbo, histórias de uma repórter de dentro e fora do cárcere” (Editora Paulus) para te enviar… que tal?

Comprando meus livros, comigo ou com a editora, você apoia meu trabalho como escritora, meus futuros projetos literários, e se informa com qualidade. 😉

Quer comprar comigo? Me escreve…

#opesodojumbo #karlamariajornalista #livros

Os livros de uma repórter

Ontem foi o #diadorepórter, um dia bacana pra exaltar o trabalho de tantos colegas de profissão que “gastam sapato”, mesmo em tempos pandêmicos, para trazer informação de qualidade e sustentar nossa democracia.

Como repórter, trabalhei em diversas redações, nas quais aprendi demais sobre a importância do trabalho coletivo, da apuração séria, do compromisso com o leitor/a, com o país.

Hoje, como repórter independente, sinto falta do frenesi de um fechamento, do café e do papo com os colegas, mas continuo fazendo jornalismo. Prova disso são meus três livros, resultado de anos de trabalho de reportagem, de escuta, pesquisa, apuração, envolvimento e entrega.

Se você é estudante de jornalismo, te desafio a tomar contato com a realidade da profissão por meio dessas páginas. Se você é colega de profissão ou um amante dos livros, ávido por realidades que impactam a vida e o imaginário do coletivo brasileiro, convido/a também a conhecer meus livros.

Como sempre digo, segunda-feira é dia de correio, portanto, se ficar interessado/a em comprar as obras com dedicatória, basta me escrever que envio com marca-página especial.

Meus livros foram publicados pela Editora Paulus e, portanto, você também os encontra em todas as boas livrarias espalhadas pelo país e também no site da editora 😉

Dúvidas? Avaliações sobre os livros? Escreva que adoro receber uma “cartinha” 😉 #opesodojumbo #irmãDulce #mulheresextraordinárias #karlamariajornalista @editorapaulus

Diplomada na AGL

A quarta-feira, 27, estava quente em Guarulhos, e o Lago dos Patos especialmente bonito. É ali, no entorno do lago, que fica a sede da Academia Guarulhense de Letras (AGL).

Foi também naquela quarta-feira que fui diplomada como membro efetivo da AGL ocupando a cadeira 8, cujo patrono é o jornalista, poeta, escritor Aristides Castelo Hanssen, que faleceu em 6 de março de 2020 em Guarulhos.

Fundada em 8 de dezembro de 1978, “A Academia Guarulhense de Letras tem por fim a cultura da língua, da literatura nacional e a preservação do patrimônio histórico e geográfico do município.”

Saiba um pouco mais da Academia e conheça os demais acadêmicos e sua produção literária, aliás… esta será uma das minhas grandes e saborosas missões na AGL: apresentar e difundir a literatura produzida na cidade de Guarulhos. Bora…